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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Em caso de emergência

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Foi muito falado há uns anos mas, entretanto, deixou-se morrer este conceito. Falo-vos do ECE (Em Caso de Emergência). A ideia subjacente ao ECE é que, cada pessoa que tenha telemóvel deve ter um contacto criado chamado ECE onde coloque o nome/parentesco da pessoa(s) que deve ser contactada em caso de emergência.

Infelizmente a maior parte das pessoas pensa que os acidentes só acontecem aos outros e esquecem-se que todos estamos sujeitos a eles. Muitas vezes, quando tal acontece, os bombeiros e a polícia podem ter verdadeiras odisseias para encontrar os familiares do acidentado.

Recordo-me, aqui há uns 10 anos, duma senhora que ia no autocarro comigo. Apanhava sempre o mesmo autocarro que eu, mas na paragem seguinte e depois ia no mesmo barco que eu. Um dia a senhora sentiu-se mal a meio da viagem de autocarro e eu ofereci-me para a acompanhar até casa, já que íamos para o Barreiro as duas. Só que, quando chegamos ao Terreiro do Paço, a referida senhora deixou de conseguir falar e tinha um dos lados paralisado. Chamei logo o 112 e ficamos as duas na paragem de autocarro à espera da ambulância. Quis avisar a família. Abri-lhe a mala, tirei-lhe o telemóvel… e só lá tinha os nomes das pessoas – nenhum contacto dizia filho, filha, marido… tudo com nomes, nenhum laço familiar conhecido. Peguei na carteira… e nada. Acabei por ligar a duas ou três pessoas do telemóvel da senhora a avisar do que se passava e pedi que tentassem avisar a família – se conhecessem alguém da família. Dei conta aos bombeiros destas minhas tentativas e fiquei a saber que era um problema comum. O que iria acontecer é que, do hospital, iam fazer o mesmo que eu – procurar um contacto que indicasse uma relação familiar mas que, caso não o encontrassem, iriam esperar que alguém procurasse a senhora.

(felizmente uma das pessoas a quem eu liguei conhecia a filha da senhora que me ligou, mais tarde, a informar que a senhora estava a recuperar dum AVC e a agradecer ter acompanhado a mãe e tentado contactar com a família).

Fica, por isso, aqui o conselho. Tenham sempre, no telemóvel ou na carteira (ou nos dois sítios) o contacto da vossa pessoa de emergência – com nome e parentesco. Espera-se que nunca seja preciso mas, se for preciso, podem facilitar imenso a vida a quem vos está a assistir e evitam que os vossos familiares estejam mais tempo sem saber o que se passou convosco.

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