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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Gravidez adolescente

Há temas que eu, realmente, não gosto de abordar por achar que são do foro pessoal de cada um. Temas em que cada um sabe de si e Deus – se existir – sabe de todos.

(deixem-me abrir aqui um parênteses para esclarecer que, não obstante me considerar católica, não sou praticamente. E esta nota é importante para o que se segue assim como a considero importante por, na frase anterior, colocar a dúvida se Deus existe ou não).

Continuemos.

Um desses temas é o aborto. Não sou nem contra nem a favor, antes pelo contrário. Sou simplesmente a favor de que a mulher é dona do seu corpo e é a ela e ao seu companheiro (ou companheira) que cabe decidir se quer abortar ou não. Sou pela livre opção e não pela obrigatoriedade de seguir o que a sociedade acha melhor.

A mulher. Na plena posse das suas capacidades mentais, consciente do que é ser mãe, do que é ter um filho. Capaz de trabalhar para ganhar o sustento dela e do seu filho – ou, caso não o consiga, que tenha um(a) companheiro(a) ou uma família que a ajude.

A mulher. Com o corpo desenvolvido para suportar uma gravidez, que possa dar de mamar ao bebé (se for essa a sua opção), que não esteja, ela própria, a desenvolver-se física e psicologicamente.

Nada disto acontece aos 12, 13 anos. Aos 12, 13 anos ou mesmo até aos 15 anos, dificilmente uma adolescente se poderá encaixar no conceito de mulher. Algumas – muitas – nem aos 18 anos, quanto mais antes.

Aos 12 anos, como aos 15, não estamos preparadas para ser mães. O nosso corpo – teoricamente está – mas na prática não estamos. Nestas idades ainda somos filhas, a nossa educação não está completa, precisamos dos nossos pais e não de ser pais

(na verdade, vamos precisar dos nossos pais por toda a nossa vida)

Irrita-me, por isso, ver coisas como esta, em que se faz a apologia duma gravidez numa idade tão precoce.

aborto.png

Para além das implicações clínicas – porque as há, não tenhamos ilusões – que implicações psicológicas têm para a criança que, aos 13 anos, é mãe e para o filho que tem uma mãe tão nova?

Já sei que me vêem agora dizer que, ah e tal mas soube-lhe bem o sexo. Se calhar soube. Ou então não. Saberá, a criança, aos 13 anos, o que é o sexo e as consequências? Saberá, nessa idade, as precauções a tomar? Terão os pais ensinado e falado sobre o tema com ela, sem tabus?

E mesmo que sim, que lhe tenha sabido bem, cometer um erro destes aos 13 anos, não é só a própria que vai pagar mas o filho também. Para toda a vida de ambos.

São demasiados ses, demasiadas dúvidas, para que se partilhe este incentivo à gravidez tão cedo como vejo acontecer de vez em quanto no facebook.

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