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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Depilação - Versão Masculina

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Lá nos idos 2008, no Luso-poemas, coloquei este texto que me tinham enviado por email. Não faço a mais pálida das ideias quem o terá escrito mas é hilariante. Lembrei-me dele porque parece que ontem houve um corrupio de acesso a este texto no site (terá sido o dia internacional da depilação?)

Antes de o lerem, peguem em dois ou três lenços de papel, vão ver que vão dar jeito.

Então cá vai:

 

 

Estava eu assistindo TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas "partes".

Após alguns minutos ela veio com a seguinte ideia: Por que não depilamos seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles.

Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça.

Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam "outras coisas". Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu não tive mais como negar. Concordei.

Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para TV, porém minha mente estava vagando pelas novas sensações e só acordei quando escutei o beep do microondas.

Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de "dona da situação" que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente.

Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo.

Pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o aceso à zona do agrião.

Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa!!

O Sr. Pinto já estava todo "pimpão" como quem diz: "sou o próximo da fila!!"

Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as "outras coisas" que viriam.

Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viajem.

Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Thailândia, na China ou pela Internet mesmo.

Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino.

Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUTAQUEOPARIU quase falado letra por letra.

Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado na cera.

Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos, e que precisava passar de novo.

Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!!

Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro.

Sentia o coração bater nos ovos. Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molho o saco antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos só deixando a água escorrer pelo meu corpo.

Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo: faz merda atrás de merda.

Peguei meu gel pós barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos.

Foi como se tivesse passado molho de pimenta.

Sentei na privada, peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round. Olhei para meu pinto. Ele era tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia que eu tinha saído de uma piscina 5 graus abaixo de zero.

Nesse momento minha esposa bate na porta do banheiro e perguntou o que estava acontecendo. Aquela voz antes aveludada ficou igual um carrasco mandando eu entregar o presidente da revolução.

Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os pelos tinham saído pelas raízes, que demorariam voltar a nascer.

"Pela espessura da pele do meu saco, meus netos irão nascer sem pelos nos ovos", respondi.

Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar com meio metro de distância e sem tocar em nada!!

Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento sexo para mim seria somente para perpetuar a espécie humana.

No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros.

Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados. Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e nada. Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo.

Entrei na minha seção andando igual um cowboy cagado. Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos.

E passei o dia inteiro trabalhando em pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.

Resultado, certas coisas devem ser feitas somente pelas mulheres. Não adianta tentar misturar os universos masculino e feminino.

Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=45866 © Luso-Poemas

Humor negro

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Aqui eu me confesso. Gosto de humor negro. Aliás, na prática eu gosto de todo o tipo de humor. Porque gosto de rir e porque a vida não pode ser levada demasiado a sério – afinal não saímos dela vivos, não é?

Mas, e aqui volta a velha história da liberdade de expressão, a minha liberdade de gostar de todo o tipo de humor não pode nem deve chocar com a liberdade de outros não gostarem. E tal como eu posso expressar que gosto, os outros devem poder dizer que não gostam sem terem sequer de explicar porquê e muito menos ser ofendidos por isso - da mesma maneira como não devem ofender quem gosta.

Isto a propósito de alguns comentários que li por ai contra a mensagem que Hugo Rosa deixou para a sua ex-namorada no Got Talent Portugal. Vejam lá o vídeo e voltem aqui depois.

Já viram?

Ok, então continuemos.

Eu respeito quem diga que isto não é humor. Bom, talvez o correcto seja dizer que, para as pessoas em causa, isto não seja humor. Para mim foi. Esclareço já, antes que me digam que eu tenho esta opinião porque ninguém da minha família tem ou teve cancro, que a minha tia – que eu amo imenso – tem cancro da mama, já teve metáteses no fígado e que já teve de fazer imensa quimioterapia.

Digo mais, eu escangalhei-me literalmente a rir, quer pela mensagem em si quer pelo ar pesaroso do comediante, enquanto a plateia e o júri chorava a rir e ele que não estava nem ai para o que o rodeava.

E antes que venham também dizer que eu acho que gozar com o cancro é humor porque não o tenho, aconselho vivamente uma visita a este blog e percebem que, quem tem cancro também brinca com ele (sim, não será toda a gente mas há quem o faça e de uma forma perfeita).

Eu sei que, o que vou dizer a seguir, vai chocar imensa gente. Mas lembram-se quando caíram as torres gémeas em Nova York, no dia 11 de Setembro de 2001? Uma semana mais tarde comecei a receber, no meu email, imagens e textos humorísticos sobre este terrível evento. E sim, eu ri-me imenso. Ainda hoje me rio quando ouço a música It's Raining Men de Geri Halliwell porque me lembro de um powerpoint que recebi, na altura, com essa música (e não preciso de explicar as imagens, certo?).

