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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Eu & os disparates #2 as minhas quedas

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A propósito de Quem nunca deu um tralho que levante a mão (donde também “roubei” a imagem), deixem-me contar-vos algumas das minhas quedas que foram, no mínimo, hilariantes.

Começo por explicar que sempre tive queda para a queda e, portanto, desde muito nova que o chão é um bom amigo, um companheiro. Não raras vezes, consegui tropeçar em chão lisinho lisinho. Umas vezes com queda, outras só com um desengonço.

Talvez por isto, a questão de Usar ou não sapatos salto alto? nunca se colocou.

Conto ainda que cheguei a ir na rua com amigos meus que, de repente, deixaram de me ver. Pois, estava no chão…

Dito isto, vamos às duas ou três quedas que me lembro mais.

A primeira que vos conto aconteceu quando eu estava no oitavo ano. Nesse ano a escola decidiu que todos os alunos tinham de ir ver um filme em Francês na Casa da Cultura (o único cinema que o Barreiro teve durante muitos anos). Reservaram o cinema – plateia e balcão – para a escola e lá fomos todos. Eu e algumas amigas sentamo-nos, separadas, no balcão que tinha umas escadas a meio. E lá começamos a ver o filme. Só que o dito era tão mau, mas tão mau, que, a meio da primeira parte resolvi ir-me embora sem ninguém dar por isso. Como tinha combinado com as outras irmos juntas, subi, sorrateiramente, as escadas no escurinho do cinema. E, p’rai no penúltimo degrau esbardalhei-me e, claro, gritei com o susto. O estrondo da queda mais o grito fizeram com que o projeccionista para-se o filme para ver o que se passava e lá estava eu, sentada nas escadas, a rir à gargalhada (sempre tive tendência para rir depois de cair) e, pelo meio da risada, lá consegui avisar as minhas amigas que me ia embora. E elas, serenas como elas próprias, só me responderam – ok, mas precisavas mesmo de parar o filme?

Mais tarde, em Sesimbra, consegui cair 3 vezes, em 3 dias seguidos, no mesmo sítio. Ao quatro dia mudamos o passeio para o outro lado, não fosse eu continuar a cair. Curiosamente nunca mais passamos naquele sítio – ainda assim eu não caia outra vez. E não, não havia buracos nem ressaltos no chão. Era mesmo só eu no meu melhor.

Cheguei a cair escadas abaixo no trabalho e ter a sorte de ser aparada por um colega, lá ao fundo, que, pelo meio do riso, só me disse – sempre sonhei ter-te nos braços, mas não assim! Ou escadas abaixo do barco e ser aparada por um jovem que meteu as mãos a aparar a minha queda e me pediu logo desculpa pelo sítio onde elas (as mãos) tinham ficado. E eu, mais uma vez a rir, só lhe agradeci e disse-lhe que não importava.

A pior aconteceu em 2011 e veio, quanto a mim, provar que o exercício físico faz mal à saúde. Naquele longínquo dia, sai do autocarro na Praça de Espanha e meti pés a caminho. O meu trabalho fica a mais ou menos meia horinha a andar do sítio onde o autocarro me deixou e eu achei que era uma boa oportunidade para começar a andar a pé. Só que a meio do caminho começou a chover, não havia paragem de autocarro ou de metro que me valesse e eu lá me meti num táxi – sob pena de tomar um segundo banho. Quando o táxi chegou ao destino, paguei, sai, e aterrei no chão. Só depois percebi que tinha esbarrado num pilarete de cimento. Bom, lá consegui – com ajuda – sentar-me no chão e disse às minhas colegas que entretanto tinham chegado: não se preocupem, isto já passa. Só preciso de estar sentada por um bocadinho. Ora uma foi buscar uma mesa, a outra uma cadeira e a terceira o pequeno-almoço. E eu fiquei sentada – já na cadeira – a comer à espera que passasse. Não passou. Fiquei seis meses de baixa, dois deles de muletas e foram dois anos de fisioterapia…

Curioso é que, quando estava no 2º ano do ciclo (actual 5º ano) corri à frente dum comboio, numa linha férrea, e não tropecei. Diz quem viu que eu parecia ter asas nos pés…

E vocês, que quedas já deram? Ou tem a sorte de nunca terem caído?

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