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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Cidades de Papel

 

 

 

Cidades de Papel

Autor: John Green

 

Editado em 2014 pela Editorial Presença

ISBN: 9789722352925

 

Sinopse

Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot.

Cidades de Papel é um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência.

 

A minha opinião

Cidades de Papel é o quarto livro que leio de John Green, depois de A culpa é das estrelas; À procura de Alaska e O Teorema Katherine e, quanto a mim, vem confirmar a excelência deste autor juvenil.

Cidades de Papel, tal como os outros livros, fala-nos de jovens reais, que vivem situações reais. É este, quanto a mim, o grande trunfo de JG – aliado, claro, à forma humorística que escreve.

Margo e Quentin conhecem-se desde sempre. São vizinhos e amigos que brincam e passeiam até ao dia em que encontram um cadáver no parque. Enquanto Margo fica fascinada pelo cadáver e dá dois passos em frente, Quentin dá dois passos atrás e tenta, ao máximo, sair dali e chamar a polícia. Este encontro e a diferença de atitude entre um e outro vão marcar toda a existência de ambos. Outra diferença abismal entre os dois são os pais. Os pais de Quentin, ambos psicólogos infantis, acompanham o filho e tentam, com sucesso, que Quentin seja um adolescente equilibrado. Já os pais de Margo deixam a filha “ao Deus dará” o que, naturalmente, tem uma influência negativa na adolescente.

Quando chegam ao final do secundário, o tal afastamento que se verificou quando encontraram o cadáver – dois passos à frente de Margo e dois passos atrás de Quentin – é completo. Quentin tem, como melhores amigos, Ben e Radar. Os três formam o grupo de nerds da escola onde andam, enquanto Margo, com Beth e Lacey, são as melhores amigas e as miúdas com que qualquer rapaz adolescente quer namorar. Margo e Quentin quase que nem trocam uma palavra.

Enquanto toda a escola, e os seus melhores amigos também, se preparam para o Baile de Finalistas, Quentin – que não quer, de modo algum ir ao baile – é desafiado por Margo, a meio da noite de 5 de Maio, a fazer uma viagem na cidade onde vivem para que ela, Margo, se possa vingar dos falsos amigos que a enganaram.

Quando Quentin acorda, no dia a seguir, Margo desapareceu, deixando Quentin preocupado com o que lhe terá acontecido. Mas também lhe deixa uma pista num sítio que só ele consegue ver. Atrás dessa pista, e com a ajudar de Ben e Radar, Quentin descobre outras pistas que o podem levar a encontrar Margo. Pelo meio Lacey, preocupada com Margo, acaba por se juntar ao grupo para ajudar a encontrar a amiga.

Enquanto procuram por Margo, os quatro amigos – Quentin, Ben, Radar e Lacey – acabam por se encontrar a eles próprios e por descobrir que, afinal, nem tudo é o que parece. Finalmente, na última parte do livro, partem os quatro numa louca viagem de carro, com os minutos contados ao segundo, para chegarem ao sítio onde pensam que Margo poderá estar, fazendo com que a amizade que os une se torne mais forte.

O final é inesperado. E eu confesso-me surpreendida pela positiva.

Em suma, é um livro que irei reler daqui a uns tempos e é uma leitura que recomendo a todos.