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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Ouvido de passagem

No café 

- mãe, posso comer um gelado?

- sim, podes. Escolhe o que quiseres.

- um qualquer?

- sim, um qualquer.

- então pode ser este? (Era um calipo)

- esse não. Escolhe outro.

- então este  (um perna de pau)

- esse também não. Escolhe outro.

- e se for este? (Super maxi)

- não. Tens de escolher um que não derreta e te suje. Olha, come um epá.

 

(Eu comi um solero de morango enquanto me ria com isto)

 

Conversas #16 sobre...

A propósito desta noticia, digo eu para a minha filha:

- tecnicamente a pílula não é um medicamento.

- mas previne doenças.

- um bebé não é uma doença.

- é sim! é um tumor.

- Um tumor???

- Sim!

- mas tu não és um tumor. E nasceste de mim!

- Não sou mas já fui. Até fui removida de ti. As cesarianas são operações de remoção do tumor. Eu não tenho data de nascimento, tenho data de remoção!

(ainda me estou a rir)

 

Conversas #15 sobre a morte

Soube hoje que, quando a minha avó morreu, aconteceu esta conversa entre os meus filhos e os meus sobrinhos:

- Não percebo porque é que as pessoas morrem todas à noite.

- Pois é, o avô Manuel também morreu à noite.

- Olhem, mas não são só as pessoas. Um dos nossos coelhos também morreu à noite.

- O que vocês ainda não sabem é que, a maior parte das vezes, nós somos feitos à noite...

Conversar com os filhos

dialogo_novo.jpg

Vejo, cada vez mais, pais e mães com dificuldade em comunicar com os filhos. Normalmente pegam num telemóvel ou num ipad/tablet, pespegam com ele nas mãos dos gaiatos e pronto. Os pequenos jogam, os pais conversam (se não tiverem, também eles, smartphones) e não há conversa com os filhos.

Aprendi, muito cedo, que há necessidade de conversar com os filhos. Desde que eles nascem. E aprendi isso com o pediatra dos meus filhos. Quando a piolha

(é engraçado que, apesar dela ter 1.84 m – ou seja, é maior que eu, eu continuar a chama-la de piolha)

Dizia eu, quando a piolha nasceu, o pediatra disse-me – converse com a sua filha. Fale-lhe, conte-lhe o que está a fazer. Faz-lhe bem ouvir a sua voz. E eu assim fiz. Com ela e com ele.

Aos dois anos, a piolha foi para a creche e eu fiquei com o mais novo em casa. Ainda estava de licença de parto. Foi um drama para ela. Até nascer o irmão, tinha estado em casa da avó. Depois ficou comigo. E a seguir – creche. Correu mal. Pontapeou uma das auxiliares, chorou baba e ranho… enfim, uma miséria. Na segunda semana e por causa duma consulta de rotina do piolho pedi a opinião ao pediatra sobre o que se estava a passar. E ele só me perguntou – já falou com a sua filha? Falar? Mas ela tem dois anos!!! Sim, tem dois anos e obviamente não lhe vai recitar os Lusíadas. Vai-lhe explicar, numa linguagem acessível e enquanto a veste ou lhe dá banho, a razão pela qual ela tem de ir à escola.

E eu, sem saber muito bem o que pensar disto, lá conversei. Entre a brincadeira, vesti-la e despacha-la, lá lhe expliquei porque é que ela tinha que ir à escola e porque é que o irmão ainda ficava em casa comigo. Frases simples, brincadeira pelo meio… e nesse dia a gaiata não chorou na escola e ficou bem. Se não tivesse visto não iria acreditar. Aquele pequena conversa fez maravilhas.

Dai para a frente fiz sempre o mesmo. E por isso cá em casa conversamos sobre tudo entre os quatro. Falo com eles com abertura e honestidade sobre todos os temas, sejam eles quais forem. Eles sabem, por exemplo, que não podem falar com estranhos. E sabem quais os riscos reais se o fizerem. Eles sabem o que é a pedofilia e sabem que tipo de fotos podem colocar na internet. Quando há doenças graves na família eles sabem qual é a doença e que riscos há.

Honestidade e abertura. São as palavras-chaves das conversas cá em casa. E, acreditem, estas duas palavras fazem maravilhas nas relações entre pais e filhos. Porque as conversas são como as cerejas e se falarmos com eles – os filhos – eles falam connosco – os pais. E isso é do mais gratificante que podem imaginar.

Conversas #11 em casa

A propósito dum anúncio sobre a disfunção eréctil, onde aparece, ás tantas, uma mulher que começa a dizer "eu...". e vai daí diz a gaiata muito rapidamente

- mentirosa!
- então porque? queres ver que as mulheres não podem ter disfunção? 
- podem mas não é eréctil. ou é eréctil porque não conseguem levantar as mamas?
E pergunta ele:
- o que é a disfunção eréctil?
- (eu para a minha filha) vá, já que sabes tão bem, explica lá ao teu irmão.
- Simples, é quando o canhão não dispara!
- (depois de quase deitar fora a comida que tinha na boca, a rir) Explica-lhe como deve ser!
- Então, há dois soldadinhos. E o canhão. E a disfunção eréctil é quando o canhão não dispara as balas que os soldadinhos lhe deram.
 
(por esta altura já todos nos riamos e foi impossível explicar mais alguma coisa. Mas o gaiato percebeu...)

Conversas #10 em casa

A gaiata foi numa visita de estudo a Sevilha (no meu tempo íamos a Mafra e já nos podíamos considerar com sorte, mas adiante).

O regresso estava previsto para as 20h e pouco tempo antes mandei-lhe um sms a perguntar onde estava. Aqui fica a conversa:

- Então onde estás?

- Na estrada.

- Pensei que estavas no autocarro.

- E estou. Mas o autocarro está na estrada.

- Ok.. e em que zona da estrada.

- Na faixa da direita.

- Estúpida!!!

- Tecnicamente está certa.

- Mas não serve para nada.

- Mas continua certo.

- Ok... e em que zona do país fica a faixa direita da estrada onde estás dentro do autocarro?

- Montemor

 

(demorou, mas lá consegui saber. Era tudo uma questão de fazer as perguntas certas! vá-se lá saber com quem é que ela aprendeu isto...)

 

Conversas #9... na Loja de Animais

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Na loja de animais, e depois de comprar uma coleira igual a esta, o empregado estava a explicar a um senhor como devia fazer para o cãozinho não puxar quando o fosse passear e, nesse momento, entra o namorado do cliente.

E diz o cliente para o namorado (sem se aperceber que eu estava por detrás):

Olha o que comprei para ti!

Eu tentei, eu juro que tentei. Mas a gargalhada foi mais forte que eu...

(terão visto as 50 sombras de Grey?)

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