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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

No blog com... Neurótika Webb

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No blog com... tem hoje a visita da minha querida Neurótika Webb.

Como este blog é de uma escritora, sobre livros e para amantes de livros, vou tentar falar de mim através dos livros da minha vida.

Nasci com alma de artista, e foi por aí o meu caminho. Sou uma apaixonada por todo e qualquer tipo de arte. Apesar das minhas primeiras artes terem sido o desenho e o ballet, os livros sempre foram uma paixão. Acabei a escrever profissionalmente, não livros, mas gostava de um dia me aventurar. Desconfio, no entanto que, vai ser como os meus quadros e os meus desenhos, assim que os acabo, apetece-me mandar tudo ao lixo, acho sempre que posso fazer melhor. Sou a eterna insatisfeita.

Comecei como todas as outras crianças, bem nem por isso, nunca li “Os Cinco”, nem “Os Sete” nem os livros da “Patrícia”, a única saga que li foram os livros das “Gémeas – Colégio das Quatro Torres” da Enid Blyton, talvez porque tivesse um bocadinho a ver com a minha vida na altura.

O primeiro livro “a sério” que li, foi aos treze anos, quando uma das irmãs do meu avô me meteu nas mãos o “Nana” do Émile Zola. Foi o começo da minha jornada pelos clássicos da literatura.

Já na faculdade, há um livro (e um autor) que representa uma mudança no meu gosto pela literatura, “As Formigas” de Boris Vian, um escritor e um dos mais influentes músicos de jazz do movimento surrealista francês. Por essa altura descobri autores como o Milan Kundera, o Mário Vargas Llosa, o Serge Leittz, o Patrick Süskind, o Kafka, entre outros. Já li tantos livros que já nem me lembro…

Tenho um defeito literário, que desconfio que por muitos anos que viva, não vou conseguir corrigir: detesto poesia. Por muito que tente, aquilo aborrece-me de morte…mas também adoro música clássica e detesto ópera.

Mas há um livro, tal qual a casa materna, ao qual todos gostamos de retornar, que releio todos os anos. Sempre na altura de Natal. Eu que nem sou muito dada a dramas, este toca-me particularmente, nem sei bem porquê: “O Monte dos Vendavais” da Emily Brontë.

Ler é celebrar aqueles raros artistas que nos conseguem fazer viajar com a mente e viver aventuras que enriquecem as nossas vidas.

  1. Deixada pela Gaffe. Como se Vê com os meus olhos? – É uma pergunta muito telegénica que podia ser feita por um rapazinho com ar de totó, sentado num sítio qualquer que pudesse ser bem iluminado.
    Ui! Como diz uma pessoa que me é próxima, o meu mundo é uma coisa muito "negra". Quem vir os meus quadros percebe bem o que isto quer dizer. Das poucas exposições que fiz (esta é uma novidade, nunca o tinha dito/escrito), os meus quadros foram descritos como Pop Surrealism, um movimento que eu gosto particularmente. Basta ver o design do meu blog, com imagens da Natalie Shau, uma artista que eu tive o prazer de conhecer e com quem ainda hoje me correspondo. Tenho um fraquinho pelo Macabree sobretudo pelo humor negro.
    Esperem pelo próximo mês (Halloween) e vão ver a festa que vai ser naquele blog!
  2. Qual é o teu pior defeito enquanto leitora?
    Tenho 2.
    Odeio poesia.
    E, quando gosto muito, mas mesmo muito de um livro que estou a ler, tenho sempre uma travagem nas últimas 100 ou 200 páginas...não me apetece que acabe! Não sei se é defeito, mas a mim enerva-me!
  3. O que te levou a criar um blog e porquê A Galinha da Vizinha?
    Tenho outros 2 blogs. Um sobre tecnologia, que anda muito paradinho e outro com trabalhos meus, gráficos e arts and crafts, este último em inglês.
    Criei "A Galinha da Vizinha", num dia em que, depois de 3 meses de agonia, descobri que afinal não tinha cancro de mama!
    Apeteceu-me criar um blog para dizer disparates, um blog só meu, que até ao dia de hoje, ninguém que me é próximo sabe que existe.
    É o meu cantinho, o meu refúgio livre das "limitações" do meu meio ambiente.
  4. Qual o balanço que fazes destes seis meses e picos do blog?
    Este blog, comparado com os outros, foi muito além das minhas expectativas.
    Não tanto pelas estatísticas, mas pelas amizades forjadas. Tenho conhecido pessoas absolutamente extraordinárias.
  5. Sem saberes quem será o ou a próximo convidado, que pergunta lhe deixas?
    Se a tua vida fosse um livro, que título lhe darias?
  6. O que gostarias de me perguntar
    Quando é que tomamos o tal café? ahahahaha

o café está mesmo engatado. Mas acredito que conseguiremos em breve!

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