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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Ceninhas

Tenho estado ausente. Nesta época do ano sobram-me coisas para fazer todos os dias e o tempo, esse, não estica, o que, às vezes é uma pena.

Vamos a um pequeno update desta minha ausência?

Regressei ao trabalho no final do ano, depois de 45 dias de baixa médica. A minha querida rotura muscular deu-me (e dá-me) que fazer. Foram 60 sessões de fisioterapia, anti-inflamatórios, descanso e canadianas. O pior já passou mas os cuidados ficaram porque, de vez em quando, ela – a rotura – lembra-se de me avisar que não se foi embora.

Regresso ao trabalho com direito a mudança de instalações. Estamos em open space, com as vantagens e desvantagens dum espaço em que tudo se ouve e em que é difícil que a temperatura e a luminosidade estejam do agrado de todos. Mas temos refeitório, com boa comida (até temos leitão e sushi em determinados dias da semana) a preços bastante acessíveis, num espaço com bastante luz e – o melhor – onde posso ler enquanto como. Olhando para as vantagens e desvantagens, claramente as vantagens são superiores.

Quem me acompanha no facebook e no instagram sabe que continuo a ir ao ginásio. Vá, aqui entre nós, até estou a gostar mas olhem que é segredo. Aos poucos estou a aumentar a dificuldade dos exercícios. Pode parecer pouco – andar 15 minutos na passadeira à velocidade 3,5 ou andar 10 minutos de bicicleta com a resistência a 2 – mas para quem nunca fez exercício algum e está a recuperar duma rotura é muito bom (e não me desiludam tá bem?)

Continuo também com a reeducação alimentar. Só houve uma refeição, há pouco tempo, em que me custou um pouco mais resistir a umas farófias. Quando decidi que não ia resistir… já tinham acabado e por isso não as comi. Não vos contei mas na segunda-feira a seguir ao Natal fui à consulta com a nutricionista e tinha perdido 700 gramas. Considerando que, no Natal, não tive grandes cuidados e que já se tinha passado o meu aniversário… acho que foi bastante positivo. Dia 31 deste mês terei nova consulta e vamos ver como correu este mês.

O maridão vai ter de fazer novo cateterismo. Já ando a estudar qual o livro que levarei para ler nesse dia. Já esteve agendado para dia 17 de Janeiro mas foi adiado na véspera por as camas estarem ocupadas com demasiados enfartes (sabiam que o frio potencia os problemas cardíacos? Eu nem desconfiava).

Um dos melhores livros que li em 2016 está nomeado para Óscar de melhor filme estrangeiro. Vejam o filme, leiam o livro. Vão ver que vale a pena.

E estou bem, não se preocupem. Apesar de apanhar o barco todos os dias entre o Barreiro e Lisboa, não estava no barco que embateu hoje no cais do Terreiro do Paço. Excesso de velocidade (só pode, de outra forma a parte da frente do barco não teria sido metida para dentro) e nevoeiro. Uma combinação explosiva quando não se sabe usar as tecnologias que os catamarans da Soflusa têm. Mas isto pode ser só mau feitio meu…

Coisas soltas

Passou cerca dum mês desde que o marido foi operado. A operação correu bem, apanhamos ainda dois sustos pelo meio, que felizmente, não passaram de sustos. Na semana em que foi a operação, estive a trabalhar a meio gás. Entre o trabalho, as idas ao hospital e as coisas da casa, o blog andou assim em banho-maria. Depois fiquei em casa com ele e o blog continuou em banho-maria - entre fazer pensos, sustos, médicos, exames e etc e tal, aproveitei para arrumar algumas coisas que iam ficando e ler, claro.

A seguir fui trabalhar e a minha sogra veio cá para casa ajudar. Já tentaram perder peso quando alguém cozinha que é uma maravilha? Pois... acho que engordei e não foi pouco enquanto a minha sogra cá esteve. Aliás, como dizia a minha filha (e eu subscrevo), o pai melhorou bastante mais rápido porque a comidinha era da avó. 

Claro que, no regresso ao trabalho, tive de recuperar as duas semanas que estive fora. O meu colega tinha tratado de quase tudo mas sempre ficam coisas atrasadas, naturalmente. Resultado... o blog andou em banho-maria.

Agora que o marido está no bom caminho e que as coisas se estão a compor, gripei eu. Alguém por ai quer uma tosse que não pára, que me faz doer as unhas dos pés, os maxilares, o peito e os cabelos? que soa como se fosse uma peça de metal a bater noutra? Ou uns brônquios congestionados de tal forma que parece que estou com falta de ar? eu ofereço, juro que ofereço... E nem quero coisa alguma em troca. Até porque esta gripe já me trouxe uma coisa boa - o nariz não entupiu! É importante frisar que, normalmente, o meu nariz passa o inverno (e o verão. e a primavera. e o Outono...) entupido. Mas desta vez eu tusso, eu espirro, eu volto a tossir, mas respiro. Pelo nariz! Digam lá que não é positivo???

