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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

No Blog com... Paula Lima

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Hoje, No Blog com... a Paula Lima

 

Paula, 48 anos, que gostava de ter sido arqueóloga e acabou atrás de um ecrã de computador e a mexer em papéis, como tanta mais gente que por aí anda no mundo. Mas o meu mundo não pára aqui e os interesses na vida, vão para além do trabalho, e são variados onde se destaca sobretudo o ponto de cruz (que dá mote ao meu blog) e a leitura, com os quais descanso a mente. Mas passeios e cinema, música e pintura, tudo pode passar por lá, porque fazem parte do que gosto na vida. Pensava eu ter perdido a vontade de blogar/escrever, já que tive um blog anterior (terminado em 2012), quando descobri à uns meses uns blogs no "Sapo", bem interessantes, e começou uma comichão nos dedos a crescer para voltar. Com o incentivo do meu rapaz, as saudades que a Shirlee (amizade do outro lado do mundo, feita através do 1º blog) disse ter do meu blog, o empurrão da Magda e da MJ (que acabaram por amadrinhar esta vontade), volto aos blogs e à escrita. Com a perfeita noção que, aos 48, metade da minha vida já foi (bem vivida, sem arrependimentos de nada nem de coisa nenhuma), tenho a determinação de viver cada dia o melhor possível, tranquilamente.

 

1. Deixada pela Ana Borges: como te vês daqui a 10 anos?

Não prevejo grandes alterações no meu dia a dia, portanto viver tranquilamente a vida, da melhor forma possível, aproveitando um dia de cada vez, com esperança de chegar a esses distantes dez anos e ambicionar chegar ainda para além disso.

  1. Porquê arqueologia?

A influência da Agatha Christie e dos seus livros. Não era só o mistério que me interessava, mas todas aquelas paisagens maravilhosas. Há muitos anos atrás via-me de pincel na mão a afastar o pó de um daqueles achados magníficos, aos pés da Esfinge. Ver ao vivo a Pedra da Roseta foi um sonho conseguido, nos anos 90. Depois a realidade meteu-se no caminho! 

  1. Há algum livro que possas dizer que é O livro?

Há vários livros a que volto sempre, mas tenho que reconhecer que o que mais folheio é "Orgulho e Preconceito" da Jane Austen. 

  1. Qual a importância do Natal na tua vida?

O Natal é, sempre foi, uma das épocas do ano mais importantes para mim, representando sobretudo a reunião familiar. Com os anos essa reunião tornou-se um bocadinho mais difícil, mas o espírito manteve-se tendo sido aumentado à onze anos porque o meu cavaleiro andante gosta tanto ou mais do que eu do Natal. Podemos não estar presencialmente com as pessoas de quem gostamos mas em espírito estão connosco, sempre.  

  1. Sem saberes quem é a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?

Qual a tradição natalícia que não dispensas? 

  1. O que gostarias de me perguntar?

Aproveito a que deixo para a próxima convidada, ou seja qual a tradição natalícia que não dispensas (e obrigada pelo convite, já que esta parte importante ficou esquecida na apresentação da minha pessoa)?

Para tristeza da minha filha - que a odeia - eu não dispenso a árvore. Nem as filhoses feitas pela minha tia. Nem o estar com a família (se bem que, neste caso e como diz o meu cunhado, na nossa família a tradição de juntar a família toda acontece umas dezenas de vezes por ano, pelo que um Natal diferente seria... não estarmos juntos). Não dispenso o bacalhau cozido na noite de Natal e o almoço de peru. As discussões porque as filhoses estão muito grossas ou porque estão muito finas. Eu a provar tudo e mais alguma coisa e a stressar toda a gente (só porque sim). Também não dispenso a compra das prendas para a geração mais nova (este ano tive de o fazer por motivos de saúde e custou-me imenso). E não dispenso começarmos a pensar em tudo em Outubro. Enfim, e resumindo, a tradição natalícia que não dispenso é... o Natal com tudo o que tem direito.

No Blog com... Ana Borges

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A Ana Borges, que Viaja. Porque sim., tem um Gene de Traça, e um'A vida e outros acasos vem hoje falar sobre ela:

Nem de propósito, cruzei-me com esta citação de Camus n’ “O mito de Sísifo”: “não é fácil tornarmo-nos no que somos, descobrirmos a nossa medida profunda”.

Eu sou uma contradição. Uma apaixonada realista, com a cabeça permanentemente nas nuvens, mas com os pés na terra. Acredito que não há impossíveis, mas sei que certas coisas serão pouco prováveis. Creio firmemente na ordem natural das coisas e que na natureza está tudo ligado, mas também tenho a certeza de que existe uma explicação racional para tudo o que parece inexplicável – nós é que ainda não a conhecemos.

Tenho um lado solar e um lado lunar. Tento que o solar prevaleça, mas nem sempre consigo. Mesmo assim, sou uma optimista incorrigível, prefiro olhar para o lado positivo das situações e procurar o melhor que há nos outros. Torno-me chata quando quero que os outros vejam as coisas como eu e insisto para que se superem a si mesmos. Sou teimosa e muitas vezes intransigente. Fácil às vezes, difícil muitas mais. Observadora, intuitiva, organizada, versátil.

Leio, escrevo, desenho e danço desde que me lembro de ser gente. A estas paixões foram-se somando outras com o correr dos anos: as viagens, as línguas, a fotografia, o cinema, os trabalhos criativos. E as conversas com os amigos até altas horas, a comida que preparo com carinho, os passeios à beira-mar, o descanso nos braços de quem amo. Tanta, tanta coisa que as horas do dia não chegam para fazer tudo o que quero.

