Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

A Rapariga que roubava livros

MZ_A_Rapariga_Que_Roubava_Livros.jpg

de Markus Zusak
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722339070
 
Sinopse
Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.
 
A minha opinião
Foram várias as vezes que este livro me saltou aos olhos nas prateleiras da FNAC, da Bertrand, do Continente... enfim, onde quer que houvesse livros, este livro especifico estava lá a olhar para mim e a dizer-me: vê lá se me compras que não te arrependes. Lá acabei por ceder à tentação depois da Nathy, da M* e da Sofia Margarida tanto falarem nele. Cedi e não me arrependi. 
Este livro conta com um narrador diferente - A Morte. A Morte que leva as almas nos seus braços e que, percebemos ao longo do livro, tem sentimentos e que vê, primeiro as cores e só depois os humanos. A Morte que, logo nas primeiras linhas apresenta um pequeno facto - vocês vão morrer - e nos descansa ao mesmo tempo dizendo - Peço-lhes - não tenham medo. Sou seguramente justa. A Morte apresenta-se como prazenteira, amável, agradável, afável e de confiança. Só não lhe peçam para ser simpática.
Estamos na Alemanha, no inicio da segunda guerra mundial. É pelos olhos desta Morte que nos inspira confiança que conhecemos Liesel, uma menina cuja mãe biológica se vê forçada a entrega-la para adopção, juntamente com o seu pequeno irmão. E é na viagem que a mãe biológica faz com os seus filhos a caminho de Munique, que a Morte se cruza, a primeira vez, com Liesel. É também no funeral do irmão que Liesel rouba o primeiro livro com o qual aprenderá a ler com o seu pai adoptivo.
Rosa e Hans, os pais adoptivos, não podiam ser mais diferentes - Rosa é áspera, bruta, e aparenta ser uma pessoa sem coração. Hans, um acordeonista perfeito é carinhoso, interessado e está sempre presente quando Liesel precisa.
Ao longo de todo o livro acompanhamos, sempre pela voz da Morte (por quem acabamos por nutrir alguma simpatia) o crescimento de Liesel e a sua amizade com Ruby, Max e Ilsa. Liesel vai, aos poucos, tornando-se na Rapariga que Roubava Livros, pelo interesse que as palavras tem para ela. Liesel vai ganhando amor aos livros e, no fim, são eles, os livros, que acabam por lhe salvar a vida.
Nota bastante positiva a este livro, sem qualquer margem para dúvida.

18 comentários

Comentar