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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Chapéus (de chuva) há muitos

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Sua palerma...

Quem te manda a ti, Magda Maria (sem Maria) sair de casa, em dia de chuva, sem chapéu? ainda para mais, sua idiota, espreitaste pela janela da cozinha e percebeste logo que, apesar de, no Barreiro, estar apenas a chuviscar, as nuvens por cima de Lisboa anunciavam chuva e daquela que molha parvos e menos parvos.

Ora se viste isso tudo, explica-me lá porque raio saíste de casa ligeirinha, sem chapéu de chuva?

Não tens resposta, não é? Pois... e depois queixaste que te molhas, que ficas encharcada, que te constipas... e que gastas imenso dinheiro em chapéus de chuva que ficam espalhados pelos quatro cantos porque te acabas por esquecer onde os deixas!!!!

Toma juízo, 'pariga, toma juízo que o Inverno está a chegar, a chuva também e vê se te habituas a andar de chapéu. É que, se não te habituares, quem vende chapéus agradece mas a tua carteira não!!!

 

Coisas de praia

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Estar de férias em Sesimbra é também ir à praia. Aliás, estar em Sesimbra é ir à praia e pronto. Tirando a Feira do Livro – que este ano tem uma programação fantástica e onde estarei esta quinta-feira a apresentar o meu Viagens – pouco mais há a fazer além de praia (preferencialmente acompanhada de um bom livro, obviamente).

E ir à praia é, seguramente, ver uma série de coisas mal feitas, por pessoas que, por mais vezes que sejam avisadas, continuam a fazer os mesmos disparates. Sabe-se lá com que consequências futuras para os seus rebentos.

Vou-me cingir aos disparates (para ser simpática) cometidos por parte dos paizinhos e que afectam terceiros. Porque, sinceramente, me estou nas tintas para as parvoíces que fazem e que só os colocam a eles em risco.

Comecemos por aqueles que alguns fazem, achando que estão a ser bons pais e que, afinal, deviam era levar com uma marreta na cabeça. E aqui, nada como iniciar com as horas a que alguns levam os seus pequenos herdeiros para a praia. Qual é a parte que ainda não perceberam? Quantas vezes precisam de ouvir ou ler que, entre as 11h e as 16h (pelo menos) o Sol faz mal? Faz mal aos adultos e faz muito mal às crianças e aos bebés. Chegar à praia às 11h30 com bebés de colo é inclassificável. Passar o dia com eles na praia é muito estúpido. É assim tão difícil de perceber? Precisam dum desenho? É que nem com toneladas de protector solar (quando o metem…) conseguem proteger os rebentos dos efeitos nocivos do sol.

E continuando nos herdeiros.

Quem é que disse aos paizinhos que é boa ideia deixar as crianças e os bebés andarem nus na praia? Para além da areia se enfiar em todos os buracos e dobras (e é mesmo em todos, sem excepção), a areia está suja. Cães e outros animais podem lá fazer as suas necessidades, há pulgas da areia, há outros bichos e bactérias e não há nada, absolutamente nada, entre as partes intimas das crianças e a areia. É difícil de perceber? Mas mesmo que acreditássemos que a areia estava imaculada (que não está!) já pensaram no quanto os pedófilos adoram ver as vossas crianças todas nuas? Assim nem precisam de se preocupar muito. Vão para a praia e gozam à vontade. Já não basta as fotos das crianças nuas no facebook que continuam a aparecer? (fui clara ou precisam de mais informação?)

Cães na praia. Sim, eles adoram praia. Adoram correr na praia, mergulhar, fazer buracos. Eu sei, tenho duas. E levo-as à praia. Fora das horas de calor, normalmente ao fim da tarde, princípio da noite. Não me passa pela cabeça leva-las a passar o dia inteiro na praia, mesmo que leve água para elas beberem. Caramba, elas tem pelo! E o pelo é quente! Se nós temos calor, imaginem os pobres dos cães. Os cães precisam de ser resguardados do calor e há cuidados especiais a ter com eles na altura do calor. Levá-los à praia não está incluído.

São coisas tão fáceis de perceber. Não é preciso um curso superior nem nenhum mestrado. Acreditava, eu que sou crédula, que simples senso comum bastaria. Parece que não. Espero, sinceramente, que um dia, não se arrependam das asneiras que foram fazendo

Parvoeiras #3… no Multibanco

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Ora vamos lá hoje rir com algumas situações caricatas a que assisti e que envolvem multibancos. Lenços a postos, se faz favor, que são muito engraçadas.

