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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Livro Secreto, por Sarabudja

A M.J. lançou o repto (ainda bem que o “p” é sonoro e o acordo não o mandou embora), eu achei graça e aceitei, consciente de que passariam pelas minhas mãos e pelos meus olhinhos livros que, de outra forma, demorariam ou jamais chegariam até eles.

Com a mesma consciência escolhi o livro para enviar às meninas (tudo meninas, não é?) do grupo. Mário Lúcio Sousa não é de todo o meu escritor preferido, o livro encanta-me pelas expressões tão ricas de um arquipélago que também é meu e muito dos meus, todavia é desconhecido da maioria dos portugueses e o tema é muito engraçado.

Por mim já passaram alguns livros. “A contadora de filmes” de Hernán Rivera Letelier foi o primeiro. Chegou durante as férias do natal e foi unguento para uma daquelas dores de cabeça que a massacram. Li numa tarde e acompanhei com chá e provavelmente uma fatia de pão integral com fiambre de perú. (sou uma comilona em tratamento)

Adorei. Recomendei que Sarabudjo também o lesse, já que tinha cometido a ousadia de não se inscrever no grupo. Acatou a recomendação e também gostou.

Depois disso passou “A Luz” de Steven King, e não é que Sarabudja gostou muito do que negou durante anos sequer ponderar ler? Eu aqui me confesso uma medricas, percebi-me agarrada à trama. Acho que não acompanhei a leitura com qualquer chá, leite ou café e não devo ter comido bem durante dias, porque ficava colada às palavras e atenta aos estalinhos todos da casa. (obrigada pelo incentivo à vida mais frugal).

Li “As velas ardem até ao fim” de Sandor Márai e, se é verdade que adorei o enredo, senti que o fim defraudou as minhas expectativas. Penso que houve tempo para um chá e pão torrado, mas li o livro em pouco tempo porque o enredo assim o exige.

Depois veio o Eça, seguiu-se a Rita Ferro e estou com a “Pérola” de John Steinbeck.

O Eça pesa-me no pensar. Leio-o, mas ainda não me apaixonei ainda.

Imaginemos o seguinte monólogo:

M.J: como é possível? Sarabudja, já para o tronco que sinhá vai obriga-la a gostar de cada expressão de Eça de Queirós.

(Sarabudja pousa os olhos no chão e segue para um tronco de uma árvore de palavras onde repousa a vergonha.)

Bebi uns leites com café e comi umas fatias de pão com manteiga magra. Levei-o para as bancadas da piscina (onde deveria seguir atentamente os avanços da mais nova nas suas atividades aquáticas – vez, como tentei muito?), recolhi-me no sofá, no edredon da minha cama. Eu tentei.

A Rita Ferro foi uma pequenina desilusão. Li “Uma mulher não chora” sobretudo à noite, antes de adormecer e achei-o menos “saboroso” do que o imaginava. Assim uma espécie de frases mais ou menos conhecidas, história descomplicada. Não é que não tenha gostado, só não está no top do “Top Sarabudja”, (mas já o escrevi várias vezes aqui e noutros sítios que o meu também não consta nos tops S). Não houve sabores e aromas a acompanhar as leituras.

A “Pérola” era um daqueles obrigatórios, há uns anos, no secundário para quem seguia humanísticas, acho eu. Já tinha ouvido a minha tia mais nova falar nele, há uns 30 anos. Ficou gravado na minha cabeça que seria livro de crescidos. Faltam cerca de 10 páginas para o acabar. Até agora tenho lido com atenção e prazer. No sábado bebi um chá de maçã e canela que deixei arrefecer, enquanto o lia no sofá.

Não sou de reter frases dos livros. Posso encontrar muito sentido numa ou outra, mas acabo por não as sublinhar, por isso passam para uma memória engavetada que se abre quando há um encontro com situações ou palavras que lhes renovam a vida.

O melhor da iniciativa é mesmo isto de sair da minha zona de conforto nas palavras e leituras. Não sinto obrigação, antes curiosidade.

O menos positivo é ir aos ctt. O funcionário é simpático, nunca implicou com os envios de “livro”, nunca abriu os livros, costuma fumar um cigarro, por isso abandona o estaminé enquanto eu guardo o livro e escrevo as moradas, para vocês imaginarem quão pacífico é o envio. Mas aquele desvio das rotas rotineiras… Pffff…

Também eu já pensei num livro para enviar na próxima edição da iniciativa. O que significa que já me incluí no projecto (projecto é a palavra, hein, Presidenta?!)

Nota: Obrigada à Magda por me deixar esticar aqui no sofá dela enquanto vos faço chegar estas minhas considerações.

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