E será que o facto de me rir destes acontecimentos – do cancro, dos atentados de 11/09/2001, da segunda guerra, de naufrágios, etc – faz com que os leve menos a sério? Será que faz com que eu seja insensível? Eu acho que não. Rir deles faz com que os encare de forma mais leve e que tenha mais força interior para os aceitar. Afinal, como comecei por dizer ao princípio, não vale a pena levar a vida demasiado a sério, seja como for, não vamos sair vivos dela. Por isso há que aproveitar ao máximo e rir ajuda imenso a fazê-lo.

Glutões do Presto

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Querida Cris

Não há forma fácil de te explicar isto. Estou até com a voz embargada de emoção e custa-me a falar porque sei que vais ficar desiludida e vais pensar que toda a tua vida foi uma mentira.

Sabes, durante alguns anos eu também acreditei que havia glutões no Presto. Que, sempre que a roupa era metida num alguidar com água e Presto, apareciam aqueles bichinhos verdes e azuis e começavam a comer a sujidade. Confesso-te até que cheguei a ter medo de ficar em casa quando isso acontecia - imagina que um glutão tinha mais fome que os outros e resolvia sair da água e começar a comer tudo lá em casa? é que o conceito de sujidade é subjectivo...

Um dia descobri que afinal os glutões não existem e que a roupa também ficava lavada com outros detergentes! ou com sabão. E que o Presto era apenas mais uma forma de sabão.

É triste, não achas? fiquei tão desiludida... E por isso quis escrever-te esta carta para que esclarecer esta dúvida tão existencial!

Desta que se assina

a tua amiga

Magda

 

********************

Pessoinhas que vão ler isto, esta é uma private joke entre mim e a Cris que está nos comentários deste post. Não se ponham com ideias que isto é só mesmo uma brincadeira.

 

Conversas ... Na farmácia

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Ontem fui à farmácia porque me doía o ombro e:

 

- Boa tarde, dói-me aqui o ombro, queria um emplastro por favor?

- Boa tarde. E o que lhe dói? o músculo, o tendão ou o osso?

- .... Pois.. dói-me o ombro. Não sei qual parte. Olhe, é aqui onde está o dedo.

- Ah aí deve ser o músculo. E quer um emplastro quente, frio ou medicamentoso?

- ... Eu quero é que pare de doer... não gostava que fosse frio, que já basta o frio da rua, mas quero é melhorar.

- Bom, pode ser qualquer um...

- Qual é o mais rápido?

- O medicamentoso.

- Então é esse, por favor.

 

Esta conversa fez-me lembrar a anedota do papel higiénico e da sanita. Tenho saudades dos tempos em que chegava à farmácia, pedia um emplastro e davam-me logo. Que mania a de complicarem coisas que podem ser simples...

 

Victor Nunes Faces

Há quem tem demasiado tempo livre e o ocupe com estudos que não lembram ao diabo. E há quem se divirta divertindo os outros. É o caso do Victor Nunes que descobri hoje, por acaso, porque recebi as fotos abaixo por emai. 


E como não sou egoista, decidi partilhar convosco estas imagens. Nesta página do facebook podem encontrar mais pinturas que ele faz só por diversão. Fiquei fã.

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Conversas #3 lá em casa

Cheguei ao pé do marido e do filho com 5 livros na mão...

Eu - estes livros são para por na estante por cima do aquecedor.

Marido - mais livros? 

Eu (baixinho) - ainda faltam vir os da promoção da FNAC. Mas prometo que vou tentar não comprar mais até final do ano.

Filho - mãe, tu prometes mas não vais cumprir...

Marido (para o filho) - Ainda vamos ver a mãe nos LA a dizer "olá, eu sou a Magda, e não compro um livro há 24 horas!"

Filho (para o pai) - não, não, o que ela vai dizer é "olá, eu sou a Magda, e não leio um livro há duas horas"

Marido - e a tremer. as mãos a tremer e tudo...

 

e é isto... 

conversas de táxi #1

Viajar de táxi é, quase sempre, uma oportunidade de ouvir teorias extraordinários.

Estou presa no trânsito de Lisboa dentro do táxi e, segundo este senhor, os russos querem a Europa para eles e por isso estão a preparar-se para invadir Portugal.

....

É nestes momentos que eu opto por dizer que sim e não comentar. É que não vale mesmo a pena...

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