Já plantei uma árvore, já escrevi um livro e já tive um filho. A árvore ficou lá, no recreio do liceu onde andava; se ainda lá continua ou não, desconheço. O livro (uma coisa xaroposa que escrevi num Verão do início da minha adolescência e obviamente nunca viu a luz do dia) perdeu-se numa qualquer confusão de mudanças ou arrumações. O filho, esse é o meu orgulho, a minha melhor “obra” (embora não exclusivamente minha), o meu legado para o futuro – porque tudo o resto tem uma importância apenas transitória.

1. Deixada pela Cláudia: Indica-nos uma música muito especial na tua vida.
O meu filho, muito pequenino, a cantar (com gestos) uma música que tinha aprendido no jardim-de-infância, a “Bolinha de Sabão”, e que terminava assim: anda cá minha bolinha, poisa aqui na minha mão, não há coisa mais bonita, que uma bola de sabão. Na altura ainda não tinha máquina de filmar, por isso é um momento que só ficou gravado na minha memória, e no meu coração.
E noutra ocasião, há alguns anos, estar a almoçar ao ar livre num pequeno restaurante em Tortuguero (na Costa Rica) e ouvir em música de fundo o “Sodade” da Cesária Évora. Estar ali, a milhares de quilómetros de casa, num “mundo” tão diferente do nosso, e ouvir música cantada em português (mesmo não sendo por uma portuguesa), comoveu-me imenso.
2. Qual o balanço que fazes dos teus blogs?
Cada um dos meus blogs é muito específico e com uma finalidade diferente, e todos eles são fruto das minhas paixões. O “A vida e outros acasos” é o mais intimista e serve um pouco como exercício de escrita. O “Gene de traça” nasceu do meu amor pelos livros e pela língua portuguesa, aquele amor com que eu gostaria de contagiar os outros – e é também onde eu às vezes desabafo as minhas indignações. O “Viajar. Porque sim” é aquele onde eu sinto que sou realmente mais “útil” a quem o lê, e o que tem mais retorno, sobretudo através do Facebook. Já várias pessoas me pediram informações sobre algumas das viagens de que tenho falado no blog; recentemente recebi uma mensagem de um casal que estava na Costa Rica e me dizia que estava a seguir o meu roteiro e a aproveitar muitas das minhas sugestões – naquele preciso instante estavam a escrever-me de um sítio lindíssimo onde eu tinha ficado alojada, e que eles tinham escolhido por causa da minha indicação. Isto deu-me uma satisfação enorme, sentir que o que escrevi foi útil para outras pessoas. E tenho pena de não ter mais tempo para escrever – porque cada post meu demora literalmente muitas horas a ser composto.
3. Como ocupas os teus tempos livres?
A fazer coisas de que gosto: ler, escrever, fotografar e “brincar” com as fotografias, cozinhar para os amigos e a família, conversar, passear a pé, visitar exposições e museus, dançar, ver filmes e séries, e sei lá mais o quê… E a escrever para os blogs, claro. O tempo livre nunca chega para tudo o que quero fazer.
4. Que género de textos gostas mais de escrever?
Depende do meu humor. Quando me sinto mais introspectiva, gosto dos textos que são mais intimistas ou filosóficos (filosofia de algibeira, mas pronto… é o que sai). Nas outras alturas prefiro escrever sobre coisas mais reais, como viagens ou livros. Também já fiz algumas (poucas) incursões pela escrita criativa, mas para isso tenho mesmo de estar muito, muito relaxada e sem nada em que pensar ou para fazer, o que obviamente é muito raro. 
5. Sem saberes quem é a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?
Como te vês daqui a dez anos?
6. O que gostarias de me perguntar?
Qual é “aquele” sonho que ainda não realizaste?

Fazer um cruzeiro. Adorava fazer um cruzeiro, nem que fosse de apenas uma semana. É o único sonho que tenho por cumprir. Mas, por outro lado, realizei sonhos que nem sabia que tinha, por isso nem me importo muito.

No blog com... Cláudia

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É um'A Mulher Que Ama Livros, que tem Mau Feitio e que vai tentar passar um ano sem comprar roupa. Hoje, no blog com temos a Cláudia Oliveira.

Olha, fui convidada para o "No Blog Com...". É uma honra! Obrigada Magda. 

Então cá vão umas palavras sobre mim. Chamo-me Cláudia, tenho 30 anos e outros trinta blogues. Não são trinta, mas podiam ser. Ando na blogoesfera há bastante tempo e adoro este mundo virtual. Acabamos por fazer amizades e trocar experiências que sempre nos alegra a vida. Tenho um filho com quase dois anos e estou grávida de uma menina. Adoro ser mãe e isso reflecte a maior parte da minha personalidade. Sou apaixonada pela vida e pelas pessoas. Nos blogues, falo de tudo o que gosto: livros, família, amigos, vida, pessoas, blogoesfera, comida, ... Estou sempre a criar desafios e meto-me em tudo. Depois ando sempre à procura de tempo. Recentemente lancei um desafio à minha pessoa, estar 365 dias sem comprar roupa e poupar uns trocos. Nunca saí de Portugal e preciso mudar isso urgentemente. Tantos sonhos para uma vida apenas. 

