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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Livros vs filmes

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Normalmente, nas férias, aproveito para ler (estranho, não?) mas também para ver um ou outro filme que me tenha chamado a atenção.

Viagem ao Infinito (A teoria de tudo) foi um deles. O livro, apesar de ser uma seca para alguns – por se tratar duma biografia – permite-nos conhecer a história de Stephen e Jane e das dificuldades que ambos tiveram para superar a doença de Stephen. Depois de ler o livro, e como já o disse antes, fiquei a admirar imenso Jane, pela coragem e pela força que demonstrou ao longo do seu casamento – ao mesmo tempo que me desiludi com Stephen que nunca soube reconhecer a mulher extraordinária que teve ao seu lado. Este caso é mais um dos casos em que se aplica, à risca a frase: por detrás de cada homem fantástico está uma mulher extraordinária. Stephen, entre outras coisas nunca agradeceu o que Jane fez por ele e pelos filhos do casal. O que, extraordinariamente, acontece no filme. Sim, é isso mesmo. No livro e em várias entrevistas que Jane deu a propósito do livro, este foi sempre afirmado – O Stephen nunca me disse obrigado – mas no filme ele diz obrigado. Mas as falhas ou incongruências não ficam por aqui. O filme não mostra as dificuldades financeiras que o casal passou no início da sua vida em comum. A acreditarmos no filme, a vida deles, tirando uma ou duas situações, foi um mar de rosas. Mas foi ao contrário. Foram imensas as dificuldades que tiveram, para mudar de casa, para terem uma casa em que não houvesse escadas, isto para não falar que houve imensos alunos e colegas de Stephen que ajudaram Jane nas viagens e nas saídas de Stephen. Outra das situações – e que desvirtua por completo a relação de Jane com Jonathan – é a insinuação de que houve sexo entre ambos enquanto Jane ainda era casada o que é desmentido no livro.

Podia continuar a mostrar as diferenças abismais entre o livro e o filme mas penso que ficaram com a ideia. Não chego ao ponto de dizer que não gostei do filme. Vê-se bem, Eddie Redmayne faz o papel de uma vida, mas para mim, que li o livro, ficou a faltar alguma coisa. Muita coisa.

A Rapariga que roubava livros foi o outro filme que vi baseado num livro que já li. Mas aqui o encanto do livro transmite-se no filme. Claro que há cenas cortadas ou encurtadas – é natural quando se passa dum livro para um filme – mas o essencial está lá. Confesso que o vi a medo, normalmente fico desiludida com os filmes quando li o livro primeiro, mas não foi o caso deste. Antes pelo contrário. Inclusivamente, direi que os actores escolhidos para os diferentes papéis foram escolhidos de tal modo que são exactamente como imaginei as personagens enquanto lia o livro. Simplesmente adorei.

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Também vi O Hobbit. Em tempos li todos os livros de J R Tolkien por ordem. O Hobbit, O Senhor dos Anéis e os Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média. Meu caro Peter Jackson, admiro imenso o teu trabalho, sem qualquer dúvida, mas, por favor, nunca digas que a trilogia, em filme, o Hobbit se baseia no livro O Hobbit. Porque isso é mentira. Essa trilogia de filmes baseia-se no Hobbit e nos Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média, tornando, a história, confusa e sem ligação. Quem te disse que tinhas de voltar a fazer três filmes do mesmo género? Este último, a batalha dos cinco exércitos, acaba por ser cansativo precisamente por isso. Andamos a bater na mesma tecla há seis filmes e perdeu muito do impacto inicial. Vamos mudar o tema, pode ser?

E vocês, que filmes tem visto que tenham sido baseados em livros?

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