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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Mil Sóis Resplandecentes

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Mil Sóis Resplandecentes de Khaled Hosseini

Editado em 2008 pela Editorial Presença

ISBN: 9789722339087
 
Sinopse
Há livros que se enquadram na categoria de verdadeiros fenómenos literários, livros que caem na preferência do público e que são votados ao sucesso ainda antes da sua publicação. Há já algum tempo que se ouvia falar de Mil Sóis Resplandecentes, do afegão Khaled Hosseini, depois da sua fulgurante estreia com O Menino de Cabul, traduzido em trinta países e agora com adaptação cinematográfica em Portugal. A verdade é que assim que as primeiras cópias de Mil Sóis Resplandecentes foram colocadas à venda, o romance liderou o primeiro lugar nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Holanda, Itália, Noruega, Nova-Zelândia e África do Sul, estando igualmente muito bem classificado no Brasil e em França. A própria Amazon americana afirmou que há muito tempo não tinha visto um entusiasmo tão grande a propósito de um livro. Devido ao elevado número de encomendas, nos Estados Unidos, foram realizadas cinco reedições ainda antes do livro chegar às livrarias e na primeira semana após a publicação, já tinham sido registadas um milhão de cópias em circulação. É pois um caso verdadeiramente arrebatador que combina preferências populares potenciadas pelo efeito de passa-palavra às melhores críticas internacionais. Confirmando o talento de um grande narrador, Mil Sóis Resplandecentes passa em revista os últimos trinta anos no Afeganistão através da comovente história de duas mulheres afegãs casadas com o mesmo homem, unidas pela amizade e pela dor proveniente dos abusos que lhes são infligidos, dentro e fora de casa, em nome do machismo e da violência política vigente durante o regime taliban, mas separadas pela idade e pelas aspirações de vida. Um livro revelador, que aborda as relações humanas e as reforça perante reacções de poder excessivo e impunidade.
 
A minha opinião

Tinha bastante curiosidade em ler este livro uma vez que a M* já tinha falado várias vezes nele tendo-o considerado um dos melhores livros de sempre. E não fiquei desiludida, antes pelo contrário.

Mariam tem 15 anos e vive sozinha com a mãe, isoladas da cidade. O seu único contacto com o mundo é a visita do pai, que, todas as quintas feiras, vai ter com elas. Quando Mariam perde a Nana, a sua mãe, a família do pai força-a a casar com Rashid e a ir viver para Cabul. Se, no princípio do casamento, Rashid, apesar de bruto não é violento, aos poucos a situação vai-se modificando e Mariam passa a viver um verdadeiro pesadelo dentro de casa que só não transparece para fora porque a Burka, que é forçada a usar sempre que sai, esconde os sinais da violência.

Laila e Tariq crescem juntos e, da amizade que sentem nasce um amor profundo. No entanto quando começa mais uma guerra, Tariq é obrigado a fugir para salvar os pais. Laila fica em Cabul, acabando por perder os pais. É Rashid que a salva e leva para casa, acabando por casar com ela.

Se, inicialmente, Mariam e Laila, têm uma relação conflituosa, aos poucos a necessidade de se defenderem mutuamente da violência de Rashid torna-as amigas e inseparáveis.

Ao acompanharmos a vida destas duas mulheres, juntas pela adversidade, acompanhamos também quarenta anos do Afeganistão, com as guerras internas, a invasão soviética, os talibans e as repressões a que as mulheres foram sujeitas, nesse país, durante esse período. Arrepia pensar que, por exemplo, as cesarianas eram feitas sem anestesia porque os poucos sítios onde as mulheres podiam ir ao médico não tinham qualquer fornecimento de medicamentos. As operações eram feitas com a burka vestida porque as mulheres nunca a podiam tirar quando estavam fora de casa.

Um livro marcante, sem dúvida e que me levou a refletir sobre a sorte que tive em nascer num país que, apesar das desigualdades que ainda subsistem, as mulheres são respeitadas.

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