Posto isto, deixemos o banho-maria e passemos a estufado. Todos os dias (assim eu consiga...).

Até já!

Coisas de salas de espera

Nas últimas três semanas - por causa do maridão e do seu bypass coronário (na verdade foram dois e de peito aberto, assim como os frangos) - acabei por passar algumas horitas em salas de espera de hospitais. Primeiro no Hospital de Santa Marta onde o jovem foi operado e esteve internado uma semana. E este fim de semana no Hospital do Barreiro, uma vez que o rapaz teve dores de tal modo intensas que teve de ficar em observação (confesso que começamos por pensar no pior mas felizmente não passou dum susto).

Mas antes...

Na semana anterior à operação fomos ao Hospital de Santa Marta falar com o cirurgião. E eu, que sou pessoa muito séria e que raramente se ri (ou então não) passei o tempo a tentar conter-me para não rir à gargalhada. E tudo porque estava lá um doente com complexo de eco. Confusos? eu explico. Cada médico, na sua sala, chamava o doente:

- José Manuel

e o dito senhor repetia:

- José Manuel

Outro médico chamava:

- Maria Joaquina

e o dito senhor repetia:

- Maria Joaquina

Enfim... foi a manhã toda assim.

Depois veio o dia do internamento e da operação. Foi-nos tudo bem explicado como vos disse e na terça o homem lá foi. Disseram-me para esperar que fosse chamada ao pé dos cuidados intensivos e eu levei o meu livro e lá me sentei. A partir das cinco a sala de espera começou a escurecer e mais pessoas a chegarem - as visitas eram das 17h às 18h, mas era necessário tocar à campainha e esperar que alguém viesse abrir a porta. Estava lá tudo bem explicado assim como estava explicado que bastava tocarem uma vez. Mas quem chegava tocava várias vezes e se alguém saia queriam logo entrar sem esperar. Assim como se esqueciam que só podia entrar uma pessoa de cada vez e queriam entrar todos ao mesmo tempo - o que, obviamente, fazia todo o sentido numa Unidade de Cuidados Intensivos!

Tentei nunca dizer nada mas confesso que me irritavam as pessoas que chegavam, desatavam a tocar como se não houvesse amanhã e tentavam desrespeitar as regras. E o mesmo na enfermaria. Há regras, estão expressas. Qual a dificuldade em cumprir? 

Falemos agora neste último fim de semana e no Hospital do Barreiro. Antes de irmos ligamos para a Saúde 24. Afinal não sabíamos se seriam dores normais ou não ou o que deveríamos fazer. Foi um instante enquanto a enfermeira de serviço nos disse que sim, era preciso ir ao Hospital. Ela enviou o fax, nos enfiámo-nos no carro e lá fomos. Fizemos a inscrição e cinco minutos depois fomos chamados para a triagem. Ainda na triagem o marido foi logo colocado numa maca e a enfermeira pediu-me que esperasse cá fora que me haveriam de chamar. E eu lá fui, sentei-me na cadeira e fui observando. 

Um homem aos berros, cujo problema que o levava ao hospital era não ter conseguido dormir queria, por força, que a administrativa que tinha feito a inscrição, lhe passasse um medicamento para dormir ou que chamasse a psiquiatra. Outros queriam passar à frente na triagem. Enfim...

Depois lá fui chamada e o médico lá me descansou - que não era nada de cuidados, mas que preferiam que ele ficasse em SO para descartar todos os problemas. Muito bem, perguntei como funcionavam as coisas e ele lá me explicou. Vim embora tranquila e voltei, mais tarde, para a visita. Perguntei onde se ia buscar a senha, explicaram-me e fui para a fila buscar.

A fila... que dava uma volta. Dois ou três seguranças a distribuir senhas para as visitas de todos os pisos do hospital. São poucos, é verdade, mas são os que estão lá. Algumas pessoas na fila discutiam, barafustavam porque o tempo estava a passar, assim não iam estar tempo nenhum com os doentes, que lentos, e que assim e assado. Caramba, os seguranças estavam a fazer o trabalho deles, não são eles que tem a culpa se são poucos, então porque descarregar neles? não faz sentido...

Depois a sala de espera para entrada no SO. As visitas são chamadas uma a uma pelo nome do doente e só pode entrar uma. Tudo bem explicado quando se recebe a senha no segurança e tudo bem explicado nos quadros à volta da sala - só duas visitas e uma de cada vez. Então porque raio é que discutem com quem está a chamar as visitas porque querem entrar dois de cada vez?

Enfim...

No dia a seguir, domingo, o rapaz teve alta. Falamos com o médico, com a enfermeira e enquanto o médico passava a alta eu fui ao carro buscar a roupa para ele vestir. Cheguei às urgências, como me explicaram, e falei com o segurança que me pediu que esperasse. Enquanto esperava fui observando.

Uma senhora cujo marido tinha acabado de entrar queria porque queria entrar com ele. O segurança explicou - várias vezes - que só podia entrar o doente, que o médico ou a enfermeira chamariam os familiares se fosse preciso e a senhora insistia - mas eu quero entrar! - e o segurança repetia a explicação. Quando ele se virava para falar com outra pessoa... a senhora tentava entrar à socapa. Senhores!