1. Deixada pela Joana - O que farias se encontrasses uma mala com muito, mas muito dinheiro e não soubesses de quem seria?
Ligava ao marido de imediato e juntos decidíamos o que fazer. Não queria ter de decidir algo tão importante sozinha. Mas eu acredito em sinais e uma mala cheia de dinheiro no meio do meu caminho seria claramente um sinal. Já a minha consciência jamais me deixaria ficar com a mala e dormir descansada. 
2. Qual foi a tua primeira paixão em livro?
Nunca tive.
3. Papel ou digital? como preferes ler?
Papel. Deitada na cama antes de dormir. Se tiver com uma fatia de bolo na mão melhor ainda. Perfeito. 
4. Quais os temas que abordas nos teus blogs que são melhor recebidos? e pior?
Melhor recebidos os textos sobre livros e sobre os meus filhos. Noto maior feedback por partes das pessoas. Quando desabafo algo muito pessoal as pessoas tomam as minhas dores e dão-me muita força. É maravilhoso. Pior, sobre futebol. No entanto, o texto com maior número de comentários negativos e ofensivos foi o texto sobre caracóis. 
5. Sem saberes quem é o próximo convidado, que pergunta lhe deixas?
Indica-nos uma música muito especial na tua vida.
6. O que gostarias de me perguntar?
O que ficou por fazer ao olhares para trás?
Sabes que eu não me arrependo de nada do que fiz e só me arrependo do que não fiz. Dito isto, arrependo-me imenso de não ter lido mais (se bem que não sei se seria possível ler ainda mais). Arrependo-me de ter demorado 11 anos a terminar um bacharelato de apenas 3 anos (se bem que continuo a achar que o terminei com os colegas de faculdade certos e sei que, se tivesse terminado mais cedo, não teria as amizades que ainda tenho desse tempo). Arrependo-me de ter perdido alguns amigos (que, afinal não eram tão amigos assim se se sentiram incomodados por eu ter crescido). Enfim, como podes perceber, olho para trás e vejo que tudo o que aconteceu - de bom e de mau - e tudo o que ficou por acontecer - de bom ou mau - fez com que eu fosse quem sou eu. E, por isso, se voltasse atrás e soubesse o que sei hoje, teria feito tudo da mesma maneira.

 

No Blog com...Joana S

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Hoje No blog com... convidei a Joana S a falar um pouco sobre si e a responder a algumas perguntas.

Quando a Magda me contactou e me convidou a dizer umas palavritas sobre mim para depois as escarrapachar na rubrica "No blog com..."  fiquei "babada", mas ao mesmo tempo assustada. Engraçado que quando lia a rubrica ficava admirada por a grande maioria dizer que não era fácil falar delas próprias. Achava eu que não seria assim tão difícil  e aqui estou a pensar "Mas que vou eu dizer sobre mim?".

Bem, tenho 47 anos e posso dividir estes anos por 2 etapas. O antes e o após o divorcio. Durante os 11 anos de casamento muitas foram as vezes que me senti um lixo, uma "coisa" que fazia parte da mobília, que nunca iria ser feliz e que nunca teria coragem de me divorciar (não queria envergonhar os meus pais). Eis que o destino me colocou à frente o Miguel e apesar de nunca ter havido algo entre nós (por mais estranho que possa parecer) cerca de 2 meses após o conhecer tomo a decisão de sair de casa. Abdiquei de todos os bens materiais e vim apenas com 500 escudos na carteira e a minha filha. Uma vergonha, uma loucura e um risco enorme foi o que mais ouvi. 17 anos depois tenho a certeza que foi o passo mais importante e que me transformou em todos os sentidos.

Detesto a falta de pontualidade, falta de empenho no trabalho, intrigas e maldade. Sou ansiosa, medrosa, stressada (detesto que mo chamem), apaixonada, bondosa (tenho dias) lutadora e inconstante.  É melhor parar por aqui, pois parece-me que os defeitos são muito mais do que as qualidades e não quero correr o risco do pessoal me olhar com outros olhos.

Obrigado Magda.

1. deixada pela Márcia - Que diga qual o personagem de um livro que gostaria que cozinhasse para ele/ela.
Sem duvida escolhia o Gabriel Allon, o atraente espião dos livros de Daniel Silva. A comida até podia não prestar, mas passar um serão a beber um bom vinho e a ouvir as suas aventuras seria divinal.
2. Que balanço fazes do teu blog?
Quando iniciei o blog "oimpossível" foi para contar a história da minha vida, de certa forma para expulsar alguns "demónios" que ainda me atormentavam e nunca pensei ter tantos leitores, depois quando chegue à parte em que o Miguel recebeu a proposta para vir para Marrocos achei que teria mais sentido fazer um outro. Nasceu então "marrocoseodestino" e deixei mesmo que o destino se encarregasse de trazer os leitores do outro blog. E eles apareceram e outros vieram. O balanço é muito positivo. Sinto que algumas pessoas gostam de mim, mesmo sem me conhecerem pessoalmente e se preocupam quando estou algum tempo sem escrever. Já fiz amizades por aqui, umas virtuais e outra pessoalmente. Quem aqui passa sabe que tenho altos e baixos frequentes(as chamadas travadinhas) e sabe tão bem ouvir palavras que me arrebitam.
3. Qual é o teu pior defeito enquanto leitora?
Sem duvida não conseguir dar a minha opinião quando ela é contraria especialmente nos assuntos polémicos. Como uma amiga diz sou politicamente correcta. Nestes casos por norma não comento. Neste aspecto gostaria de mudar, mas..
4. o que mais te atrai noutro blog?
Gosto de blogs que contam o dia a dia, gosto dos que me fazem rir, gosto dos que falam de livros e os de viagens. Com se vê não sou muito esquisita em matéria de blogs e esse é uma grande problema, pois ando sempre a tentar descobrir novos o que faz com que tenha dificuldades de visitar com frequência todos os que gosto.
5. sem saberes quem é o próximo convidado, que pergunta lhe deixas?
O que farias se encontrasses uma mala com muito, mas muito dinheiro e não soubesses de quem seria?
6. O que gostarias de me perguntar
Imagina (sei que é horrível) que vinha a policia a tua casa e te mandava queimar todos os livros, a única hipótese para o evitar era passares 1 mês inteiro na prisão. O que optavas?
Bom, a opção seria perguntar ao policia para que prisão me levava e qual o horário das visitas para poder dar aos familiares e amigos...

