Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Férias numa Sesimbra Francesa

6556062_TnEZR.jpeg

A propósito dA primeira vez #1 da Maria das Palavras, lembrei-me deste texto da minha filha, perdido nas catacumbas deste blog.

Estávamos em 2010 quando eu e o meu marido decidimos oferecer, aos nossos filhos, umas mini férias diferentes.

Aqui está a versão dessas férias contada pela minha gaiata, tinha ela 9 anos.

A meio do terceiro período escolar, os meus pais mentiram-me: disseram, a mim e ao meu irmão, que tinham tirado dias de folga para irmos a Sesimbra. A mãe disse que o nosso carro ia para a oficina, e que tínhamos de ir ao aeroporto buscar o seu afilhado, que vinha da Madeira, no carro da tia. Mas a mãe também disse que, quando fossemos para o aeroporto, tínhamos de levar as malas porque a tia tinha de ir às compras e ia comprar muita coisa e as malas não iam lá caber. Eu e o Martim (o meu irmão) acreditamos. Eu e o Martim, que estávamos a fazer as malas, ouvimos a mãe dizer, alto e bom som, que íamos ver um avião por dentro.

Quando chegamos ao aeroporto, a mãe foi entregar as malas e mandou-nos irmos dar uma volta pelo aeroporto. Quando a mãe regressou, já sem as malas, fomos para a sala de espera do aeroporto. A mãe apontou para um avião e disse que era aquele que íamos visitar.

Passado um bocado, fomos para o avião vê-lo por dentro. A mãe disse que tínhamos de fingir que íamos voar e, portanto, tivemos de nos sentar.

Quando o avião estava prestes a levantar voo, entrei em pânico, e estava sempre a dizer: mãe vamos sair! Mãe vamos sair!...

E continuava desesperada, quando a mãe nos diz: Afinal não vamos para Sesimbra, vamos para Paris!

Eu fiquei de boca aberta e cada vez mais em pânico e perguntei: mãe, o piloto é experiente? Ele já fez muitos voos? Este avião é seguro?

E perguntei muitas mais coisas, ao que a mãe respondeu: sim, este avião é o mais seguro. A TAP (Transportes Aéreos de Portugal) é a companhia de aviões mais segura e ainda só teve um acidente com estes aviões mas foi há muito muito tempo.

Mais tranquila, sossegada e com menos pânico, deixei-me ficar sentada. Momentos depois, a mãe disse que o avião ia levantar voo e, na verdade, começou a andar.

- Tamos a andar – disse o Martim.

- Claro que estamos, não querias ficar aqui parado o tempo todo, Martim – murmurei eu, mas nem a mãe nem o Martim ouviram.

- Encostem-se, vamos começar a andar mais depressa e depois vamos voar!

E começamos mesmo a voar. Íamos a uma grande velocidade.

- França, aqui vamos nós! – disse eu – Paris, aqui vamos nós!

O que o texto não diz – porque ela ficou de escrever a continuação, mas depois acabou por se esquecer (ou teve preguiça) – foi o que aconteceu depois.

A viagem foi muito tranquila, sem poços de ar. Eu a ler um livro, eles a delirar. A meio da viagem pedi à hospedeira se era possível os miúdos, por ser a primeira viagem deles, visitarem o cockpit. A hospedeira falou com o comandante e ficou combinado (mais uma vez sem que os miúdos soubessem) que, quando aterrássemos em Paris, não sairíamos logo para eles poderem ir visitar o cockpit.

E assim foi. A tripulação foi duma simpatia que só visto, deixaram os gaiatos sentarem-se nas cadeiras, mexerem nos botões, explicaram várias coisas e os miúdos estavam nas suas sete quintas. Estivemos, seguramente, mais de meia hora dentro do avião com aquela tripulação fantástica - ao ponto da tripulação seguinte e o pessoal da limpeza estar, cá fora, a espera que nos dignássemos a sair.

Quando saímos, começamos à procura da paragem do autocarro. Para Paris? Não, é que nós não íamos para Paris. Íamos para a Disneyworld. E eles só descobriram isso quando já iamos a caminho. Apesar da paragem ter um Mickey enorme e do autocarro estar decorado com todas as personagens Disney.

21 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D