Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Maturidade

tumblr_lh59l3PDPi1qcye1qo1_500.jpg

Sempre achei que, para ser uma adulta feliz, tinha que continuar a ser criança. Ou, pelo menos, deixar que a parte de criança nunca crescesse totalmente, apesar de, por outro lado, continuar a crescer – em tamanho, idade, atitude e maturidade.

Talvez por isso, hoje, com quase 46 anos de idade, continuo a querer ver filmes de desenhos animados, a ler livros considerados juvenis (entre outros), a jogar aos Sims e ao Monopólio, a querer que, no próximo Natal, alguém me ofereça um urso de peluche do meu tamanho e tenha um porta-chaves das kimmidoll.

No entanto…

Nunca deixei que essa criança que há em mim controle o que faço. Comecei cedo a querer trabalhar precisamente porque queria crescer. Não queria estar em casa a olhar para ontem ou a ver a relva crescer.

Fiz imensas coisas nas férias de verão – no Barreiro ou por perto – e, com 18 anos, comecei a fazer 40 kms de manhã e mais 40 kms à tarde. Apanhava o autocarro, depois o barco, a seguir o metro ou o autocarro e à tarde fazia o percurso inverso. Nunca me importei de trabalhar longe de casa. Os transportes públicos fizeram-se para isso mesmo e, se as outras pessoas conseguiam, eu também ia conseguir.

Nunca fiz birras e nunca bati o pé. Se ele quer eu também quero nunca me serviu, eu tinha de fazer por ter o que queria. Se não fiz por ter, como poderia ter? (e não me alongo aqui porque a Vanessa falou brilhantemente sobre este tema e por isso ide lá ver). É que nem me ia saber bem.

Cresci. Porque é isso que acontece a toda a gente (ou deveria acontecer). Deixei as birras, a inveja, e as brincadeiras lá atrás e cresci. Mantive a criança comigo, a parte que se adaptou à adulta e cresci.

Vivo num mundo real, onde me relaciono com as pessoas e não me fecho num quarto à espera que as coisas que caiam no colo. Não me escudo numa doença nem numa pessoa. Não vivo num sonho mas sim na rua, com pessoas de carne e osso, com passeios aqui ou ali, com livros, televisão, cinema e trabalho. Trabalho muito para que possa, nos tempos livres (e mesmo só nos tempos livres) jogar no computador, actualizar o blog ou comprar o Rossio no Monopólio.

E é tão bom ser crescida e criança ao mesmo tempo e saber conciliar as duas.

13 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D