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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Antes & Depois #3 (Barreiro)

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70 anos separam as fotos a cores das fotos a preto e branco deste post. 70 anos depois, o Barreiro passou de uma zona de quintas, com poucas habitações a uma cidade industrializada, que cresceu ao redor das fábricas (e que tanta poluição nos trouxeram).

 

Em 70 anos fecharam-se as fábricas iniciais, as da cortiça (até 1950 existiam cerca de 27 fábricas de cortiça em todo o concelho). No entanto algumas das zonas ainda são conhecidas pelo nome da fábrica que lá estava - é o caso, por exemplo, da Fábrica do alemão, na zona da Telha. Essa fábrica desapareceu logo a seguir à segunda guerra mundial mas ainda hoje se fala nela.


Em 70 anos nasceram prédios e mais prédios e os espaços verdes, que tanta falta fazem a uma cidade, foram desaparecendo (vá... hoje temos o parque da cidade onde quase tudo o que se pode fazer num parque é proibido, mas pelo menos temos algumas arvores. E lagos. E mosquitos - muitos mosquitos).


Entre os vários barreirenses que se tornaram famosos por alguma razão, estou em própria, nascida aqui há quase 45 anos. E não podia ter escolhido melhor cidade para nascer.

 

Esta é a minha cidade. Com todos os defeitos que tem (culpa dos moradores e da Câmara) mas é a minha cidade. Linda há 70 anos, linda hoje.

 

Não posso, naturalmente, terminar sem agradecer ao Paulo Vieira que me mostrou as fotos a preto e branco que eram do avô dele (e a quem também agradeço me ter autorizado a publica-las). A foto da praia actual foi tirada pelo meu marido ontem. E a foto da vista área foi encontrada numa busca pela internet.

 

Antes & Depois #2 (Igreja Nossa Senhora do Rosário, Barreiro)

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(plano original da Igreja)

 

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(em 15 de Junho de 2011)

 

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(hoje)

 

Esta é a Igreja Nossa Senhora do Rosário no Barreiro.

Esta igreja é o resultado da ampliação de uma pequena ermida dedicada a S. Roque. Remontam a 1736 os primeiros registos de procissões e festividades nela realizadas.

Depois de muitos anos ao abandono, um grupo de freis dominicanos resolveu, no final da década de 70 (se não me falha a memória) restaurar o interior e o exterior da igreja que, com isso, ganhou nova vida. 

Em 1982 foi lá fundado o agrupamento 690 do Corpo Nacional de Escutas, do qual, com muito orgulho, fiz parte (e ao qual o meu coração ainda pertence).

Uma das coisas que sempre me fez confusão, enquanto escuteira e frequentadora daquela igreja era a entrada. Como podem ver na foto do meio, havia meio metro de passeio entre a porta da Igreja e a estrada, onde passam sempre imensos carros. Sempre que as pessoas saiam da Igreja, fosse pela razão que fosse, tinham de ter imenso cuidado para não ir para a estrada.

Hoje passei lá à porta. E fiquei bastante feliz por ver que, finalmente, o passeio foi alargado e que já se pode sair em segurança. Toda a zona envolvente da igreja foi recuperada (o largo que se vê na última foto, onde está a cruz, era de terra batida - no inverno era um lamaçal, de verão havia pó por todo o lado) e dá gosto ver. 

Assim vale a pena.

Espero que esta vontade da câmara do Barreiro se prolongue a outras zonas. Afinal, o Barreiro tem sítios lindíssimos que só precisam de ser recuperados.

Antes & Depois #1 (Estação Sul e Sueste de Lisboa)

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(Inauguração)

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 (antes)

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 (hoje)

As fotos acima mostram a estação fluvial Sul e Sueste, em Lisboa, no Terreiro do Paço. Mostram como era e qual é o seu estado actual.

Este edifício foi projectado por Cottinelli Telmo e foi inaugurado em 28 de Maio de 1932. Para além da beleza exterior, no seu interior podíamos ver painéis de azulejos com os brasões de várias cidades alentejanas e algarvias.

Em 2 de Novembro de 2012 foi considerado monumento de interesse público.

E hoje, em Outubro de 2014, uma das mais emblemáticas estações de Lisboa, está votada ao abandono. Os painéis que existiam estão perdidos, algures num armazém do metropolitano de Lisboa (supostamente) e o seu exterior está num estado deplorável.

Sou só eu que não entendo como é possível, num país supostamente civilizado, abandonar-se assim a nossa história, abandonar um momento de interesse público? Será que, um dia, vão fazer o mesmo à Gare do Oriente?