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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Porque hoje é o dia delas...

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Nada como vos contar a história dos meus animais... 

Quanto eu era pequerrucha, a minha avó adoptou uma cadelinha preta com a ponta do nariz branca, também pequerrucha, a quem demos o nome de Nancy, a minha boneca preferida da altura. Mais ou menos 18 anos depois a Nancy morreu e, apesar de pequenina, deixou um grande vazio no coração de todos os que conviveram com ela.

Uns anos mais tarde ofereceram-me um gato. O Menino. Laranjinha, um mimoso. A minha mãe, que odiava gatos e que quase que me bateu quando eu aceitei a prenda, ao fim duns dias começou a pedir-me para o levar para casa dela durante o dia porque “coitadinho, fica aqui sozinho enquanto estás a trabalhar”. E pronto, de manhã eu saia para o trabalho, pouco depois a minha mãe ia buscá-lo à minha casa e à hora do jantar, quando eu chegava, a minha mãe levava-o de volta para a minha casa. Entretanto começou a chuva e o inverno e “ai, tadinho do Menino, está tão mau tempo para andar com ele para trás e para a frente, hoje fica aqui que não me apetece sair, amanhã não porque está chuva….” Resultado, o Menino passou a ir passar os fins-de-semana a minha casa. Mas claro que isso também foi sol de pouca dura e o Menino passou a ser o gato da minha mãe. Que, entretanto, se apaixonou por uma gata de rua que acabou por ir para a minha casa. Era a Menina. Depois da Menina veio a Anita e a Rita, duas gatas bebés salvas da rua e que, com a Menina, ficaram comigo até eu engravidar. Nessa altura, porque eu não podia tomar conta delas, foram para casa da minha mãe. Morreram já todos, o Menino, a Menina, a Rita e a Anita. Mas a minha mãe - aquela que não gostava de gatos - adoptou mais dois.

Mais uns anos se passaram, e porque os meus filhos queriam muito ter um animal doméstico, compramos um coelho, o Friday e uma coelha, a Samedi. Descuidou-se a filha, o casal de coelhos aproveitou, e nasceu a Riscas, o Bolinha, o Pata Branca e o Cinzento. O Bolinha morreu pouco tempo depois e o Cinzento meia dúzia de meses depois. Entre a morte do Bolinha e a morte do Cinzento, numa ida às compras de feno, vimos o Manga e levamo-lo para casa. Infelizmente morreu uns dias depois e a loja, num acto que só posso elogiar, ofereceu-nos a Snow. Hoje só a Sam e a Riscas estão vivas, de boa saúde.

Pelo meio tivemos o Sunday, Minga, o Mingo, a Samurai e o Robin, os nossos hamsters. Infelizmente já todos morreram.

Mas a minha filha o que queria mesmo era um cão. Mas a resposta era sempre que não. Porque não tínhamos vida para isso, porque um cão dá muito trabalho, porque não, porque é assim… no dia 6 de Janeiro, há quatro anos, numa história que já contei aquiadoptamos, de impulso, a Bunny.

E chegámos a Março de 2013. Nesse mês andava o meu marido de volta do OLX, sabe-se lá porque, quando viu que estava uma cadelinha de 7 meses a ser dada para adopção. Tal como com a Bunny foi amor à primeira vista para todos nós. De tal modo que, nessa noite e no dia a seguir mandei mensagens, mails e tentei ligar para a pessoa que a estava a dar, sempre sem sucesso. E quando disse – esta é a última tentativa – a pessoa atendeu-me. Mas a notícia que tinha era que a cadela já estava prometida a outro casal. Foi uma desilusão. Depois de desligar, ainda lhe mandei uma mensagem a dizer “vamos todos, lá em casa, rezar para que desistam da cadelinha porque nós queremos mesmo ficar com ela”. E não é que, passadas umas horas, recebi um sms a dizer “as vossas preces foram ouvidas. Quando é que querem vir buscar a cadelinha?”. Na manhã do dia a seguir fomos buscar a Saphira que saltou, literalmente, para o colo do dono assim que o viu. Nem sequer olhou para traz, para a ex-dona.