No blog com... Márcia

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Esta semana no blog com... a Márcia, uma das bloguistas que mais me desgraça com os livros que lê.

Não gosto de falar de mim. Porque nunca sei o que dizer. E eu gosto de ter sempre resposta para tudo.

Assim, para não deixar a Magda sem resposta, vou inventar umas coisas giras para contar. Sim, porque se há coisa que eu gosto é de inventar histórias. Por vezes, ao fazer outra coisa de que gosto muito, ler, também invento. Vou lendo livros de histórias já inventadas e, ao mesmo tempo, invento as minhas.

É confuso, eu sei, surpreendo-me a mim mesma com as realidades alternativas para as personagens dos livros. Se os autores sonham com estas maldades… ai, será que posso ser processada?

Se calhar é por isso que escrevo sobre livros. Para acrescentar umas linhas minhas depois de voltar a última página. Que atrevimento, não? Talvez. Seja como for, ser blogger, mais do que um gosto é um vício. Mantenho os meus dois blogues (planetamarcia e fugir para ler) e participo no blogue da Roda dos Livros. Comecei há oito anos e ainda não me apetece parar.

Eu por mim passava o dia a inventar histórias. Hum…vendo bem eu já faço isso. Gosto de observar, imaginar passados e criar futuros. O objectivo é escrever histórias. Mas é tão difícil! E fica tudo tão diferente no papel. Malditas letrinhas, que mesmo bem desenhadas, nunca ficam igual ao imaginado. Dizem que é preciso trabalhar todos os dias, mas é tão mais fácil pegar num livro e encher a cabeça de histórias…

Aproveitando que tenho tempo de antena, deixo a minha receita para a felicidade (o atrevimento continua, portanto): Ler muito e intensamente como se os livros fossem desaparecer hoje. Fazer bons amigos leitores, tão ou mais viciados do que eu, para falar sobre livros SEMPRE!

 

  1. Deixada pela Miss F. Deus existe? Desenvolva. (A pergunta mais interessante que já me fizeram).

Para mim não existe. Sou mulher de pouca fé e não acredito. Além disso nunca a o vi.

  1. Em papel, digitais ou ambos?

Ambos. Gosto mais do livro físico, dá mais prazer à leitura porque eu adoro o livro como objecto. O digital é necessário, mais cómodo, leva-se para todo o lado evitando o peso.

  1. Qual foi o livro (ou livros) que mais te marcaram e porquê?

Não sei. Houve muitos mas não fixo, estou sempre focada nas próximas leituras, à procura do próximo livro marcante.

  1. Livros versus filmes. A desilusão em formato cinema ou outra forma de ler um livro?

Outra forma de ler um livro. Cada leitor tem a sua forma de fazer o seu filme. Não estou para me desiludir com isso.

  1. Sem saberes quem é o próximo convidado, que pergunta lhe deixas?

Que diga qual o personagem de um livro que gostaria que cozinhasse para ele/ela.

  1. O que gostarias de me perguntar?

Porque é que fazes estas perguntas às pessoas?

Porque é uma forma de vos conhecer melhor e de dar a conhecer - a quem tem paciência para passar por aqui - outros blogs que me parecem interessantes. Se bem que o teu desconfio que vai desgraçar muita gente...

No blog com... Miss F

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A Miss F esquivou-se a uns minutos de estudo para participar nesta rubrica, por isso vamos lá ler o que ela tem para nos dizer:

 
A Magda intimou-me a escrever sobre mim (foi até um bocado bruta, confesso que esperava com o convite pelo menos uns bombons) coisa que eu adoro fazer (só que não), por isso aqui vai. Acho que por mais que diga, vai sempre faltar qualquer coisa. Pelo meu blog dá para ver que gosto de livros, são desde sempre a minha melhor companhia. Sou uma pessoa horrível, bruta, não tenho jeito nenhum para lidar com pessoas, sou fria e distante. Sou teimosa como a porra, raramente mudo de opinião e se alguém me diz que não posso é certo que vou passar a poder (signo - Touro. Prazer.). 
 
Sempre achei que ia ficar no clube das solteironas, cheia de gatos e livros, mas ainda assim, mesmo com todos estes avisos à navegação, o meu moço apaixonou-se por mim e assim continua passados 7 anos. Paciência de santo, coitadinho. Além dos livros gosto de outras coisas - da Licenciatura que tirei (Relações Internacionais), de aprender, de desporto, principalmente futebol, rugby e ténis (só ver, fazer tá quieto que está de chuva), de fazer piadas (eu acho que tenho graça, o que é que se há-de fazer), e de chá. Quem me tira o chá tira-me tudo. 
Neste momento devia estar a estudar e estou a obedecer à Magda, escrevendo sobre a minha pessoa. Mais alguma coisinha ou está bom assim Dona Magda?
  1. Deixada pela Azulmar: Se tivesses que perder um dos 5 sentidos, qual 'preferias'' e porquê?

Não havia nada mais difícil não Azulmar? Opa assim por exclusão de partes talvez o olfacto. Visão nem pensar, adoro música por isso audição era difícil, o tacto é importante naquelas alturas..... não interessa quais (cough cough), é importante. Adoro comer, por isso deixem-me as papilas gustativas em paz. Pronto, fico-me pelo olfacto assim até poupo nos perfumes e cremes, o orçamento agradece.

