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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

O futebol já foi mais técnico

campo-futebol.jpg

Rejubilemos. Hoje fala-se de futebol nesta casa. Caramba, quem vos disse que não percebo nada do assunto? Além disso, estamos em início de época, é, por isso, a altura ideal para falar no tema.

Então sobre o futebol, dir-vos-ei que sou do Benfica. Desde que me lembro que a minha preferência vai para o Benfica, fruto, quiçá, da convivência com o meu Avó Manuel, que conseguiu contagiar as filhas, as netas e o neto para o seu clube de coração. Os genros chegaram já com ideia formada (são do Sporting) o que complicou mas não impossibilitou.

E pronto, acaba-se aqui a parte boa desta crónica.

É que não acho a menor piada ao jogo. Vinte e dois homens, em cuecas, a correr atrás duma bola durante 90 minutos não é a minha ideia de divertimento. Só lhes falta mesmo ladrarem, andarem em quatro patas e apanharem as bolas com a boca, enquanto se babam... E mesmo que me digam que o problema é não ter visto um jogo ao vivo, eu respondo que já vi vários ao vivo. Mas estava mais interessada em ver as reacções do público do que propriamente no jogo. Vi jogos do Benfica, da selecção nacional e do Barreirense. Em todos eles, o mais giro, o que me fez rir e vibrar, foi ver o público - o que faziam, diziam e o que acontecia nas bancadas. Tenho cá a impressão que, dos jogos todos que fui ver (p'ra ai uns dez) só vi um golo. E foi porque as pessoas, nas bancadas, gritaram golo (que não foi) eu virei-me para ver e "no ressalto" (é assim que se diz?) foi marcado golo.

Temos depois as questões dos jogadores. Se me perguntarem quem são os jogadores do Benfica, eu respondo que são o Chalana, o Carlos Manuel, o Bento, o Diamantino, o Nené, o Shéu e pouco mais. Já não são? Pois, é provável. Mas é que estes que vos digo aqui foram, provavelmente, os últimos que jogaram pelo amor à camisola. Eram do Benfica de alma, coração e carteira. São duma época em que os ordenados dos jogadores eram ordenados relativamente normais e não as pornografias a que assistimos hoje. Não mudavam de clube como quem muda de camisa e não se vendiam. Jogavam e treinavam no mesmo clube quase a vida inteira e, quando se reformavam, mantinham-se fiéis ao seu clube. Hoje... hoje os ordenados pornográficos que os jogadores recebem transformam-nos em autênticas prostitutas de luxo dos clubes e não em jogadores. Vendem-se passes de jogadores como quem vende bananas.

E depois é vê-los, aos jogadores, dum dia para o outro a dizer mal do clube de onde saíram e maravilhas do clube para onde entraram. Mesmo que na semana anterior tivessem dito exactamente o contrário. E isto é válido para os adeptos também. Numa semana o jogador - porque estava no clube adversário - não jogava, era malandro, era um bom jogador para o jogo de solteiros e casados do bairro mas não para alta competição e, de repente torna-se o melhor ponta de lança ou guarda-redes do mundo e era mesmo o que precisavam.

Peguem agora nos últimos parágrafos e substituam jogador por treinador. O filme é o mesmo. Todos são bons/excepcionais por artes mágicas quando assinam pelo clube de coração do adepto e uns palermas, parvos e outros adjectivos semelhantes quando assinam pelo clube adversário. Mas para os treinadores ainda há a agravante de que, no mesmo clube, passam de bestiais a bestas em segundos. Basta terem o azar de perder um jogo. Um só. E cai o Carmo, a Trindade e a chicotada psicológica. 

Talvez por todas estas razões e por todas as outras que agora não me lembro, quando falam em futebol ao pé de mim, só me apetece dizer:

O futebol já foi mais técnico!

Quanto a futebol

campo-futebol.jpg

Rejubilemos. Hoje fala-se de futebol nesta casa. Caramba, quem vos disse que não percebo nada do assunto? Além disso, estamos em início de época, é, por isso, a altura ideal para falar no tema.

Então sobre o futebol, dir-vos-ei que sou do Benfica. Desde que me lembro que a minha preferência vai para o Benfica, fruto, quiçá, da convivência com o meu Avó Manuel, que conseguiu contagiar as filhas, as netas e o neto para o seu clube de coração. Os genros chegaram já com ideia formada (são do Sporting) o que complicou mas não impossibilitou.

E pronto, acaba-se aqui a parte boa desta crónica.

É que não acho a menor piada ao jogo. Vinte e dois homens, em cuecas, a correr atrás duma bola durante 90 minutos não é a minha ideia de divertimento. Só lhes falta mesmo ladrarem, andarem em quatro patas e apanharem as bolas com a boca, enquanto se babam... E mesmo que me digam que o problema é não ter visto um jogo ao vivo, eu respondo que já vi vários ao vivo. Mas estava mais interessada em ver as reacções do público do que propriamente no jogo. Vi jogos do Benfica, da selecção nacional e do Barreirense. Em todos eles, o mais giro, o que me fez rir e vibrar, foi ver o público - o que faziam, diziam e o que acontecia nas bancadas. Tenho cá a impressão que, dos jogos todos que fui ver (p'ra ai uns dez) só vi um golo. E foi porque as pessoas, nas bancadas, gritaram golo (que não foi) eu virei-me para ver e "no ressalto" (é assim que se diz?) foi marcado golo.

Temos depois as questões dos jogadores. Se me perguntarem quem são os jogadores do Benfica, eu respondo que são o Chalana, o Carlos Manuel, o Bento, o Diamantino, o Nené, o Shéu e pouco mais. Já não são? Pois, é provável. Mas é que estes que vos digo aqui foram, provavelmente, os últimos que jogaram pelo amor à camisola. Eram do Benfica de alma, coração e carteira. São duma época em que os ordenados dos jogadores eram ordenados relativamente normais e não as pornografias a que assistimos hoje. Não mudavam de clube como quem muda de camisa e não se vendiam. Jogavam e treinavam no mesmo clube quase a vida inteira e, quando se reformavam, mantinham-se fiéis ao seu clube. Hoje... hoje os ordenados pornográficos que os jogadores recebem transformam-nos em autênticas prostitutas de luxo dos clubes e não em jogadores. Vendem-se passes de jogadores como quem vende bananas.

E depois é vê-los, aos jogadores, dum dia para o outro a dizer mal do clube de onde saíram e maravilhas do clube para onde entraram. Mesmo que na semana anterior tivessem dito exactamente o contrário. E isto é válido para os adeptos também. Numa semana o jogador - porque estava no clube adversário - não jogava, era malandro, era um bom jogador para o jogo de solteiros e casados do bairro mas não para alta competição e, de repente torna-se o melhor ponta de lança ou guarda-redes do mundo e era mesmo o que precisavam.

Peguem agora nos últimos parágrafos e substituam jogador por treinador. O filme é o mesmo. Todos são bons/excepcionais por artes mágicas quando assinam pelo clube de coração do adepto e uns palermas, parvos e outros adjectivos semelhantes quando assinam pelo clube adversário. Mas para os treinadores ainda há a agravante de que, no mesmo clube, passam de bestiais a bestas em segundos. Basta terem o azar de perder um jogo. Um só. E cai o Carmo, a Trindade e a chicotada psicológica. 

Talvez por todas estas razões e por todas as outras que agora não me lembro, quando falam em futebol ao pé de mim, só me apetece dizer:

O futebol já foi mais técnico!

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