Passaram-se quatro anos. E, lá por casa, somos quatro seres humanos, duas cadelas, duas coelhas e um peixe.

Apesar da trabalheira que dá limpar a gaiola das coelhas, do chão da casa ter sido substituido, de alguns moveis estarem inutilizados, roupa estragada, livros destruídos, pelos por todo o lado, contas de veterinário e de comida, sapatos estragados, etc etc, a verdade é que a nossa casa só agora, com as nossas meninas que aparecem na foto acima, está completa. Se dão trabalho? Dão, muito. Porque se tem de ir à rua com elas, limpar quando fazem as necessidades em casa, ir ao veterinário, controlar o latido para não incomodarem os vizinhos, etc etc. Se compensa? Sem dúvida. Fazem-nos rir, fazem companhia, tem, por nós, um amor incomparável com qualquer outro. Foram uma adopção de impulso, contrária a tudo o que é recomendado pelos especialistas, mas, sem dúvida, a melhor decisão que podíamos, enquanto família, tomar.

Se podíamos viver sem os nossos animais? Não, sinceramente, hoje afirmo que não, que não podíamos viver sem eles.

Ir de férias com os nossos animais

Aparentemente está cada vez mais fácil poder levar os nossos cães de férias connosco, como qualquer membro da família. Aliás, basta consultar o Booking.com ou o trivago.pt e vemos, com agrado, a seguinte frase: traga o seu amigo de quatro patas! Este alojamento aceita animais de estimação.

Mas será mesmo assim?

Tínhamos pensado, inicialmente, ir passar uma semana de passeio pelo norte de Portugal agora em Setembro, antes das aulas iniciarem. Mas como entretanto decidimos mudar de casa, optamos por poupar o dinheiro dessas férias para os gastos inerentes a uma mudança de casa. Mas como o bichinho do passeio ficou, pensamos em ir passar apenas 3 dias – sexta a domingo – num sítio qualquer. E, imbuídos do espirito “traga o seu amigo de quatro patas” pensamos em levar a a Bunny e a Saphira connosco. Sempre poupávamos 60 euros (o custo do hotel para cães onde elas ficam quando é preciso) e estava a família toda junta.

E lá fui eu, feliz da vida, procurar um hotel que aceitasse animais, a uma distância no máximo de duas horas de casa para esse fim de semana. Primeira opção, Sertã. Bónus pelo sítio, sempre podia comer maranhos e visitar alguns amigos que não vejo há mais de 20 anos (nem tentem perceber porquê, tem uma razão válida para ter acontecido). O hotel aceitava animais, até tinha um comentário de alguém que diz que pode levar a sua cadela… por nós estava feito, tudo a favor.

Mas como eu sou desconfiada destas coisas, depois da marcação feita, liguei para lá a confirmar se as podia levar. Só tive tempo de dizer: temos duas cadelas… e nem continuei porque fui logo interrompida pela senhora que me atendeu, dizendo: nem pense em trazê-las para cá. Como???? Eu ainda retorqui dizendo: mas no booking.com diz que aceitam animais… a resposta foi: eu é que sei o que aceito. Se fosse uma cadelinha de colo eu ainda abria uma excepção, agora duas? Nem pense. Anule lá a reserva que eu não quero cães aqui.

Fiquei logo com os cabelos em pé. Digam-me lá, de que serve anunciar que aceitam animais se depois não os querem lá? Não percebem que, assim, ainda é mais negativo para o hotel?

