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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

A importância do chip para um final feliz

(ou, o que fazer se encontrar um animal perdido)

 

Ontem tivemos direito a um dia diferente. A minha gaiata encontrou uma cadelinha à porta da escola. Muito bem tratada, pelo escovado, um casaquinho de dias mais frios e extremamente dócil, ou seja, com todos os indícios de ser cão de alcatifa e de não ter sido abandonada.

Claro está que a minha pequena (nãotãopequenaassim) não deixou (e bem) a cadela sozinha. A professora entendeu o que se passava e disse-lhe que fosse tentar encontrar os donos em vez de ir à aula que não era grave. E assim foi.

Depois de lhe por uma trela para garantir que não voltava a fugir e de lhe dar água, naturalmente fizemos o mais indicado nestes casos - fomos a uma clínica veterinária para ler o chip onde deveria estar a identificação dos donos para os contactarmos a avisar que a cadelinha estava connosco. Ainda por cima a leitura do chip é um serviço gratuito, ao dispor em todas as clínicas veterinárias.

Só que a cadela não tinha chip...

Portanto, passo seguinte: registar a cadela na base de dados dos animais perdidos no site encontra-me.org. Este site é fantástico e permite que donos e animais se reencontrem com mais facilidade. E, através do site, pode-se imprimir os cartazes que são necessários para a fase seguinte. Espalhar, na zona onde o animal foi encontrado, cartazes com uma foto do animal, que permita a identificação. Os cartazes podem ter os contactos de quem o encontrou ou, em alternativa, indicar apenas o número do anúncio no site. O problema de não indicar os contactos é que nem toda a gente tem acesso à internet. Foi o que fizemos. Imprimimos várias cópias do anuncio, com o meu telemóvel e o email, e a piquena, mais a cadelinha, foram distribui-las.

Foi importante a cadelinha ir porque podia alguém passar por elas e conhecer a cadela. Neste caso não resultou, ninguém na zona onde foi distribuído o anúncio conhecia a cadela.

Passo seguinte. Fazer um post no facebook e distribuir por várias páginas. Associações de apoio aos animais e canil municipal incluídas e pedir que seja partilhado até à exaustão. Enviar fotos do animal para todas os veterinários que actuem na área onde o animal foi encontrado. Avisar a PSP/GNR de que encontramos um animal perdido não fosse dar-se o caso dos donos ligarem a dar conta de o terem perdido.

Pelo meio, levamos a cadelinha à clínica que acompanha as nossas patudas para uma segunda tentativa de leitura do chip. Pode acontecer não ser lido num lado e ser lido no outro.

Quando chegamos a casa, fui ver, no facebook, se alguém tinha comentado alguma das partilhas. E não é que tinha? A dona estava desesperada à procura desta cadelinha desde as 10h30 da manhã. A minha filha encontrou-a por volta das 10h45 o que significa que a Geraldina apenas esteve sozinha 15 minutos. Passou em zonas de trânsito e felizmente não foi atropelada. Teve sorte. Muita sorte. Porque alguém - a minha filha - percebeu que ela estava perdida, porque a professora a deixou sair da escola e não ir às aulas para procurar os donos e porque não foi atropelada.

Menos de 12 horas depois, a Geraldina estava com a sua dona em casa, calculo que ambas bastante felizes pelo reencontro. Que poderia ter acontecido menos duma hora depois da cadela se ter perdido se ela tivesse chip...

E é acima de tudo isto que recomendo a todos os donos de animais. Coloquem-lhes chip. Mesmo que andem sempre com trela, que achem que não podem fugir e que estão controlados. Mesmo que sejam gatos que não saiam de casa. Façam-no, não porque é obrigatório por lei, mas para que, caso se percam - e acreditem que acontece imensas vezes - possam voltar rapidamente para casa. É que nem todos tem a sorte da Geraldina.

Se encontrar um animal perdido na rua, saiba aqui o que fazer, com mais pormenor.

 

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