Uma jovem, sentada no chão, quase a dormir. Meia hora que estive sentada na sala de espera enquanto o segurança esperava que lhe dessem a ordem para levar a roupa ao marido e a jovem esteve sentada quase a dormir, no chão do hall de entrada do hospital. Finda essa meia hora o telemóvel da moça tocou e com esse toque começou um ataque de tosse. Dizia ela ao telefone: estou aqui farta de tossir, não consigo parar e não me chamam para ser vista pelo médico. Até me deram uma pulseira verde... - como é que diz que disse? eu só a ouvi tossir quando o telefone tocou, antes disso estava era quase a dormir - e depois ainda disse: é que eu sou alérgica à lixivia e estive a limpar o quarto com lixivia - a sério? sabe que é alérgica e usa? eu sou alérgica, cá em casa a lixivia não entra. Há outros produtos que também limpam e não me deixam doente!

Enfim...

E por fim, a parte hilariante. Os tempos de espera que estavam no ecran do hospital e que me fizeram rir com gosto:

Doentes urgentes - 103 minutos

Doentes não urgentes - 19 minutos.

Faz sentido...!

 

Digam-me sinceramente...

Quão mau é estar num restaurante, ouvir alguém espirrar e pensar: parece-me mesmo os espirros da minha Bunny. E logo a seguir, na rua, a amiga com quem almoçaste, dizer: quando ouvi aquela senhora espirrar lembrei-me da mula que o meu tio tinha e que espirrava daquela maneira?

Banalidades*

banalidades.png

Foi uma semana louca... 

Começou com as compras de roupa para os gaiatos. O rapaz terá crescido uns 25 cm no verão (como diria a minha avó, medrou bastante) e não havia um par de calças que lhe servisse. Ela cresceu menos mas ainda assim também precisava. Para ele ainda foram precisos ténis, já que passou do 44 para o 46 (pode dormir em pé sem problema, tem bastante apoio...). Só compramos dois pares de calças para ele, ao ritmo que está a crescer, comprar mais era deitar dinheiro à rua. Assim é usar e lavar. Enquanto usa umas, as outras lavam.

Depois... ele voltou à escola só esta semana. A tradição ainda é o que era e, o primeiro dia de aulas é, normalmente, o primeiro dia em que ele está doente. Amigdalite com direito a injecção de penicilina e uma semana em casa. Enfim, a oeste nada de novo, faz parte e já todos sabemos que é assim. Adiante. Regresso às aulas na segunda-feira, ao fim do dia:

mãe, o livro de Geografia não serve, o da mana é a versão do ano passado e eu preciso da versão deste ano.

Lá se foram as minhas contas escolares. Os meus filhos tem dois anos de diferença e, julgava eu, que, pela primeira vez, ia reaproveitar livros. Julgava eu! Porque não foi só Geografia. Foi também para Português, Físico-química e Ciências. Quatro livros que custaram € 124,08. E tudo porque há nova edição resultado do novo programa. Para além do custo, nem sequer tive direito, desta vez, a descontos ou ofertas. Não se percebe, sinceramente! Felizmente podemos pagar esta quantia inesperada mas há imensas famílias que não podem. Como é que estas coisas acontecem?

Esta foi também a semana em que a Inominável nasceu. Uma revista para lá da blogosfera que reúne dezasseis inomináveis e que deu muito trabalho e muito gozo. Se ainda não a conhecem, esta é a altura de o fazerem. A 1 de Dezembro sai o próximo número e posso dizer-vos que será ainda melhor.

Mas no dia do nascimento da revista fui também para os Julgados de Paz de Lisboa. Dada a ausência, na tentativa de mediação, da pessoa contra quem tinha sido metida a acção, foi agendado o julgamento. Para as 12h30. E nós, os autores, chegamos às 12H20. Passaram as 12h30, as 13h, as 13h30... e nós sempre a perguntar quando nos chamavam.

Têm de esperar, já chamamos.

Pois... chamaram quase às 14h45 depois de muita insistência. É que alguém agendou o julgamento mas esqueceu-se de anotar na agenda e por isso ninguém sabia que lá íamos estar. E a outra parte também não apareceu. Estávamos esfomeados, irritados e nada ficou resolvido. Agora é aguardar a sentença e decidir os passos seguintes.

Sábado, a apresentação dum livro dum grande poeta, Vítor Cintra. Não sou fã de poesia, já se sabe, mas sou fã do Vítor e da sua poesia. Um homem cultíssimo, educadíssimo, com uma memória fabulosa e que merecia um maior reconhecimento dos seus pares. Esperemos que não chegue tarde de mais.

Espero que a semana que vai entrar seja mais calma, mais serena e que me permita aqui estar mais tempo. Esperemos...

 

título roubado com todo o carinho à M.J.. Estas minhas banalidades não chegam sequer aos calcanhares das dela mas apeteceu-me usar o mesmo título como forma de homenagem

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