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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Ler é péssimo!

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Acreditem que sim, ler é a pior coisa que se pode fazer. E antes que venham dai com farpas prontinhas para me atirar em cima, eu explico porque digo isto.

Estava eu de férias na praia e levei o Triplo comigo. A praia é um dos meus locais favoritos para ler e claro que, entre dois banhos, fui lendo o livro. Pois que, às tantas há uma batalha naval e, enquanto a batalha não acabou eu não fui tomar banho – apesar de estar um calor desgraçado. Não consegui mesmo.

D Teresa e a Batalha de S Mamede, em que o nosso primeiro D Afonso Henriques dá uma coça à mãe. Pois, todos sabemos o resultado da batalha mas a verdade é que estava tão embrenhada na leitura que o jantar teve de começar mais tarde. Isto para não falar do berro que dei quando D Teresa é, finalmente, mãe de D Afonso Henriques (sabia lá eu que o rapaz era o mais novo…)

Acasos Felizes que são ainda mais perigosos e que provocam incêndios

Isto para não falar naquela vez, aqui há uns anos, que sai duas estações do metro a seguir àquela que queria porque estava a ler ou das noites que passei em branco por estar a ler (razão pela qual deixei de levar os livros para a cama).

E hoje fui almoçar sozinha. O meu colega tinha de sair e eu tinha de regressar antes dele sair e por isso não tive companhia. Ou tive, levei o livro que estou a ler e que está quase no fim. Para poder ler á vontade pedi arroz de pato, fácil de comer só com uma mão enquanto a outra segura o livro e muda a página. E ali estive. Comi, bebi café e paguei enquanto lia. Quando paguei olhei para as horas e ainda tinha 10 minutos. Óptimo, deixa-me cá avançar mais um bocadinho a ver se o Will deixa de ser guia turístico e pede a Tessa em casamento.

Só que o Will não se decidia, a Jessamine teve de intervir e eu continuei a ler. Até que sinto alguém tocar no ombro e dizer, a rir: até amanhã, vou agora embora! … Quais dez minutos, quais quê. Já tinha passado meia hora, e eu não tinha dado conta. Arrumei o livro e fui (quase) a correr para o local de trabalho.

Ler é péssimo e pode ser perigoso. Entre outras coisas, provoca atrasos, escaldões e situações caricatas. Mas é, seguramente, uma das melhores coisas do mundo e isso compensa tudo o resto!

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