  1. Houve alguma razão especial para optares pelo anonimato na blogosfera?

As principais razões talvez sejam ter mais liberdade e o querer ter alguma coisa que é só minha. Só três pessoas sabem que tenho o blog e, por respeito à minha vontade, não comentam nem vão lá muitas vezes. Embora não me importe muito com a opinião dos outros o facto de saber que não vai cair em conversa algo que disse no blog deixa-me mais confortável. O mais engraçado é quando alguns amigos dizem 'Escreves tão bem e gostas tanto de escrever porque não crias um blog?

  1. Consegues, de alguma forma, perceber quando nasceu a tua paixão pela leitura?

Costumo dizer que já lia antes de saber ler, quando era pequenina pedia ao meu pai que me lesse os livros e depois, através das imagens e da memória, ia lendo sozinha. Adoro desafios por isso, na primária, enfrentei o aprender a ler como um desafio. Quando comecei a ler e a retirar significado daquilo que lia nunca mais parei. A leitura 'roubou-me' os desenhos animados, as bonecas e as macacadas de criança, mas era um desafio ler coisas cada vez mais complexas e, ao ver que cada vez conseguia ler melhor e mais rápido, sentia-me motivada para ler ainda mais. Sinto que a minha infância foi mais rica por ler tanto.

  1. Campo, praia ou cidade. Onde te sentes melhor?

Sem dúvida a cidade. Sou uma pessoa que gosta de stress, de movimento, de ter mil programas possíveis para fazer. Tanto os meus avós como os meus meus pais são todos de Lisboa, por isso sempre me habituei a viver na cidade. O campo faz-me confusão, é demasiado calmo para mim, até ler Alberto Caeiro me faz confusão. Gosto de praia, tanto no verão como no inverno, mas sem dúvida que o meu sítio, onde estou no meu elemento, é a cidade.

  1. Sem saberes quem será a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?

Deus existe? Desenvolva. (A pergunta mais interessante que já me fizeram).

  1. O que me gostarias de perguntar?

Costumas cozinhar todos os dias? Quantas horas dormes por noite? Os teus dias têm 30 horas? Eu vejo-te a fazer tanta coisa que penso como consegues gerir tão bem o tempo, daí que olha aproveito este convite (à bruta) para saber o teu segredo.

 
Lá em casa quem cozinha (e bem, diga-se) é o marido. Ele é que se ajeita na cozinha, eu detesto cozinhar...
Quanto ao fazer várias coisas... acho que é uma questão de organização pessoal e de não conseguir estar parada. Os meus filhos até brincam comigo dizendo que eu hei-de vir do além fazer coisas por cá para não estar parada muito tempo...
Dormir... eu tenho de dormir 7/8 horas por noite sob pena de fazer birras de sono. Sim, sem grandes vergonhas, assumo que faço birras de sono. De bater o pé e tudo. Nem eu me consigo aturar quando tenho sono!
Para além da organização, o multitask funciona na perfeição. Consigo, sem grandes problemas, fazer várias coisas ao mesmo tempo. Desde que não seja ler porque aí.. esquece lá isso, não faço nem ouço mais nada.

No blog com... Azulmar

 

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 Hoje, No blog com trago-vos a Azulmar

Cedendo a um pedido tão gentil da Magda, vou falar um pouco sobre mim. Sou a Azulmar, uma mulher de gostos simples e apenas com a ambição de ser feliz e de fazer os outros felizes (pode parecer cliché, mas é verdade). Sou mãe de uns miúdos que são, ao mesmo tempo, os melhores e os piores filhos do mundo (eles dizem o mesmo da mãe deles, não se preocupem). Tenho duas paixões, o crochet e os livros. Há quem sonhe com um enorme closet com muitas roupas e sapatos, eu sonho com uma biblioteca em casa. Sou muito prática e descomplicada. Não gosto de mexericos e para mim são todos inocentes até prova em contrário. Sou introvertida e só me dou a conhecer aos outros muito a custo. Por isso está a ser dificílimo escrever este texto. E pronto, ficamos por aqui, pode ser?

1. Deixada pela Cindy. Qual a tua viagem de sonho? E com quem a farias? Upssssssssss, são duas perguntas!
Uma volta ao mundo, num daqueles grandes navios de luxo. Sem qualquer prazo para terminar. Levava a minha irmã, que é a minha companheirona de viagens. E o meu filho mais velho, que também adora estas coisas. Mas primeiro tenho que ganhar o euromilhões, certo???
 
2. Um canto de conversa escrito pela Azul Mar. Porquê Azul Mar?
Azul Mar porque, querendo manter o anonimato por razões diversas, tinha que escolher um nickname e lembrei-me de juntar a cor que mais gosto ao elemento da natureza que também mais gosto. Eu sei, não é muito poético, mas é a verdadeira história por trás do nome.
 
3. O que te levou a iniciar um Diário de Gratidão?
O Diário de Gratidão começou depois de eu ler numa revista que adoro, a FLOW, um artigo sobre o projecto muito bonito, '365Grateful', em que a sua autora fotografava todos os dias um acontecimento positivo, um momento feliz. Inspirada nele, resolvi em vez de fotografar, escrever sobre algo que me sentisse grata a cada dia. E tem sido muito bom, é uma maneira de me focar mais nas coisas boas, por mais simples que possam parecer. E houve dias em que fez toda a diferença. Houve dias que correram tão mal que foi uma forma de desanuviar, pensar numa coisa boa no meio de tanta coisa má.
 
4. Se tivesses de escolher apenas um livro como aquele que mais te marcou, qual escolherias?
Ui! Tu sabes bem como é difícil responder a uma pergunta destas! Há tantos que me marcaram. A colecção inteira d' Os Cinco, porque foi aquela que comprei, um a um, com a mesada que os meus pais me davam. O Principezinho, tão bonito na sua simplicidade, mas tão sábio. A Trilogia do Século, do Ken Follett, tão boa, tão boa. E, já te falei dele, A Elegância do Ouriço, maravilhoso, sublime. Muitos mais há, mas iria ser uma resposta mesmo muito longa...
 
