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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Atirei o pau ao gato

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Calma... calma que aqui neste blog não há violência contra animais. Nem contra pessoas. Não há violência, pronto. Mas sim, eu atirei o pau ao gato. Mas o gato não chorou e a Dona Chica assustou-se com o berro que o gato deu! Miau!!!!!!! 

Sim, esta é a letra duma canção infantil que alguém decidiu que era violenta, que incentivava à violência contra os gatos e que devia ser alterada ara uma versão politicamente correcta e que é... idiota! 

Vamos lá a ver, quantos milhares de crianças - crianças como eu fui - cresceram a cantar a versão do pau que se atira ao gato? Quantas dessas crianças passaram da teoria à prática e começaram a atirar os paus aos gatos? pouquíssimas para não dizer nenhuma.

Ao que parece, é a nova moda. Mudar as músicas, os filmes, as histórias. A mãe do Bambi já não morre, o lobo não come a avó e o caçador não o mata. O lobo já não tira as casas aos porquinhos e eu fico parva (para não dizer que fico estupidificada).

Faz-me, sinceramente, muita confusão esta nova mania do politicamente correcto. De se mudar canções e histórias para se evitar sabe lá Deus o quê. Será que nós, as crianças que cresceram com as versões originais, sofremos assim tanto ou fizemos tanto mal assim por ter ouvido essas mesmas versões? São histórias infantis, por amor à Santa, histórias que, subtilmente, nos ajudaram a crescer, a perceber o mundo. Músicas que cantámos sem maldade e que não nos tornaram maus para os animais ou para os outros. Histórias que tinham uma lição de moral e que agora, com esta mania de tanto proteger as crianças, elas não as vão aprender da melhor forma. 

Cá em casa as histórias sempre foram as originais. A mãe do Bambi morreu, o lobo foi morto pelo caçador e o pau foi atirado ao gato. O cuco teve de comer as couves senão também levava com o pau senão o pau era queimado pelo fogo que era apagado pela água que era bebida pelo boi que o homem quis comer. E qualquer um dos meus filhos adora animais e não estão traumatizados por isso. 

As crianças de hoje tem de crescer como sempre cresceram as crianças. Não as podemos proteger em excesso caso contrário só crescem em tamanho e não em mentalidade. E não é isso que queremos, pois não? 

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