Na tentativa seguinte, mas para Reguengos de Monzaraz, a conversa foi outra. O proprietário explicou-me que não tem problema algum com cães, havendo apenas duas condições: que se pague um adicional de limpeza pelo quarto e que não haja mais cães, naquele período no hotel. Consigo perceber ambas. Por mais cuidado que se tenha, cães largam pelo e, naturalmente, a limpeza tem de ser maior que o normal. E havendo dois cães que não se conheçam no mesmo espaço, tanto pode correr bem como mal. Correndo mal, fica o fim de semana estragado para todos sem necessidade. Assim sim. Está feita a reserva e estamos apenas à espera que nos confirmem se não há mais reservas, para esse fim de semana, com cães envolvidos.

Duas experiências sobre o mesmo tema. A mesma comodidade anunciada nas reservas. Dois resultados opostos.

Mais alguém teve uma experiencia deste género que queira partilhar? Ou um local que conheçam onde possamos ir descansados com as nossas patudas para que elas possam ter mais dias felizes como este:

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#naohadesculpa

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Nas férias, no Natal, no Inverno. Porque fazem xixi, porque ladram, porque deitam pelo. Porque nasce um bebé, porque mudam de casa ou de cidade. Porque estão velhos, porque são novos, porque estão doentes ou porque precisam de vacinas. Porque roem os livros. Porque há alergias, porque o veterinário é caro, porque...

Mil e uma razões, nenhuma delas realmente válidas. Não há, realmente, razões válidas para abandonar os animais. Quando se adopta um cão, um gato, um coelho ou uma tartaruga, assumimos um compromisso. Com eles, com os animais que passam a fazer parte da nossa família. Um compromisso até que a morte nos separe.

A nossa família, neste momento, tem 4 seres de duas patas e 4 seres de quatro patas. A Bunny e a Saphira adoptaram-nos como família há quatro anos. Podem, se tiverem curiosidade, saber a história da adopção da Bunny aqui  e da adopção da Saphira aqui.

Desde o primeiro dia (e apesar de ter sido uma adopção de impulso) que assumimos o compromisso de dar o nosso melhor pelas nossas meninas. Em tudo. E isso inclui virem de férias connosco para Sesimbra. E leva-las à praia quando anoitece e poucos seres de duas patas lá andam. Elas deliram, a Bunny dentro de água e a Saphira na areia. Correm, brincam, nadam, escavam, sempre sobre o nosso olhar atento. E mesmo que isso signifique que jantamos à meia noite não faz mal porque só olhar para a felicidade delas é mais que suficiente.

A Samedi e a Riscas são as nossas coelhas. Essas ficam em casa. Nos primeiros anos - quando tínhamos seis coelhos - vinham também connosco mas entretanto percebemos que era muito stressante para os coelhos saírem do seu ambiente e por isso a nossa amiga Nanda vai lá a casa uma ou duas vezes por dia para tratar da Samedi e da Riscas.

A União Zoófila está a juntar, num só álbum, as fotos que lhes são enviadas de animais em férias. Ora espreitem lá como os animais ficam tão felizes com os seus donos.

Pela minha parte... ora vejam as nossas meninas:

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 (férias na praia, para a Bunny, implica nadar atrás das gaivotas)

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 A Saphira é muito ciosa das minhas leituras...

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 As quatro meninas, pouco antes de virmos de férias. A Samedi é a coelha preta, mãe das Riscas

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 Já a Saphira só entra na água se for obrigada ou se for a correr atrás da Bunny. Prefere escavar ou rebolar na areia

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 Impossível resistir a este ar de felicidade

Biscoitos para cães

A nossa Saphira fez anos esta semana. Quatro anos de idade. E a minha gaiata quis comemorar este marco duma forma especial e hoje foi para a cozinha fazer uma receita de biscoitos próprios para cães, que foi a delicia das patudas. 

Primeiro as fotos:

14407904_10154640192989636_558700715_o.jpgUns com cobertura, outros sem.

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O interior dos biscoitos.

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O ar deliciado da Bunny.

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A Saphira a comer o terceiro...

E a receita? Podem encontrá-la aqui. Para o molho de maça usamos esta receita sem o açúcar e o sal.

Agora vou ali num instante guardar os que sobraram senão as meninas comem todos os biscoitos que foram feitos.