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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Hoje há circo

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Eusébio é o 12º no Panteão e quem quer circular na cidade de Lisboa é que se lixa.

Não bastava as estúpidas greves do Metro e da Carris, os problemas habituais do trânsito lisboeta, os toques e batidas ou os camiões que ficam presos no túnel por desconhecerem as suas medidas, ainda temos de levar com o cortejo dum caixão pela cidade.

Eu, benfiquista confessa e convicta, apesar de muito admirar o percurso de Eusébio, acho, sinceramente, que começa a ser um exagero. A seguir, será que vão pedir a beatificação?

Concordo que não devemos esquecer quem foi Eusébio, à semelhança do que aconteceu a outros, mas discordo, totalmente, com este endeusamento. Foi um grande homem, é verdade. Que chegou a ser abandonado pelo clube do seu coração e que chegou a viver na miséria sem o merecer. Foi injusto esse abandono mas, felizmente, foi corrigido em vida. Mas ele já morreu. E todo este circo tudo à volta dele e da transladação para o panteão, sinceramente, é demais!

Se queriam fazer este circo percurso, pois que o fizessem. Ao domingo, quando a cidade está mais vazia, quando há menos trabalhadores a precisarem de chegar aos empregos ou a casa.

E quando à transladação, terei também de dizer que não concordo. Até porque, a continuar assim, qualquer dia tem de ser construído um novo panteão ou proibimos que haja mais portugueses extraordinários a merecer esta honra porque se ter esgotado o espaço.

(e agora venham de lá bater-me que estou preparada)

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