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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Campo das Cebolas - a desorganização

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Passo, quase que diariamente, no Campo das Cebolas em Lisboa e, quase que diariamente, sou surpreendida com mudanças. Diga-se surpreendida pela negativa, muito, mas mesmo muito pela negativa.

Reconheço, naturalmente, que é uma zona que precisava de obras que facilitassem a circulação de pessoas e de veículos. Sou a primeira a reconhece-lo. Assim como reconheço que todas as obras - sejam em casa, nos prédios ou na rua - trazem, consigo, constrangimentos e incómodos. É a realidade, não há como fugir dela. E sim, depois das obras, o espaço ficará bastante melhor. Não tenho dúvidas (até porque pior vai ser difícil, se não impossível).

Dito isto, o que eu não consigo, não posso aceitar, é a forma como a Câmara Municipal de Lisboa (responsável, suponho, pelas obras que estão actualmente a decorrer) não está a gerir toda esta situação e a displicência de quem está no terreno.

A praça de táxis, por exemplo, já mudou de sitio umas vinte vezes no último ano. Sim, leram bem, umas vinte vezes. Avisos aos taxistas - inexistentes. Alertas afixados de modo a que os utentes saibam - inexistentes. Os taxistas, quando chegam de manhã, tem de adivinhar onde devem parar e o mesmo se passa com os utentes. Acaba por ser positivo, exercitamos a mente todas as manhãs numa tentativa de adivinhação.

O mesmo se passa com as paragens de autocarro. Esta manhã era ver os autocarros da Caris a (tentar) fazer inversão de marcha porque ninguém os tinha avisado que as paragens de autocarro tinham mudado de sitio. E os utentes à procura das novas paragens... porque viram que os autocarros estavam a ir para o outro lado, não porque houvesse algum aviso nas paragens! E era vê-los, aos utentes, a passear no Campo das Cebolas à procura da paragem que precisavam e que ninguém sabia onde estava (nem os condutores dos autocarros)!

Custa muito? será que custa muito colocar avisos ou, vá, na pior das hipóteses, estar alguém no local a indicar as alterações? Quantas pessoas chegaram hoje atrasadas ao local de trabalho porque não sabiam onde apanhar o autocarro?

No Terreiro do Paço há uma instalação da Marinha Portuguesa. Todos os dias - de manhã e à tarde - um navio (não se pode chamar barco senão ainda levo uma martelada dum marinheiro) transporta pessoal de e para o Alfeite. Muitos chegam de autocarro. Esta manhã o autocarro da Marinha andava a tentar perceber como haveria de fazer a volta para poder deixar os marinheiros no local a tempo deles apanharem o seu transporte para o Alfeite... Mais uns que chegaram, provavelmente, atrasados.

E nem vou aqui alongar-me sobre a estupidez que foi não aproveitaram as palmeiras que circundavam a praça (que terão sido das poucas poupadas à morte pela praga que assolou as palmeiras de Lisboa nos últimos anos) e que foram cortadas a semana passada apesar de estarem saudáveis. Será que quem desenhou a nova praça não tinha inteligência suficiente para as aproveitar e deixar algum verde no Campo das Cebolas?

Vê-se logo que estas decisões são tomadas por alguém que não passa diariamente no local. 

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