5. Sem saberes quem será a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?
Se tivesses que perder um dos 5 sentidos, qual 'preferias'' e porquê?
 
6. O que me gostarias de perguntar?
Onde guardas os teus livros todos? (ando à procura de soluções criativas para a falta de espaço...)
O maior drama dos livrólicos... onde guardar livros. Nas minhas estantes & os meus livros podes ver a estante que tivemos de mandar fazer. Anulamos uma parede da sala (a maior, vá-se lá saber porquê) para poder por os livros. O problema, neste momento, é que já não chega. Agora tenho livros nas estantes dos quartos dos miúdos, em sacos, numa caixa ao lado da lareira e nas estantes do móvel da sala. Tivemos de mandar fazer uma nova estante embutida na parede, no hall de entrada que deve estar pronta daqui a umas duas semanas e nessa altura voltarei a ter tudo arrumado.
Mas, se o que procuras, são estantes originais, olha estas Bookshelves

No blog com... Life Inc

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Em dia de aniversário, convidei a Cindy para vir festejar aqui connosco. Comecemos, por isso, por lhe desejar um feliz dia e, depois, vamos ver o que ela nos diz.

A Magda pediu-me para deixar umas palavras sobre mim. Não gosto particularmente de falar de mim e essa é uma das razões pelas quais adoro ter o blog. Torna-se muito mais fácil para mim escrever do que dizer e muitas vezes a escrita é um precioso auxílio que me permite extravasar aquilo de que nem sempre consigo falar. O blog começou em 2008, escrito a duas mãos, por mim e pela minha prima. Era um modo de ultrapassarmos a distância e partilharmos o nosso dia a dia. Os nossos nomes – Barbie e Cindy – eram uma “private joke” que nos remetia para os nossos tempos de infância em que eu a chateava para irmos brincar às bonecas. Entretanto a Barbie deixou de escrever e eu resolvi continuar com o blog, que tanto prazer me dava. Quanto a mim… Sou uma pessoa de gostos simples, pouco dada a extravagâncias, que preza muito a amizade e a vida familiar. Sou algo tímida em momentos iniciais mas gostando de uma pessoa, facilmente me dou. Detesto complicações e injustiças, não sou de me acomodar e pensar que as coisas não mudam. Mudam sim, se lutarmos por isso. Fico por aqui, senão temos testamento!

1. Deixada pela Fatia-mor: Se pudesses levar uma personagem a jantar para uma conversa bem animada, quem levavas? E porquê?

Bem, deixem-me já avisar que a resposta vai ser muitooooooooooo nerd. Sem dúvida que levaria uma das minhas personagens preferidas da minha saga do coração - Anakin Skywalker em Star Wars. Só gostava de lhe perguntar porque raio passou para o lado negro e destabilizou a galáxia inteira... Mas pronto lá se redimiu no episódio VI.

2. Em dia de aniversário, que balanço fazes da tua vida até hoje?

Pois é, faço anos! E eu adoro fazer anos! Não gosto muito de fazer balanços mas aqui vai... Nunca fui pessoa de seguir o rebanho e nem sempre foi fácil lidar com as consequências que isso me trouxe nos mais variados aspetos da vida. Mas sempre me regi pelo lema de estar bem comigo própria e conseguir dormir à noite sem grandes arrependimentos é um bom sinal. Posso dizer que à data me sinto feliz com a vida que tenho e sobretudo de bem com a pessoa que sou. Ser uma pessoa otimista e confiante por natureza também ajuda!

3. É o terceiro ano que organizas, na blogosfera, o Pai Natal Secreto. O que te levou a organizar este evento?

Uma das coisas boas que o blog me trouxe foi sem dúvida um rol de amizades virtuais (algumas delas já reais), quer com outras bloggers, quer com as leitoras. O Pai Natal Secreto é uma oportunidade de conhecermos pessoas novas e quem sabe travarmos amizade com quem nos lê todos os dias. Para além disso, o Natal é a minha época preferida do ano e eu adoro dar presentes e poder mimar as pessoas. Faço sempre tudo com o coração e dá-me um enorme prazer pensar no que as pessoas gostariam de receber. E quem é que não gosta de receber uns miminhos completamente surpresa via CTT? Numa das edições anteriores, uma das meninas que participaram confessou-me que aquela ia ser a única prenda que ia receber naquele Natal e isso tocou-me profundamente. Mais que dar prendas é uma oportunidade de levarmos um bocadinho de nós até outra pessoa.

