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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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O Livro Inacabado de Dickens

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O Livro Inacabado de Dickens de Matthew Pearl
Editado em 2010 pela Editorial Planeta
ISBN: 9789896570859
 
Sinopse
Boston, 1870. A notícia da morte de Charles Dickens chega ao editor americano.
James R. Osgood esperava ansioso a última parte do derradeiro trabalho de Charles Dickens, O Mistério de Edwin Drood, que deveria chegar em breve.
Chegando-lhe aos ouvidos que o autor teria morrido de forma estranha, Osgood suspeita que alguma coisa não está bem e envia o seu homem de confiança, Daniel Sand, para esperar o navio que em princípio deveria trazer o manuscrito.
Mas quando o corpo de Daniel é encontrado nas docas a verdadeira causa da sua morte assim como o manuscrito que desapareceu constituem um mistério. Osgood decide embarcar para a Inglaterra para tentar descobrir o manuscrito de Dikens. Perigo e intriga é que irá descobrir juntamente com Rebecca, irmã de Daniel e guarda-livros de Osgood que deseja limpar o nome do irmão.
Na Grã-Bretanha, os nossos heróis visitam a casa de Dickens, em Kent, onde uma pista os conduz dizendo que o manuscrito afinal está prestes a ser vendido. Perseguidos por assaltantes e apanhados num jogo sinistro em que a trama e o mistério chocam com a vida real. O Livro Inacabado de Dickens é um romance baseado em factos verídicos da vida de Charles Dickens em que se focam questões de vida e morte e, a chave escondida que tem o poder de parar um génio assassino.
 
A minha opinião
Achei o titulo interessante e o preço ainda mais. € 3,00 por um livro cuja sinopse e capa me atraia? li uma ou duas páginas ao calhas e continuou a interessar e depois ainda me foi recomendado por uma amiga. Ok, vamos lá comprar e ler, já que os livros que tinha levado para férias já tinham acabado e ainda estava em Sesimbra. E comecei a ler um dia antes de me vir embora para casa. Claro que, estando a trabalhar, o tempo disponível para leitura é bastante inferior, tudo tranquilo por ai.
O que não foi tão tranquilo assim foi o livro.
O livro passa-se em três tempos.
Boston em 1870, após a morte do mestre da escrita, Charles Dickens, Osgood fica em desespero. Afinal o último livro de Dickens - O Mistério de Edwin Drood - estava a ser publicado em capítulos e Dickens enviou-lhe apenas cinco dos doze capítulos previstos para o livro. Recebe então uma mensagem a avisar que o sexto capitulo teria sido enviado por navio e envia Daniel, um dos seus homens de confiança para o porto para ir buscar o manuscrito. Mas, no regresso, Daniel morre, atropelado e quando Osgood chega à morgue verifica que Daniel não tem quaisquer papéis com ele. Opta então por ir a Londres, mais exactamente a Kent, à casa de Dickens, numa tentativa de encontrar os capítulos em falta para poder editar o final - ou aquilo que seria o final - daquele que, apesar de incompleto, é considerada a obra prima do mestre da escrita. Com ele viaja Rebecca, a irmã de Daniel.
Índia, 1870. Um roubo de ópio, com a consequente perseguição aos assaltantes, sendo que um é morto na fuga e o outro consegue fugir. Frank Dickens, filho do malogrado Charles Dickens é o responsável pela investigação.
Boston, 1867. Charles Dickens chega à América para um périplo por várias cidades para fazer a leitura e interpretação de alguns dos seus livros. Sempre casa cheia e alguns conflitos com os piratas da escrita, pessoas que se dedicam a copiar os livros dos outros para edições mais baratas e com menor qualidade (temos de perceber que, em 1870, não havia nenhuma lei que obrigasse a respeitar as obras dos escritores).
Confesso que passei o livro todo a tentar perceber o encaixe, na história, das partes referentes a 1867 e à India. Se, no primeiro caso - a ida de Dickens a Boston - é perfeitamente esclarecida no fim (e bem, diga-se de passagem), no que respeita à India e terminado o livro, ainda estou a tentar perceber. Parece-me que foi apenas para "encher chouriços" porque não tem qualquer influência no desfecho final nem em parte alguma da história.
De resto, não sendo o supra-sumo dos livros nem ande lá perto, é um livro que se lê relativamente bem e que traz, consigo, alguns factos verídicos que tornam sempre a leitura interessante.

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