A primeira aconteceu aqui há uns 20 anos. Numa noite fria e chuvosa de Dezembro, precisei de ir levantar dinheiro para ir à Farmácia que era mesmo ao lado. Se hoje é rara a loja (seja do que for) que não tem multibanco, na altura passava-se exactamente o contrário – quase nenhuma das lojas tinha multibanco. Multibanco na rua, claro e sem o telhadinho que agora os bancos, simpaticamente, colocam. Estão a ver o cenário, certo? Uma jovem pega no cartão, mete o cartão, faz a operação, sai um papel, sai o cartão e ela espera um bocadinho. Volta a meter o cartão, faz a operação, sai um papel, sai o cartão e ela espera um bocadinho. Eu estava em terceiro na fila atrás dela e a fila a continuar a aumentar. E a senhora volta a meter o cartão, faz a operação, sai um papel, sai o cartão e ela espera um bocadinho. À quinta ou sexta vez depois de fazer esta sequência, a senhora vira-se para a fila e pergunta: alguns dos senhores me pode ajudar a fazer uma requisição de cheques? E eu, que já tinha feito uma vez, ofereci-me para a ajudar. Fui para o pé dela e disse-lhe para meter o cartão na máquina. Depois mostrei-lhe quais as opções a escolher. No fim, saiu o talão e o cartão. E diz-me a senhora: mas é isso que eu tenho estado a fazer mas os cheques não saem…

Confesso-vos que tive de fazer um grande esforço para não rir. E lá lhe expliquei que, tal como dizia no talão que tinha saído da máquina, os cheques tinham de ser levantados no balcão da conta cinco dias úteis após aquela data. Acho que a senhora requisitou uns 10 livros de cheques…

A segunda passou-se mais ou menos na mesma altura – há coisa de 20 anos e foi num hipermercado. Estava à minha frente uma velhota a registar as compras. Quando acabou disse à funcionária da caixa que ia pagar com multibanco. A funcionária passou o cartão e disse à senhora, apontando para a máquina do multibanco: agora tem de dizer o código e depois verde. E a senhora diz, aproximando a boca da máquina: 1234 verde! Eu chorei a rir. A funcionária do hipermercado conseguiu – não sei como – ter a presença de espírito para pegar na máquina, digitar o código e fazer o pagamento, sem sorrir sequer. Depois da velhota se ir embora foi risada geral…

A última passou-se à coisa dum ano, no restaurante onde vou almoçar quando estou a trabalhar. Eram os primeiros dias em que eles tinham máquina multibanco e a jovem que atende às mesas não sabia se aceitavam cartão refeição ou não. E pediu-me o cartão para ver se passava na máquina. Bom, contrariamente ao habitual lá a deixei levar o cartão. E diz ela, depois de passar o cartão, alto e bom som, para mim, que estava no extremo oposto da sala – não me deu o código!! E eu, da mesma forma, alto e bom som – chama-se código pessoal por alguma razão, não acha?


E convosco, alguma situação caricata com o uso dos multibancos?

Atravessar a autoestrada a pé

Lisbon-suspension-bridge.jpg

Ora então vamos lá imaginar aqui uma situação.

Sábado à tarde, bom tempo, muito trânsito na saída e na entrada de Lisboa, pela Ponte 25 Abril/Salazar ou por cima do Tejo. Saída da ponte, sentido Norte Sul, alguns dos carros seguem para Almada, outros para a Costa da Caparica e os restantes começam a descida - também conhecida por zona de aceleração. Passa-se de 70 km/hora para 120 km/hora.

Acho que já o disse mas volto a dizer - havia muito trânsito o que se traduz por muitos carros e motos em ambos os sentidos.

E o que é que não esperamos ver no meio? Pessoas! Sim, 4 jovens adolescentes a atravessar a auto-estrada. Mais uma vez, numa zona de aceleração, com muito trânsito. Na auto-estrada.

Sabem aqueles nanossegundos em que achamos que estamos a ver mal, que estamos a sonhar ou mesmo a ter um pesadelo? Pois que foi isso que me aconteceu ontem. Achei que não podia ser. Não podiam estar quatro estúpidos anormais engrumemos adolescentes a atravessar uma auto-estrada. Num sábado à tarde. Com imenso trânsito. Na zona de aceleração. Mas estavam. O pior é que estavam.

Não fui a única a vê-los e a ficar sem reacção. Ou por outra, tive, felizmente, o bom senso (sabe-se lá porque) de continuar a conduzir e de não travar - assim como tiveram todos os que estavam nos carros e nas motas a passar naquele sítio, naquele momento. Se um de nós tivesse travado, qualquer um de nós - por causa do susto, da surpresa, ou da inexperiência teria havido um grande acidente e não se teria ficado por danos materiais.

Se por acaso um deles tivesse sido atropelado (parece que não, pelo menos não se ouviu nada nas notícias) a culpa seria, exclusivamente do peão por estar a passar, a pé, num sítio proibido. Mas o condutor como ficaria? E o acidente que poderia ter provocado?