4. Quais as maiores dificuldades com que te deparas por trabalhares em casa?

Uiiiiiiiiiiiii, vai sair daqui testamento. Primeiro, o trabalho a partir de casa não é valorizado. Ponto. Para a maior parte das pessoas, trabalhar a partir de casa é ser dondoca e não fazer nenhum. Devem imaginar que passo o dia em pijama e de rabo no sofá. Não podia estar mais distante da realidade. Ser freelancer, trabalhar em casa e ter uma filha é sinónimo de uma incrível ginástica e se há dias pacíficos, outros há que são mesmo muito complicados. Felizmente, a minha filha sempre foi uma bébé que não necessitava de atenção a toda a hora e sempre gostou de brincar sozinha, deixando-me trabalhar por longos períodos sem interrupções. É preciso uma enorme organização e isso leva-me ao segundo ponto. É fundamental ser-se organizado e definir bem prioridades e horários. Esta parte para mim é especialmente complicada, não em relação à organização mas em relação aos horários. Posso ter uma chamada de um cliente para ir a uma obra, receber um pedido de orçamento e ter de alterar planos. Sem falar do tempo de espera de resposta por parte de outras entidades. Agora com a pequena na escola já tenho mais flexibilidade em termos de horários sem ter de depender dos avós para ficarem com ela. Em terceiro lugar, não há um período de horas de trabalho estabelecidas. Podem ser 6h, podem ser 8h, podem ser 10h e podem se estender pela madrugada fora. Pelo meio, é preciso conciliar idas e vindas da escola, refeições, tarefas domésticas e adiantar tudo para não se instalar o caos. Se houvesse um fator decisivo para se conseguir trabalhar em casa seria ser multitasker! E finalmente, trabalhar como freelancer é complicado do ponto de vista financeiro. Nunca sabemos a quantidade de trabalho que vamos ter ou quando vamos receber. E isso é um fator de preocupação e instabilidade.

5. Sem saberes quem será a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?

Qual a tua viagem de sonho? E com quem a farias? Upssssssssss, são duas perguntas!

6. O que me gostarias de perguntar?

Onde vais buscar inspiração para os teus posts? Uma das razões porque gosto tanto de te ler é pela variedade de temas que tão bem desenvolves!
 
Eu tanto me posso inspirar no meu amor pelos livros (razão pela qual criei um blog dedicado exclusivamente a essa paixão, o Stone Art Books), como aos meus filhos e às suas respostas sempre prontas (não faço ideia a quem saem assim...), às minhas cadelas (que são tão doidas como a família que elas adoptaram), às coisas do dia a dia ou até à uma ou outra conversa com amigos sobre determinado tema (lembraste do post sobre as fotos das crianças com varicela/sarampo que escrevemos em conjunto?)... Gosto de observar o que se passa e tirar as minhas conclusões. Escrever sobre isso é, também, uma forma de as analisar melhor.
 
E, em jeito de conclusão, já se inscreveram no Pai Natal?
 
 

No blog com... Fatia Mor

fatia.jpg

Depois duma semana de intervalo, hoje temos uma entrevista às Fatias, com a Fatia Mor.

A nossa querida e adorada Magda pediu-me umas poucas palavras sobre mim. Ora, já devia saber que escrever pouco é coisa que psicóloga não sabe fazer. E sobre mim, ainda menos. Sou mãe, sou mulher, sou amante. Sou professora e sou aluna desta escola da vida. Sou a parte maior de um bolo que é uma família às vezes disfuncional e quase sempre unida e amorosa. Sou rebelde (quando posso), tímida (a maior parte das vezes) e fogosa (quando calha). Sou maldizente (às vezes) mas bem falante. E acima de tudo, sou consensualmente capaz de atingir o consenso em qualquer imbróglio.
Sou a Fatia Mor

 

1. deixada pela BB. Nadar com tubarões ou deixar de ter acesso à internet e redes móveis, a partir deste momento e para sempre?
Tenho que dizer "nadar com tubarões". Estou completamente dependente da internet! Faz parte da minha vida, quanto mais não seja para poder pôr o Ruca a passar em modo de repetição para entreter as Fatias mais pequenas.
2. Houve alguma razão especial para optares pelo anonimato na blogosfera?
Isso é uma questão complicada porque, na verdade, o meu blog não é anónimo! FatiaMor é mais um pseudónimo cómico do que uma forma de me esconder dos holofotes da fama!! Sempre esteve ligado à minha página pessoal do facebook e só recentemente passou a ter vida e expressão própria na rede social. Achei que, para ser uma verdadeiro ponto de alívio do stress diário, tinha que ter individualidade própria. E foi assim que nasceu a persona da FatiaMor.
3. Qual é o saldo que fazes, até agora, dos teus blogs?
Muito positivo. Confesso que quando comecei achei que era coisa para durar dois dias! Que rapidamente me ia fartar, que me ia esquecer de publicar, que não ia saber o que escrever... Mas entretanto tenho encontrado pessoas para além de blogs, semelhanças e diferenças enriquecedoras. Posso até dizer que já fiz amigos ao longo deste ano. E tenho aprendido imenso sobre mim. O confronto directo com outras ideias, com outras formas de estar, com uma franqueza diferente daquela que o palco social real permite, tem sido apaixonante. É aqui que a minha profissão e veia académica sobressai... Adoro isto, nota-se? 
4. Qual foi o (ou os) livro(s) que mais te marcaram, e porquê?
Ai que pergunta difícil. Tenho uma relação de amor com os livros. Todos os livros me deixaram marcas, deixaram qualquer coisa em mim e tendo a recordar-me do impacto emocional das vivências que experimentava na fase em que li o livro, sempre que lhes pego e leio passagens. Mas pronto, vou centrar-me. Tenho uma paixão assolapada e nunca destronada pelas Brumas de Avalon. Já as li vezes sem conta e de que cada vez que as leio algo muda na história, ou na forma como a leio. Depois, tive um livro que mudou a minha visão sobre o mundo: O Processo (do Kafka). Aquela angústia gritante humana mudou-me! Em Português, sou fã incondicional do Eça de Queiroz, todos os livros dele revelam um pouco da natureza humana mais obtusa, forte componente política e tem uma análise descritiva que aprecio. De todos, talvez A Cidade e as Serras seja o meu favorito (e já de uma fase diferente de escrita dele). 
5. Sem saberes quem será a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?
Se pudesses levar uma personagem a jantar para uma conversa bem animada, quem levavas? E porquê? 
6. Que gostarias de me perguntar
Onde começou a tua paixão pela palavra escrita? Conta-nos tudo sobre esse amor!!
Desconfio que a paixão pela leitura nasceu a 26 de Novembro de 1969. E como é que posso precisar, desta forma, a data? porque foi quando nasci... Desde sempre que andava com livros - do tio Patinhas, do Donald, do Cascão... eram aos quadradinhos mas eu adorava (e agora que ninguém nos está a ouvir, ainda adoro...). Depois veio a Patrícia, os Cinco, os Sete, o Colégio das quatro torres, etc e tal. A seguir os livros de ficção cientifica...depois as nossas Brumas de Avalon e a literatura de fantasia. Hoje leio praticamente de tudo.
A paixão pela escrita tem vindo a consolidar-se aos poucos. Começou, curiosamente, também em Novembro mas no ano de 2007. Depois de uns meses largos a comentar textos no Luso-poemas alguns utilizadores conseguiram convencer-me a arriscar na escrita. E eu fi-lo. E, aos poucos, fui gostando de partilhar o que escrevia, o que pensava e o que achava sobre o que se passa à minha volta.

