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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Missão Emagrecer - Take 1

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Sempre fui gordinha. Uns quilos a mais aqui, depois outros ali. Apesar disso, e ao contrário da maioria das mulheres, não engordei com as gravidezes. Na primeira engordei duzentas gramas, na segunda um quilo e pouco. 

Ainda assim, até há coisa de quatro/cinco anos o meu peso media-se com dois dígitos. Altos mas ainda assim eram só dois.

Tentei várias dietas e fui a vários nutricionistas. Invariavelmente no final da primeira consulta dizia para mim - isto não vai funcionar. Não que eu não quisesse perder peso mas...

- tenho a doença de Chron e gastrite crónica. A primeira, principalmente, traz com ela muitas restrições alimentares: yougurts, laranja, alho francês e uvas são alimentos proibidos para mim. Espinafres e brócolos só em pequenas quantidades e muito de vez em quando. A primeira coisa que faço quando falo com um nutricionista é explicar-lhe esta problemática. Todos eram muito compreensivos mas logo que iniciavam o plano alimentar mandavam-me comer um yougurt a meio da manhã ou um sumo de laranja ao pequeno-almoço, o que me deixava frustrada e sem confiança. Sim, claro que depois retiravam esses alimentos mas, caramba! era um sinal claro que não me estavam a ouvir, que a reeducação alimentar na ideia deles era chapa5 para toda a gente. E isso desanimava-me logo.

mas não era só este o problema. 

- eu atendo ao público das 8h30 às 15h, com uma hora de almoço pelo meio. E quando estou com um cliente sentado à minha frente e a ser atendido não lhe posso dizer: olhe, agora tenha lá paciência que vou ali num instantinho comer. Nem posso interromper uma reunião porque está na hora de comer. Eu explicava isto e a resposta era: pois, temos pena mas tem mesmo de fazer isso. Um ponto contra porque eu respeito os clientes e não lhes faço isto. A minha profissão é assim e não vou mudar de profissão.

- não gosto de beber água. Bebo quando tenho sede mas não me consigo obrigar a beber água. Parece-me sempre que fico com sapos no estômago. Pois bem, a resposta era: force-se a beber água, tem de a beber e pronto.

Junte-se as exigências em não cometer erros na alimentação, a exigência de horários para tudo e para nada, ter de comer alimentos que eu não gostava, metas de perda de peso surrealistas e outras coisas mais ou menos parvas e o resultado era que cada ida a um nutricionista acabava de forma inglória na primeira consulta, com a minha vontade a evaporar-se.

Aos poucos o sedentarismo aumentou e os meus horários complicaram. E o peso aumentou, passou os três dígitos e eu voltei a pensar em reeducação alimentar. Mas sei que sozinha não consigo e por isso procurei - de novo - uma consulta de nutrição.

Fui na semana que passou à consulta e, pela primeira vez, sai da consulta animada. A reeducação alimentar foi adaptada às minhas necessidades em termos de horário e restrições alimentares. Tenho de beber líquidos e não água (sumos de fruta naturais, chá frio ou água aromatizada). Os alimentos incluídos são alimentos que eu gosto. Em vez do adoçante (que me dá vómitos e a volta aos intestinos), posso continuar a por açúcar no café ou no galão (mas reduzindo, aos poucos, até usar uma pequeníssima parte do pacote). Asneiras alimentares são permitidas (mas só uma vez por semana). E o objectivo a atingir neste primeiro mês é exequível (apesar do problema da perna me deixar em quase imobilidade).  

Aprendi mais naquela consulta do que nas consultas todas anteriores. Por exemplo, sabem que não devemos fazer, todos os dias, refeições iguais (pequeno almoço/lanche)? Se comermos sempre o mesmo o nosso organismo aprende a fazer essa digestão e não gasta energia a "pensar" no assunto, e essa energia gasta ajuda a emagrecer.

Portanto. 

127 kg e mais umas gramas no dia da consulta para 1.74m. Bem distribuídos - valha-me isso - mas ainda assim obesidade grau III. Objectivo a atingir no primeiro mês: perder dois quilos.

Acompanham-me nesta missão?

 

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