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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Fahrenheit 451

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Fahrenheit 451 de Ray Bradbury

Publicado em 1953 

 

Sinopse

O sistema era simples. Toda a gente compreendia. Os livros deviam ser queimados, juntamente com as casas onde estavam escondidos... Guy Montag era um bombeiro cuja tarefa consistia em atear fogos, e gostava do seu trabalho. Era bombeiro há dez anos e nunca questionara o prazer das corridas à meia-noite nem a alegria de ver páginas consumidas pelas chamas... Nunca questionara nada até conhecer uma rapariga de dezassete anos que lhe falou de um passado em que as pessoas não tinham medo. E depois conheceu um professor que lhe falou de um futuro em que as pessoas podiam pensar. E Guy Montag apercebeu-se subitamente daquilo que tinha de fazer... De implicações assustadoras, a forma como reconhecemos o nosso mundo naquele que é retratado em Fahrenheit 451 é impressionante.

 

A minha opinião

Ainda antes dos Jogos da Fome, Divergente ou Maze Runner, as distopias já existiam. Admirável Mundo Novo de Aldus Huxley abriu as portas a esse género literário do qual Fahrenheit 451 é um admirável exemplo. Mais um dos livros que eu queria reler, tendo-o feito agora.

Confesso que, de todas as distopias que já li, esta é a que mais confusão me faz. Como se atrevem a destruir livros?!?!

Nesta sociedade os bombeiros, em vez de apagarem os fogos, tem, como missão, destruir livros. Queimá-los. Nem que, para isso, as casas sejam destruídas e o dono dos livros morto. A destruição dos livros e a proibição da sua leitura fazem lei, numa sociedade em que, todas as noites, entre 9 a 10 pessoas se tentam suicidar e em que o pensamento é condicionado.

Guy Montag é um bombeiro que está feliz com a sua profissão, acreditando, piamente, que a sua profissão é necessária ao bom funcionamento da sociedade. Um dia conhece uma jovem, Clarice, que o leva a olhar para a lua e que o convida a alguma introspeção. Quando Clarice desaparece e uma velhota se imola com os seus livros para que não seja separada dos seus bens mais preciosos, Montag começa a questionar toda a sua vida e o trabalho que faz sendo ajudado por Faber, um ex-professor que vive enclausurado com medo. É Montag que dá, a Faber, uma nova vontade de viver enquanto que Montag se vê obrigado a fugir para não ser morto.

Quando li este livro a primeira vez achei que nunca tal iria acontecer no mundo em que vivo. Mas, infelizmente, e tantos anos volvidos, quando leio algumas noticias que nos dão conta de que há cada vez menos leitores e que a maior parte dos jovens nunca leu um livro inteiro, confesso que temo o pior. Temo que, um dia, os livros sejam mesmo proibidos e que deixemos de fazer perguntas.

Cabe, a cada um de nós, fazer com que esta distopia não se torne realidade. Temos todos um papel activo.

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