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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

O poço das sombras (As Crónicas de Bridei III)

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O Poço das Sombras – As Crónicas de Bridei III de Juliet Marillier

Editado em 2011 pela editora 11 X 17

ISBN: 9789722522502

 

Sinopse

Em missão secreta na Irlanda por ordem do Rei Bridei de Fortriu, Faolan tem também de dar a notícia da morte de um bravo guerreiro. Porém, o principal assassino e espião de Bridei tem de enfrentar os demónios do passado sombrio da sua família com resultados inesperados.

Quando segue o rasto de um poderoso clérigo cristão que pode ser uma ameaça para a estabilidade do reino pagão de Bridei, Faolan torna-se responsável por uma criança, um cão e Eile, uma jovem perturbada e desconfiada.

Para Eile, a viagem a Fortriu é uma confrontação. Acostumada a uma vida de privações e labuta, a jovem vê-se perante um mundo estranho, cheio de lições novas, onde o principal desafio é aprender a confiar nas pessoas. Na corte de Bridei, em Monte Branco, notícias perturbadoras vindas do reino vizinho de Circinn, levam o Rei a convocar a conselho os seus chefes-de-guerra. Após o desaparecimento do principal conselheiro de Bridei e a morte trágica de uma jovem criada, a ameaça provocada pela influência cada vez Maior da Cristandade parece ser o menor dos perigos...

 

A minha opinião

Termina, com este livro, a trilogia As crónicas de Bridei e, como é habitual nos livros desta autora, fiquei com vontade de continuar a acompanhar as aventuras e desventuras de todas as personagens. N’o Espelho Negro (As Crónicas de Bridei I), acompanhamos a vida de Bridei, que, aos quatro anos, é entregue a Broichan para ser educado para se tornar o novo rei e de como Tuala e Bridei se apaixonam e os problemas que tiveram de enfrentar antes de poderem ficar juntos. N’a Espada de Fortriu (As Crónicas de Bridei II) é a vez de Ana e Drustan que se apaixonam em condições adversas mas que, com a ajuda de Faolan e de Deord, conseguem fugir para Monte Branco e ficar juntos. Em simultâneo, Bridei vai para a guerra com os Celtas para que os seus domínios fiquem livres da sua influência.

Neste último livro, Faolan, depois de deixar Ana e Drustan na corte, em segurança, resolve enfrentar o passado e vai na direcção do seu país natal. Mas antes tem um recado de Deord para entregar à irmã deste. Quando chega a casa de Deord conhece Eile, a jovem filha de Deord e de quem ele nunca tinha falado antes. Aos 15 anos, Eile, violentada desde tenra idade pelo tio, tem uma filha, Saraid, com apenas 4 anos. Quando Faolan se apercebe, Eile e Saraid já estão à sua guarda e acompanham-no no regresso a casa onde Faolan vai enfrentar os seus maiores pesadelos.

Entretanto na corte de Bridei, o primo e a irmã de Ana chegam para o conselho de chefes que Bridei convocou. Será que Breda poderá ser a nova refém do reino, tal como Ana ou será que o seu feitio não se coaduna com a vida numa corte informal como é a corte de Bridei?

Confesso que, dos três livros, este foi o mais interessante e o que mais me prendeu. De tal modo que ontem à noite me esqueci de me ir deitar…

Para quem gosta de leitura do fantástico, esta é, sem dúvida, uma trilogia a ler e uma autora a acompanhar.

A Espada de Fortriu - (As Crónicas de Bridei II)

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A Espada de Fortriu - As Crónicas De Bridei II de Juliet Marillier
Editado em 2010 pela 11 X 17
ISBN: 9789722521925
 
Sinopse
Depois de O Espelho Negro, chega-nos o segundo livro das crónicas de Bridei.
O reino de Fortriu gozou de cinco anos de paz desde que Bridei chegou ao trono. Agora, o rei prepara-se para uma guerra há muito esperada que, segundo pensa, banirá para sempre do Ocidente os invasores Galeses. A princesa Ana, refém de Fortriu desde a sua infância, é enviada para Norte, para se casar, estrategicamente, com um líder que nunca viu, e com isso ganhar um aliado no qual se baseia a vitória de Bridei. A sua escolta é conduzida por um homem que ela despreza: o enigmático Faolan, assassino e espião de Bridei. A expedição é infortunada e, quando Ana chega junto do líder a quem fora prometida, numa fortaleza perdida nos Bosques de Briar, ela não se sente à vontade. Trata-se de um lugar cheio de segredos. Quando Ana descobre um prisioneiro mantido na mais austera reclusão, é confrontada com uma conspiração de silêncios. Entretanto, Faolan percorre um delicado caminho entre a lealdade e a traição.
As forças de Bridei marcham para o campo de batalha. Mas aos que ficam para trás é revelado que o seu rei marcha em direcção à derrota e, mais do que isso, o espera a morte certa. Só um mensageiro é capaz de o alcançar a tempo, mas chamá-lo porá em perigo o que é mais querido para Ana.
 
A minha opinião
Enquanto que n'O Espelho Negro (As Crónicas de Bridei I) acompanhamos a história de Bridei e Tuala, neste segundo livro as personagens principais são Ana e Faolan. Ana, uma das poucas amigas de Tuala e refém do reino desde tenra idade é convidada, por Bridei, a assumir um papel preponderante na política, como noiva de Alpin, um líder estratégico e cuja localização poderá ser benéfica na luta de Bridei para banir os Celtas do seu território. Faolon, amigo e confidente de Bridei, é convidado a levar Ana até ao noivo sem que se tenha a certeza se Alpin a aceita ou se irá cumprir a sua parte do acordo. 
Para Faolon, está será a sua pior missão de sempre, por ter de levar, consigo, uma princesa mimada e sem qualquer preparação. Mas Ana, ao longo da viagem prova que afinal talvez esteja tão bem preparada quanto Faolon.
Ao chegarem ao reino de Alpin, Ana percebe que vai ser difícil cumprir o que se espera dela - casar com Alpin, um homem violento e pouco sério que lhe causa imensa repulsa. Acaba também por descobrir que a primeira mulher de Alpin morreu em circunstâncias pouco claras e que, quem está a pagar pela sua morte talvez esteja inocente. Será que, ao casar com Alpin, irá conseguir, em simultâneo, provar a inocência de Drustan?
Quanto a Bridei e Tuala, casados há cinco anos e com um filho, Derelei, surgem outros problemas. Bridei tem de ir para a guerra, aquela para a qual se está a preparar desde sempre e que, se tiver sucesso, irá acabar com o domínio celta nalgumas zonas do reino. Tuala, com o marido longe, cede à tentação e volta a consultar a taça da visão e acaba por ver o assassinato de Bridei por um dos seus guarda costas. Será que consegue evitar este acontecimento? e a que custo?
Mais uma vez, esta que é uma das minhas autoras favoritas da literatura do fantástico, não me desilude. Este livro tem de tudo para ser, também ele, fantástico.