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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Decisões difíceis

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Só quem tem animais vai entender...

Quando adoptamos um animal, seja ele qual for, cria-se uma ligação forte. Amor dirão uns, amizade dirão outros, respeito, companheirismo, enfim, uma panóplia de sentimentos que são difíceis de descrever. Sentem-se apenas.

E esperamos sempre que eles, os nossos animais, durem mais, durem muito mais do que é normal e que, um dia, morram velhinhos, ao nosso lado, sem sofrerem.

Infelizmente nem sempre é assim. Há animais que são assassinados a sangue frio - como foi o tão tristemente falado caso do Simba -, outros que morrem de doença súbita e outros que os donos, por amarem, são forçados a po-los a dormir para lhes evitar mais sofrimento.

Como já vos contei na minha Homenagem aos meus animais, nasceram, cá em casa, 4 coelhos anões, filhos do Friday e da Sam. O Bolinha, a Riscas, o Pata Branca e o Cinzento.

O primeiro, o Bolinha, morreu com apenas um mês. Era pequenino e tinha um defeito genético. O corpo dele não produzia calor suficiente para se manter vivo. Passamos dois dias e duas noites na veterinária (obrigado mais uma vez Dra Isabel), tentou-se de tudo, mas o Bolinha não aguentou e morreu.

Com pouco mais de um ano, o Cinzento começou com problemas sérios. Não se aguentava nas pernas, não comia, a cabeça estava de lado. Fomos logo à veterinária - mais uma vez a Dra Isabel - e tentou-se tudo. Infelizmente a situação agravou-se e acabamos por ter de tomar a decisão que nenhum dono gosta - eutanásia. Num domingo de manhã despedimos-nos todos dele e eu fiquei com ele até ao fim.

Eutanásia - a maior prova de amor que podemos dar aos nossos amigos animais. A forma de não os deixarmos sofrer as consequências de doenças que sabemos que os vão matar, mais tarde ou mais cedo, mas sempre com sofrimento. A nossa dor por sermos incapazes de os manter connosco por mais tempo e por termos de acabar abruptamente com a vida deles.

Estou, estamos cá em casa, a viver mais um momento em que é preciso decidir se esta é, ou não, a melhor opção. Há três dias que o Pata Branca está com os mesmos sintomas que o irmão - o Cinzento - teve. Começou mais ligeiro, é verdade e, desde o primeiro dia, que está a ser acompanhado pela veterinária. As hipoteses são de 50%. Está, neste momento, internado para se tentar de tudo. 

E nós, que o vimos nascer, estamos sem saber o que fazer. Esta é a pior decisão que se pode ter de tomar em relação aos nossos animais...

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