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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Madeline Stuart e o seu sonho

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Aos 18 anos, Madeline Stuart vai concretizar o seu sonho desfilando na Semana da Moda de Nova Iorque. Isto não seria notícia, não fosse o caso de Madeline ter trissomia 21 e ser considerada deficiente.

Felizmente para Madeline, a marca pela qual vai desfilar, a FTL Moda não se preocupa com os padrões nem com os estereótipos e prefere apostar na consciência, aceitação e inclusão, conceitos, aliás, que a própria Madeline defende.

Mas também isto não deveria ser noticia.

Numa sociedade ideal, quem tem trissomia 21 ou outros problemas que tais, deveria ser encarado exactamente como quem não tem. Incluídos na sociedade e tratados da mesma forma, sem penas ou diferenças.

Conheci, a semana passada, um casal com dois filhos. Um deles, fruto da asneira da equipa clínica que acompanhou o parto, teve um AVC na barriga da mãe e, por isso, tem limitações físicas e psicológicas razões pela qual o seu desenvolvimento está bastante atrasado. Mas isso não impede os pais de se zangarem com ele quando faz as asneiras próprias duma criança ou de serem exigentes. Ambos os filhos são tratados precisamente da mesma maneira. Ao fazê-lo, obrigam a que o filho se desenvolva.

Lembro-me, a este propósito de mais dois casos, mais antigos. Dois casais vizinhos dos meus pais tinham, cada um deles, um filho com trissomia 21. Os rapazes tinham mais ou menos a mesma idade. Num dos casos os pais tratavam-no como outra criança qualquer. Lembro-me de o ver ir à padaria, sozinho, comprar pão, de ouvir os pais barafustarem com ele e de o ver na rua a brincar. Quando se perguntava aos pais pelo miúdo eles falavam nele com imenso orgulho – das conquistas e dos disparates que fazia.

No outro caso, o miúdo raramente era visto. Lá de vez em quando aparecia à janela mas logo a mãe aparecia para o meter para dentro. Os pais quase que fugiam às perguntas sobre o filho, e, nas raras vezes que ele saia com os pais era quase escondido, como se tivessem vergonha dele.

Pensem lá um bocadinho comigo, destes casos todos que vos contei, qual deles vos parece o mais incorrecto e que devia ser a forma da sociedade não agir?

Então se estamos de acordo, porque é que Madeleine Stuart é notícia?

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