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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Bunny

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Dois anos. São dois os anos que separam a primeira da segunda foto.

Faz hoje dois anos que fomos, eu e a família toda, comprar feno para os nossos coelhos à loja dos animais em Coina. Sempre que lá íamos, estavam vários cães e gatos para adopção na loja que nunca nos chamaram a atenção. Até esse dia.

Nesse dia estava uma cadelinha, a da primeira foto, na caixa ou lá o que quiserem chamar e gania. Gania imenso. Gania porque tinha sido oferecida a uma criança no Natal mas a família resolveu, no dia de Reis, devolve-la porque – pasmem-se – fazia xixi e ladrava. Ainda hoje, passados dois anos, não consigo perceber como é que se adopta um cão e não se sabe que ele vai fazer xixi e ladrar. Mas isto sou eu que tenho mau feitio.

Adiante, que hoje não é dia de dizer mal das pessoas que adoptam animais só para fazer o jeito e depois os devolvem às lojas/entregam a associações ou, pior, os abandonam ou maltratam – até porque essas pessoas são, seguramente, mais animais que os outros.

Dizia eu então que chegamos à loja e ficamos – os quatro – apaixonados pela cadelinha. E ela por nós. Foi amor à primeira vista. O meu marido, que nunca quis cães em casa, ainda hoje acha que foi drogado ou coisa que o valha. E se calhar foi. Foi ele, fui eu e foram os nossos filhos. Drogados? Se calhar é uma palavra muito forte. Fomos adoptados é mais certo. Sim, foi ela que nos adoptou e nos levou a repensar aquela nossa decisão de não ter cães em casa.

Foi uma decisão de impulso, é verdade. E, dizem, esta é a pior maneira possível de se adoptar um animal. E eu acredito. No nosso caso correu bem. Correu muito bem mesmo, porque todos, sem excepção, nos envolvemos, de alma e coração, com a nossa Bunny (baptizada assim pelo meu filho).

Dois anos passados, a nossa casa nunca mais foi a mesma. Tem de ser aspirada com bastante mais frequência, o chão vai ter de ser substituído no próximo verão, algumas prateleiras, livros e utensílios foram roídas, mas o amor que sentimos nela e por ela (e, claro, também pela Saphira – se bem que a história da Saphira só será contada dia 15 de Março) compensa tudo. Compensa haver quem ache que, por termos uma cadela, não somos bons da cabeça, compensa os maus fígados de algumas pessoas, o que se gasta em comida e veterinário, os estragos em casa, não podermos sair sem deixar alguém a tomar conta delas, etc. Tudo, mas mesmo tudo, é compensado por elas, em dobro ou triplo.

Obrigado Bunny por teres tornado a nossa vida ainda melhor.

Mais sobre as nossas meninas aqui 

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