No blog com... BB

bb.png

 

A BB é uma simpática. E por isso hoje veio a esta rubrica partilhar mais um bocadinho de si connosco.

A BB já foi “Dola” e “Lola”, quando ainda não sabia falar como gente grande. Foi “Desdla”, quando se enganaram no seu nome, no bilhete de embarque para Marrocos. Na realidade, chama-se Dora e é tratada como Dorita, “Dora, a Exploradora” ou até mesmo “Doritos”, com muitos risos à mistura.

Procura viver desprovida de máscaras e é pouco dada a conflitos. Mas tem um inimigo feroz: o despertador. Calçou sapatos de bailarina durante dois anos, toca violino há quinze, estuda medicina, escreve – coisas desinteressantes, mas escreve –, lê e faz porco agridoce (vamos fazer de conta que fica bom, para ela ficar contente).

Valoriza um abraço sentido, mas não se mostra esquisita se decidirem manifestar a vossa amizade através de uma bela caixa de chocolates.

A BB decidiu escrever esta mini-coisa-autobiográfica na 3ª pessoa, para se tornar menos constrangedor, mas acha que não resultou.

Obrigada, Magda, por me acolheres na tua casa virtual! 

  1. Deixada pela Dona Pavlova. Qual o teu maior pecado? Coloca-os por ordem, do maior pecado para o menor, e faz uma caracterização tua em cada um deles: Gula; Ganância; Luxúria; Ira; Inveja; Preguiça; e Vaidade.

Em primeiro lugar está a preguiça, sem dúvida (resposta aprovada pela minha mãe, a quem nunca respondo "não", optando pelo clássico "já vai"). Segue-se a gula, mas a culpa deve ser das minhas papilas gustativas, que são obcecadas por doces. Com os restantes pecados, não me identifico lá muito... Apesar de me interessar por moda, sou demasiado prática para me preocupar com vaidades, no quotidiano. Depois... Talvez se siga a ira, que é despoletada pelas injustiças tão presentes na nossa sociedade. Contudo, tento ser compreensiva e afastar os pensamentos destrutivos, não dando grande confiança à revolta ou à inveja.

  1. Música, estudo, escrita. Como concilias as três?

Nem sempre é fácil e funciona muito por fases. Há semanas em que o estudo exige quase toda a atenção, outras em que os ensaios são praticamente diários para preparar concertos e outras mais calminhas, em que me posso dedicar a tudo um pouco, incluindo a escrita e a leitura. O caos instala-se quando um concerto é marcado para o dia de um exame ou quando a inspiração me rouba horas, pela noite dentro, para escrever... No final de contas, tudo se concilia e ainda se juntam outras actividades à festa, desde que haja paixão e dedicação.

  1. Que música te define?

Ai ai, a pergunta mais difícil... A Magda não brinca em serviço! Talvez a "Radioactive", dos Imagine Dragons. Primeiro, porque é das que mais gosto de tocar na minha banda, Silk (podem ver um vídeo nosso aqui: https://youtu.be/yAzjbQA-ChQ). Depois, porque a letra me faz imaginar uma fénix que renasce das cinzas, com uma energia contagiante. Identifico-me com a postura de tentar tornar o pior no melhor, de reiniciar quando já não nos identificamos com um caminho escolhido e de trabalharmos os nossos defeitos. Por vezes, o "apocalipse" é a solução, para nos reconstruirmos e renascermos mais fortes... Radioactivos!

  1. Está lá no teu blog a razão do nome – Bata & Batom – e porque nasceu o blog. Queres contar de novo?

Ah, uma questão fácil, finalmente! Basta (re)ler o meu primeiríssimo post: http://bataebatom.blogs.sapo.pt/inicio-440

  1. Sem saberes quem será a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?

Nadar com tubarões ou deixar de ter acesso à internet e redes móveis, a partir deste momento e para sempre?

  1. Que gostarias de me perguntar

Qual a tua receita para a felicidade? E não vale haver ingrediente secreto... Queremos saber tudo!

Vingança? é por vingança que fazes essa pergunta difícil?

Não há ingredientes secretos. Mas há é optimismo em doses elevadas. Eu vejo sempre o copo meio cheio e o lado positivo de cada situação. Porque há sempre esse lado positivo - mesmo quando achamos que não.

Depois eu acredito que, por pior que estejamos, há sempre quem esteja pior e a passar por mais provações. Por respeito a quem está pior que eu, não vou dizer que eu estou pior.

Confiança. Em mim e nos outros. Às vezes confio por mim e pelos outros.

E depois... tristezas não pagam dívidas, não é? O que é que se resolve por se andar triste? Absolutamente nada. Até o tempo custa mais a passar quando estamos mais tristes...

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