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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

O melhor de 2014

Em resposta ao desafio da Just Smile, aqui fica o meu melhor de 2014.

 

1. Série Televisiva

2014 foi um ano pródigo em séries para vermos em família. De todas as séries que gostamos de ver, tenho, sem dúvida, duas preferidas - Bem Vindo a Beirais e A Teoria do Big Bang.

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Bem Vindo a Beirais é uma série portuguesa que retoma as origens do humor português. Quase que imaginamos que Vasco Santana ou Ribeirinho nos vão entrar pelo ecrã a dentro. A série foi imaginada, inicialmente, para ter apenas 80 episódios mas o sucesso é tanto que já vai em 380 episódios, correspondendo a três temporadas. E, ao que parece, já começaram a gravação da quarta temporada. Beirais é uma aldeia (na verdade é a Aldeia do Carvalhal) onde tudo acontece - o primeiro padre deixou de o ser para casar com a moça que explora a sociedade recreativa, a beata faz a vida negra ao padre, o presidente da junta de freguesia é vigarista, há jovens bem comportados e outros que nem por isso, episódios de violência doméstica, etc. Em Beirais a vida acontece tal como ela é, mas com muito humor. Apesar de haver um fio condutor, os episódios podem ser vistos em separado. A série conta com um elenco fixo e com inúmeras participações especiais.

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A Teoria do Big Bang conta-nos a história de um grupo de amigos: Sheldon Cooper, Leonard Hofstadter, Penny, Howard Wolowitz, Rajesh Koothrappali, Bernadette e Amy Farrah Fowler. E não podiam ser mais improváveis. Todos, com excepção de Penny, são os verdadeiros cromos, com QI's muito acima da média, e um relacionamento, entre eles, completamente disfuncional, o que torna cada episódio numa barrigada de riso, ao ponto de efectivamente doer a barriga de tanto rir. De notar que esta série tem o casal de namorados mais estranhos de sempre - Sheldon e Amy. A série estreou em 2007 mas só este ano é que a descobrimos lá em casa. Já vimos todos os episódios de todas as temporadas, alguns várias vezes, mas descobrimos sempre razões para rir.

 

2. Filme

Foi um ano muito parco em filmes aqui deste lado. Mas foi também o ano em que descobri, por causa dum filme, uma das trilogias que está no meu top ten de livros. Falo de Divergente.

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É um dos poucos casos em que o filme não se fica atrás do livro. Quando saímos do cinema, eu e a minha filha fomos direitinhas à Bertrand comprar a trilogia. Os três livros foram devorados lidos em menos dum fósforo, tendo sido necessário haver negociações entre as duas porque ambas queríamos ser as primeiras a ler. O final desta trilogia deixa-nos com um nó no estômago e só mais tarde é que percebi que não podia ter terminado de outra forma. Aguardamos agora que saiam os dois filmes seguintes para vermos se se mantêm fieis aos livros, tal como aconteceu com o primeiro.

 

3. O livro

Para saberem o livro de 2014 basta lerem este post

 

4. A viagem

Este ano, em Julho, resolvemos ir conhecer a Ilha da Madeira. Quer dizer, na verdade, eu já conhecia a Ilha – esta foi a minha sexta visita – mas o maridão e os filhotes nunca tinham lá ido.

Alugamos uma carrinha, ficamos na casa da minha comadre e do meu afilhado e, onze dias e quase dois mil quilómetros depois, ficamos a conhecer a Ilha da Madeira quase ao pormenor. Por terra e por mar. Foram onze dias de reencontros com amigos e amigas que são como família. Onze dias de passeios, boa comida, excelente companhia e ainda melhor convívio.

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A ilha continua tão linda como sempre a recordei. Muitas das estradas mais bonitas – mas também mais perigosas – foram fechadas (algumas por derrocadas) mas a beleza continua lá. Hoje é muito mais fácil (e mais rápido) percorrer a ilha de carro mas ainda há algumas estradas que enfim....

Escolhi, para ilustrar esta viagem, a estrada para o céu, no Pico do Areeiro.

 

5. O post

Para o post do ano fica-me a dúvida entre dois que me marcaram pelos temas que abordam.

No Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, a M* contou esta história que é a história de muitas mulheres (e homens). A ler e a reflectir.

No dia de Natal ele ficou sozinho em casa. É o que nos conta a Maria das Palavras no texto Sozinho em casa. Mais um texto para leitura e reflexão. Eu já o fiz aqui.

 

****

2014 foi também o ano que resolvi reactivar o blog que andava por ai perdido. E que excelente ideia que tive. As amizades que, aos poucos, foram aqui nascendo, o que já aprendi e reaprendi, os textos que já tive oportunidade de ler desse lado e o carinho com que sou recebida nos vossos blogs e com que recebem os meus textos, é, sem dúvida, inestimável. Como não me quero esquecer de ninguém, não menciono ninguém em especial mas vocês sabem quem são. Obrigado por tornarem o meu ano de 2014 especial.

Mas 2014 também teve maus momentos. Entre outros, um cancro na minha mãe que, felizmente, foi descoberto a tempo, era operável e que, soubemos à uns dias, não deixou qualquer sequela. A operação à unha encravada do meu filho (que correu lindamente) e, por fim, a descoberta que o marido tem diabetes e a doença das coronárias e que, se o coração deixar, terá de fazer um bypass coronário.

Para 2015 fica a certeza que tudo vai correr bem – sou optimista por natureza, para mim o copo está sempre meio cheio – e a vontade de continuar aqui, a alimentar o blog com parvoíces, criticas aos livros que leio, reflexões e a continuação duma rubrica que me dá imenso gozo “aprender uma coisa nova por dia, nem sabe o bem que lhe fazia”. Em 2015 quero também continuar a ler-vos, por isso espero vê-los por ai.

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