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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Hiperactividade ou má educação

Aqui há uns dias li o título duma crónica que dizia que as crianças não são hiperactivas, são mal-educadas. Claro que, depois, no texto propriamente dito, o autor acaba por dizer que, efectivamente, existem crianças hiperactivas mas que também existem muitas crianças mal-educadas. É um facto. E é coisa que já falei aqui várias vezes porque não há, hoje em dia, pais maus. E quem o é, acaba por ser olhado com estranheza pelo resto da sociedade. Um dia isto tinha que acontecer e pode ser que, cada vez mais pais aprendam com os erros dos outros.

De qualquer maneira e voltando ao título da crónica, confesso que, quando o vi a primeira vez, fiquei eriçada e com vontade de convidar o autor a conviver com uma criança realmente hiperactiva para que ele percebesse o que é ser pai ou mãe nessas circunstâncias.

Como eu sou.

Desde cedo que o percebemos. A incapacidade de estar sossegado a brincar, a dificuldade em estar parado num sitio, nem que fosse a conversar connosco ou a ver um filme, a impulsividade (como se as mãos se mexessem mais depressa que o cérebro)... Foram várias as situações que nos fizeram perceber que o meu filho era (e é) uma criança hiperactiva. 

Falamos com o pediatra, expusemos as nossas dúvidas e todos concordamos que a medicação não seria opção. Seriamos apenas pais dele - ou seja, daríamos educação e seriamos firmes, não desculpando comportamentos menos correctos.

Claro que, quando começou a escola primária a professora foi posta ao corrente do que se passava e, todos em conjunto - pais, familiares, professora, escola e auxiliares - colaboramos para que os primeiros quatro anos de horários fixos, aulas e maior necessidade de concentração corressem da melhor maneira possível. E conseguimos.

Os problemas começaram no quinto ano. Demasiados professores diferentes, uma maior carga horária e maior necessidade de concentração. Correu mal. Muito mal. A hiperactividade estava a por em risco o aproveitamento escolar.

Diga-se, num aparte, que parte da culpa da hiperactividade das crianças por em risco o seu aproveitamento escolar advêm da escola não estar preparada para lidar com estas crianças. Como explica Luís Borges, as crianças passam tempo a mais na escola em actividades que lhes exigem atenção e, por outro lado, os professores - por terem turmas muito grandes - não conseguem dar, às crianças, a atenção necessária.

Desde há três anos que o meu filho toma Ritalina. Pesamos, com o pedopsiquiatra, os prós e os contras da medicação e, mais uma vez em conjunto, decidimos que, pelo menos no período de aulas, a Ritalina era necessária para ajudar a impedir que o aproveitamento escolar estivesse em risco. Não me agrada que assim seja, naturalmente, mas infelizmente sei que, os recados dos professores aumentam se ele deixa de a tomar. Nas palavras do actual director de turma, o meu filho é educado, nunca respondeu torto a um professor, é interessado e inteligente. Mas, quando não toma a Ritalina percebe-se logo porque se distrai com demasiada facilidade, tem dificuldade em estar sossegado na sala de aula e não consegue fazer responder a todas as questões do testes.

Por isso... não me voltem a dizer que não há crianças hiperactivas mas sim crianças mal educadas. Porque isso não é, de todo, verdade!

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