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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Estou farta de ti!

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 … dizia uma ilustre mãe à sua filha de 2 ou 3 anos no outro dia na esplanada do café, enquanto a miúda, sem mais que fazer, subia e descia da cadeira, empurrando-a para frente e para trás.

Gostei de ouvir… sim, claro que sim. E esta criança, a filha, claro que também. Obviamente que ouvir a nossa mãe dizer que está farta de nós é muito bom e faz maravilhas à nossa personalidade.

Fui irónica! (ou será que alguém acreditou?)

Estou farta de ti!, não gosto de ti!, que peste! , és mesmo estúpido(a)!  Ou outras variantes destas frases são coisas que não se deve, em momento algum, dizer aos filhos – e que, infelizmente, muita gente diz. Será preciso explicar que, para os filhos, os pais tem sempre razão, são os heróis, os modelos a seguir – pelo menos quando são mais novos – e, se são esses mesmos modelos que dizem que a criança é estúpida, peste ou que não merece que gostem dela, a criança vai acreditar e aceitar como sendo realidade?

Uma criança que cresce a ouvir – sobre ela – este tipo de comentários, vai-se tornar um adolescente inseguro e problemático e um adulto com maiores problemas ainda. Vai-se tornar um adolescente que não gosta dele próprio (e porque iria gostar se os seus próprios pais não gostam?) com todos os problemas inerentes a essa falta de amor-próprio. E vai tratar-vos exactamente da mesma maneira que foram tratados por vocês.

Corrijam as crianças, ensinem-nas a comportar mas nunca, nunca mesmo, digam que estão fartas delas, que não gostam delas ou que são estúpidos e burros. Façam-no com respeito e acreditem que vão ser respeitados no futuro. Fazendo-o, as probabilidades de criarem adultos seguros e com amor-próprio, são bastante superiores!

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