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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Regresso ao passado... No ISCAL

Jantar.jpg

Já vos contei aqui, assim por alto, que demorei onze anos a terminar o bacharelato. Que era de 3 anos…

Bom, a verdade é que, na prática, não foram bem onze anos porque eu suspendi o curso por 4 anos. Entrei no ano lectivo 1988/1989 e depois de feitas 4 das 6 cadeiras do primeiro ano decidi parar. Já trabalhava (no mesmo sitio onde trabalho hoje) e, apesar de ser o curso que sempre quis tirar e de estar a gostar, não me apetecia estudar mais.

Quatro anos depois pedi o reingresso. Como estava a trabalhar, fui para o ensino nocturno. Como tenho um feitio lixado, logo no primeiro ano do reingresso, comecei a melgar a associação de estudantes por causa duma série de coisas que eu entendia que estavam erradas, principalmente para os alunos que, tal como eu, estudavam à noite. Ainda para mais as aulas começavam às 18h30 e eu chegava ao ISCAL às 16h45. Podia aproveitar o tempo para estudar, é verdade…. Mas o estudo sempre foi coisa que não me assistia.

Entre melgar o pessoal da Associação e vegetar entre o Bar e a papelaria, fui conhecendo bem várias pessoas – entre alunos e funcionários – bastante interessantes e com quem simpatizei à primeira.

Aos poucos e porque o estudo continuava a ser coisa que não me assistia lá me fui envolvendo mais na associação de estudantes e acabei por ser convidada a fazer parte dela. Fomos eleitos e lá estivemos por quatro anos (mais ou menos). Nesse período acabei por fazer a viagem de finalistas e a bênção das fitas – dois anos antes de acabar, efectivamente, o curso. Sabem porque? Porque era com os alunos que, presumivelmente, acabavam naquele ano, que eu me identificava, com quem me dava mais, onde estavam, em suma, os amigos e colegas de curso. Talvez por estar demasiado envolvida na vida de dirigente associativo, quase que não me recordo dos colegas das turmas que tive – honrosa excepção para dois ou três – mas recordo‑me de todos os que estavam na AE e dos elementos da comissão de finalistas do ano em que viajei com eles. E, curiosamente, recordo-me mais dos alunos diurnos do que dos alunos da noite desses anos.

Passaram-se quase 14 anos desde que acabei o curso e 16 desde que fui a Cancun na viagem de finalistas e que sai da associação de estudantes.

16 anos desde que, pela primeira vez, ouvi a alcunha que me ia acompanhar nos últimos anos do ISCAL e que, durante alguns anos, ouvia imenso – mãe. Sim, mãe. Eu era a mãe.

Hoje, 16 anos depois, infelizmente e por culpa exclusiva da vida que levo (muito trabalho e pouco tempo livre) perdi o contacto com quase todos os meus filhos do ISCAL. Vou sabendo deles pelo facebook, sei que já tenho netos e netas mas estamos muito afastados. Mea culpa, eu sei mas infelizmente é mesmo assim. E só eu sei as saudades que tenho deles.

Há 16 anos atrás, a internet era imberbe e os telemóveis não eram muito vulgares. Resultado, tirando os filhos e pelo período que ainda nos íamos vendo, aos poucos fui perdendo o contacto também com os outros, aqueles que não eram filhos mas eram amigos.

Dez anos depois, portanto há seis anos atrás, dois ou três (eu incluída) pensamos que era giro voltar a encontrar-nos. E assim o fizemos. Marcamos um jantar no nosso restaurante mítico – o Ladeira. Éramos poucos – mais ou menos 50 – mas bons. O jantar foi um sucesso e o reencontro ainda melhor. Prometemos voltar a repetir.

E repetimos. Já repetimos quatro vezes e na passada sexta-feira tivemos o quinto jantar anual da velha guarda do ISCAL. Já não somos 50, somos cada vez mais. Este ano éramos 130 e, como sempre, foi extraordinário perceber que, podemos estar longe uns dos outros o ano todo mas que, naquela noite, voltamos todos ao ISCAL e ao tempo em que éramos estudantes. O jantar é tão importante para nós que há quem se desloque da Holanda a Portugal de propósito.

Claro que, nestes casos, há sempre quem tenha a trabalheira de tratar da organização. E que organização. O Nuno, o Tiago e o Luís estão absolutamente de parabéns. O grande sucesso destes jantares é da exclusiva responsabilidade deles os três. Este ano falharam no agendamento com os deuses da chuva mas pronto, não é coisa grave.

E que bem que soube estar com todos vós, todos aqueles que, durante anos, me acompanharam no ISCAL. E que bem que sabe saber que a vida continua, uma vezes melhores, outras piores, mas que uma vez por ano voltamos todos a ser adolescentes e a estar juntos.

Venha o próximo!

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