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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

No blog com... Ana Rita Garcia M. 🌼

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A autora do blog Conversas, Café & Sorrisos foi apanhada na curva, ai, perdão, no blog com... desta semana

Pus-me à total disposição da Magda e “toma lá morangos” aqui estou eu apanhada no blog.

Desde já o meu obrigada a ti Magda pelo convite, sinto-me muito lisonjeada por me deixares entrar neste teu cantinho e falar um bocadinho de mim.

Ora o que posso eu dizer sobre a minha pessoa?

Tenho 28 anos, sou a Ana - para os amigos e família do meu marido - e a Rita - para os meus amigos e família. Sim, é verdade, que grande confusão!

Mas já não me importo porque já me dou pelos dois nomes.

Sou alfacinha de gema e sou louca pelo meu bairro, São Vicente de Fora. Trago comigo as melhores recordações da minha vida e fui muito feliz a correr, e a espalhar-me ao comprido naquelas calçadas.

Ainda sou do tempo do escudo e das vacas gordas por isso tive uma infância confortável e (sendo filha única) bastante mimada.

Sempre fui uma rapariga de sorrisos e conversas fáceis - sou capaz de dizer uma enormidade de palavras por minuto – estou sempre a cantarolar e tento ter uma visão positiva da vida e das situações.

Tenho um feitio que ou me amam ou me odeiam porque digo tudo da boca para fora, as consequências penso nelas depois.

No que toca à vida doméstica sou organizada mas não sou maníaca das limpezas. Tenho a minha casa organizada e limpa (até porque tenho uma criança pequena a esponjar-se pelo chão) mas tento despender do máximo de tempo útil em casa para estar com o meu príncipe.

Gosto de cozinhar, e de inventar pratos a partir de receitas base. Todos os dias é uma aventura na cozinha!

Não gosto muito de fazer doces, não me sai bem.

Mas sou capaz de me levantar às 9h da manhã para começar a cozinhar.

A parte mais importante de mim é o meu filho que amo de todo o coração. Ele é a minha metade fora de mim.

Nele busco todos os dias a minha força para mais um dia de trabalho e de stress, porque sei que no fim do dia vou receber aquele abraço e aquele beijinho que tem o poder de curar o corpo e a alma.

Neste momento por falta de tempo não faço desporto mas, até há uns meses atrás praticava Airsoft. O contacto com a natureza, o convívio, as tácticas militares e as acções de caridade que fazíamos em prol de causas como animais, pessoas carenciadas, pessoas doentes, IPO eram aquilo que me impulsionava.

Mas depois da maternidade tive que fazer uma escolha tendo em conta que o Airsoft me ocupava todos os fins-de-semana, e a minha escolha foi óbvia.

Bem este é um bocadinho de mim, daquilo que eu sou e daquilo que me caracteriza como pessoa.

Magda, agora as perguntas são contigo...

  1. Deixada pela Rapariga do Autocarro: Qual o momento ou acontecimento que mais te marcou até hoje?

Sem dúvida nenhuma, o acontecimento mais marcante da minha vida foi o nascimento do meu filho. Tive-o de cesariana marcada, porque o Pikiko não deu a volta – o preguiçoso – e ficou sentadinho até ao dia em que saiu cá para fora.

Por muito que quisesse explicar por palavras, não conseguiria nunca descrever a sensação de o ver pela primeira vez, tão perfeitinho e tão pequenino.

É algo que marca a vida de uma mulher.

Senti que a pessoa que entrou dentro da sala de operações ficou lá para sempre. Sou uma mulher diferente, mais madura, mais ponderada, mais forte, e muito muito mãe galinha.

O momento todo em si foi calmo e descontraído. Pude ver o meu filho “sair de dentro da barriga” e (após ser cozida) pode segurá-lo nos meus braços e tocar-lhe. Aquele ser que eu tinha gerado 9 meses dentro de mim e que já amava tanto estava finalmente ali, a olhar para mim, com aqueles olhos ENOOOORMES, a boquinha a procurar desesperadamente o peito, as mãozinhas a tocarem-me.

Vejo este momento com todos os pormenores, como se tivesse acontecido agora. 

  1. Como te vês daqui a 10 anos?

Vejo-me uma mulher com 38 anos, um filho com quase 13 anos e (se a vida o permitir) mais um filho/a. Vejo-me com os meus objetivos principais concretizados – acabar a faculdade e conseguir um emprego melhor.

Vejo-me numa vivenda (nada muito grande) onde possa fazer umas churrascadas para a família e amigos aos fins-de-semana.

Vejo-me acima de tudo feliz e em paz com a vida e comigo mesma. 

  1. Que papel tem mais importância para ti: ser mãe ou ser mulher?

Acho que não existe uma sem a outra, não pode existir. Após o nascimento do meu filho esqueci-me por um período considerável de tempo que era uma mulher, que era nova, que havia mais para além de mudar fraldas, dar mama e embalar um bebé. Tive inclusive alguns problemas pessoais e matrimoniais porque passei a viver única e exclusivamente para o meu papel de mãe.

Engordei bastante durante a amamentação e comecei lentamente a entrar numa espiral descendente. Não me importava com o aspecto, não tinha vontade de ir às compras nem de me maquilhar (eu sempre fui vaidosa), sair de casa era um frete.

Até que um dia olhei para o espelho e vi, mas VI com olhos de ver, uma mulher de 27 anos com um ar desleixado, o cabelo sempre preso e mal penteado, roupas que não assentavam bem e uns quilinhos valentes a mais.

E perguntei-me “Onde é que anda a mulher dentro de ti Rita?” – e mudei!

Perdi peso, renovei o guarda-roupa (com muita calma), desenterrei a maquilhagem e os sapatos de saltos e fui à luta.

Hoje sou mãe – é o meu trabalho a full time – e mulher E ADORO! 

  1. Campo, praia ou cidade?

Campo: para relaxar depois de uma semana de stress – com os anos de convivência com o campo estou a começar a gostar daquilo – eu sempre vivi e fiz férias na cidade. 

Praia: para fazer férias – porque sou uma lula e preciso de fazer fotossíntese para ter uma cor (aceitável) tipo dois tons acima da lixivia. 

Cidade: para viver – sou uma cidadoólica, não me consigo imaginar a viver num sítio sossegado ou isolado sem 50 supermercados e muitas lojas À minha volta. 

  1. Sem saberes quem é a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?

Se pudesses voltar o tempo atrás, qual a situação da tua vida que gostarias de alterar? 

  1. O que gostarias de me perguntar? 

Qual é tua principal regra de vida?

Optimismo, bom humor e um livro. Três coisas que são fundamentais. E nunca me arrepender daquilo que fiz porque tudo o que fiz até hoje faz com que eu seja quem sou. 

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