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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Passaram-se 70 anos…

Auschwitz.jpg

Comemoram-se hoje setenta anos desde que o Exército Vermelho, depois de uma dura batalha, conseguiu libertar Auschwitz, o temível campo de concentração nazi onde se estima que tenham perdido a vida cerca de 1,3 milhão de pessoas, entre judeus (90%), polacos, ciganos romenos, prisioneiros de guerra soviéticos, Testemunhas de Jeová e dezenas de milhares de pessoas de diversas nacionalidades.

Nesse dia foram encontrados, com vida, cerca de 7.500 prisioneiros, quase enregelados, esqueletos vivos, atendendo aos maus tratos e à fome. Mas só nos dias seguintes, é que a verdadeira dimensão do genocídio foi conhecida - foram encontrados 348.820 fatos de homem, 836.255 vestidos de mulheres, além de milhares de óculos, cabelos humanos e calçados, muitos deles em tamanhos infantis.

Em Auschwitz, as crianças eram vistas, pelo Dr. Josef Mengele (conhecido como "Anjo da Morte) como cobaias para as suas experiencias médicas. De acordo com o relato de uma das sobreviventes, todos os dias ele contava quais os “ratos” que tinham sobrevivido para saber com quais podia contar para as experiências daquele dia.

Diariamente chegavam, a Auschwitz, 20 a 30 carruagens de novos prisioneiros, muitos deles encaminhados, de imediato, para os “banhos”, nome dado pelos nazis, às câmaras de gás, donde já não saiam com vida.

Há 70 anos atrás, os soldados russos encontraram aquilo a que se pode chamar o inferno na terra – muitos deles, de certeza, apesar de estarem a ver com os seus próprios olhos, duvidaram que fosse possível alguém cometer estas atrocidades. Mas a verdade é que elas aconteceram.

Hoje, 70 anos depois, 300 sobreviventes – a maioria com mais de 90 anos – junta-se de novo naquele que foi o campo onde passaram parte da sua infância. Uma infância roubada por um grupo de homens que se sentiu senhor do mundo.

Poder-se-ia pensar que a humanidade tinha aprendido com o que aconteceu em Auschwitz e que não voltasse a permitir extermínios em massa.

Mas afinal não. É que, na Nigéria, onde o grupo Boko Haram continua a massacrar homens, mulheres e crianças, sem que a comunidade internacional tome medidas.

Eu, e este blog, juntamo-nos, em espírito, aos sobreviventes de Auschwitz e, com eles, celebramos os 70 anos da sua libertação. Mas também esperamos que, em breve, também os nigerianos tenham o mesmo direito. Que um exército – seja ele qual for – os salve destes homens com a mania que são senhores do mundo.

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