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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Book vs Ebook

Há alguns anos atrás não se punha sequer esta questão – ler um livro em formato tradicional, consultar, na internet, blogues ou site literários ou fazer o download dum e-book e lê-lo nos dispositivos próprios.

Ler um livro pegando nele, sentir as folhas e através do toque dos dedos e do olhar é viajar para novos mundos, já que, como alguém dizia, um livro é uma janela para o mundo. Em tempos idos, essa era a única forma de se abrir essa janela. Hoje basta abrir um blogue e podemos abrir essa janela para o mundo… em qualquer parte do mundo. E, além dos autores consagrados, podemos, através dos blogues ou dos sites de literatura, contactar com autores anónimos que terão tanta ou mais qualidade quanto os mais conhecidos.

A leitura está facilitada. Dar a conhecer o que escrevemos ou que gostamos também. Um autor desconhecido que resida numa qualquer aldeia de Portugal pode ser lido nas maiores capitais do mundo. E o inverso também é verdade. Desde que se esteja num sítio com acesso à internet pode dar-se a conhecer, ler e ser lido, em qualquer parte do mundo. Sem restrições. É uma das muitas vantagens da Aldeia Global.

E o mesmo se passa com os e-books. Colocados, para download em sites próprios, uns gratuitos, outros tendo de se pagar, permitem que, em qualquer parte do mundo, desde que haja acesso à Internet, se possa ir “buscar” o livro pretendido e levá-lo, em formato digital, para qualquer lado, nos dispositivos que o permitem. Em tudo semelhante ao que se passa com a música, que nos acompanha para todo o lado nos leitores de bolso, sendo que, em alguns casos, até podemos andar na rua, de auscultadores nos ouvidos a ouvir o livro.

No caso dos e-books, é ainda possível, para o autor, criar diversos finais para os seus livros, deixando que seja o leitor a decidir, enquanto vai lendo, qual o destino a dar a cada personagem.

Ao contrário, quando um autor desconhecido consegue, de alguma forma, editar um livro, corre o risco de ele, o livro, nunca sair das prateleiras de uma qualquer livraria que, eventualmente, aceite colocá-lo à venda.

Então o que leva muitos escritores a manterem o sonho, e a lutarem por ele, de editar um livro em formato dito tradicional? Provavelmente o mesmo que me leva a preferir ter um livro na mão do que ler no ecrã do computador ou num qualquer dispositivo. Com o livro sinto-me mais próxima do escritor. A minha mente viaja ao mesmo ritmo que a história que estou a ler. Desapareço da face deste mundo, para me reencontrar no mundo que está criado no papel. Quando estou com um livro na mão consigo abstrair-me do mundo ao meu redor, o que não me acontece quando estou a ler nos blogues, onde me disperso com mais facilidade.

Um livro tem cheiro. Um livro sente-se, ouvem-se as folhas quando se passa de página. Em suma, ao pegar num livro tradicional, quase todos os sentidos são accionados. O olfacto, o tacto, a visão, a audição… um livro traz, com ele, uma panóplia de sentimentos que não são tão fáceis de obter num monitor.

Um livro permite que eu pegue nele e o leia nos transportes públicos, num banco de jardim, no sofá, numa sala de espera, na praia… sítios onde ler num computador é extremamente difícil, para não dizer impossível. Para ler um livro não preciso de estar dependente de haver, ou não electricidade ou pilhas (recarregáveis ou não).

Gosto de andar com um livro atrás. De o poder pegar para ler sempre que tenha oportunidade, ou quando, por necessidade de me abstrair do que me rodeia, arranjo essa oportunidade. O meu melhor calmante é, sem dúvida, a leitura de um livro.

Em termos ecológicos, é, definitivamente melhor um e-book ou a leitura em blogues. Afinal o papel é feito das árvores, que existem cada vez menos.

Penso também que é pacífico afirmar que os e-books têm um custo, para o consumidor final, bastante mais baixo que o livro tradicional. Afinal, os custos de produção e de distribuição, para as editoras, são menores, o que se vai reflectir no custo final.

Mas, ainda assim, e apesar das minhas preocupações ecológicas e financeiras, mantenho a minha posição.

Já tive a oportunidade de ler textos na internet e, mais tarde, em livro. E, seguramente, preferi a leitura do livro.

Tal como eu prefiro ter o livro, em papel, na mão, acredito que haja quem prefira o e-book ou o audiobook. Nada a opor. Aliás, creio até que todas as variantes podem (e devem) coexistir pacificamente, facilitando a escolha.

O importante é ler. Seja da forma que for e como for.

Para terminar, trago-vos uma definição do Padre António Vieira: “um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive." 

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