Felizmente não aconteceu nada - aparentemente. E, muito provavelmente, os palermas chegaram ao outro lado da estrada o que os terá feito pensar que podem repetir esta brincadeira.

Mas um dia pode correr mal. E depois? Como ficam as famílias dos jovens e os envolvidos no possível acidente?

Conversas #9... na Loja de Animais

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Na loja de animais, e depois de comprar uma coleira igual a esta, o empregado estava a explicar a um senhor como devia fazer para o cãozinho não puxar quando o fosse passear e, nesse momento, entra o namorado do cliente.

E diz o cliente para o namorado (sem se aperceber que eu estava por detrás):

Olha o que comprei para ti!

Eu tentei, eu juro que tentei. Mas a gargalhada foi mais forte que eu...

(terão visto as 50 sombras de Grey?)

Eu & os disparates #2 as minhas quedas

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A propósito de Quem nunca deu um tralho que levante a mão (donde também “roubei” a imagem), deixem-me contar-vos algumas das minhas quedas que foram, no mínimo, hilariantes.

Começo por explicar que sempre tive queda para a queda e, portanto, desde muito nova que o chão é um bom amigo, um companheiro. Não raras vezes, consegui tropeçar em chão lisinho lisinho. Umas vezes com queda, outras só com um desengonço.

Talvez por isto, a questão de Usar ou não sapatos salto alto? nunca se colocou.

Conto ainda que cheguei a ir na rua com amigos meus que, de repente, deixaram de me ver. Pois, estava no chão…

Dito isto, vamos às duas ou três quedas que me lembro mais.

A primeira que vos conto aconteceu quando eu estava no oitavo ano. Nesse ano a escola decidiu que todos os alunos tinham de ir ver um filme em Francês na Casa da Cultura (o único cinema que o Barreiro teve durante muitos anos). Reservaram o cinema – plateia e balcão – para a escola e lá fomos todos. Eu e algumas amigas sentamo-nos, separadas, no balcão que tinha umas escadas a meio. E lá começamos a ver o filme. Só que o dito era tão mau, mas tão mau, que, a meio da primeira parte resolvi ir-me embora sem ninguém dar por isso. Como tinha combinado com as outras irmos juntas, subi, sorrateiramente, as escadas no escurinho do cinema. E, p’rai no penúltimo degrau esbardalhei-me e, claro, gritei com o susto. O estrondo da queda mais o grito fizeram com que o projeccionista para-se o filme para ver o que se passava e lá estava eu, sentada nas escadas, a rir à gargalhada (sempre tive tendência para rir depois de cair) e, pelo meio da risada, lá consegui avisar as minhas amigas que me ia embora. E elas, serenas como elas próprias, só me responderam – ok, mas precisavas mesmo de parar o filme?

Mais tarde, em Sesimbra, consegui cair 3 vezes, em 3 dias seguidos, no mesmo sítio. Ao quatro dia mudamos o passeio para o outro lado, não fosse eu continuar a cair. Curiosamente nunca mais passamos naquele sítio – ainda assim eu não caia outra vez. E não, não havia buracos nem ressaltos no chão. Era mesmo só eu no meu melhor.

Cheguei a cair escadas abaixo no trabalho e ter a sorte de ser aparada por um colega, lá ao fundo, que, pelo meio do riso, só me disse – sempre sonhei ter-te nos braços, mas não assim! Ou escadas abaixo do barco e ser aparada por um jovem que meteu as mãos a aparar a minha queda e me pediu logo desculpa pelo sítio onde elas (as mãos) tinham ficado. E eu, mais uma vez a rir, só lhe agradeci e disse-lhe que não importava.

A pior aconteceu em 2011 e veio, quanto a mim, provar que o exercício físico faz mal à saúde. Naquele longínquo dia, sai do autocarro na Praça de Espanha e meti pés a caminho. O meu trabalho fica a mais ou menos meia horinha a andar do sítio onde o autocarro me deixou e eu achei que era uma boa oportunidade para começar a andar a pé. Só que a meio do caminho começou a chover, não havia paragem de autocarro ou de metro que me valesse e eu lá me meti num táxi – sob pena de tomar um segundo banho. Quando o táxi chegou ao destino, paguei, sai, e aterrei no chão. Só depois percebi que tinha esbarrado num pilarete de cimento. Bom, lá consegui – com ajuda – sentar-me no chão e disse às minhas colegas que entretanto tinham chegado: não se preocupem, isto já passa. Só preciso de estar sentada por um bocadinho. Ora uma foi buscar uma mesa, a outra uma cadeira e a terceira o pequeno-almoço. E eu fiquei sentada – já na cadeira – a comer à espera que passasse. Não passou. Fiquei seis meses de baixa, dois deles de muletas e foram dois anos de fisioterapia…

Curioso é que, quando estava no 2º ano do ciclo (actual 5º ano) corri à frente dum comboio, numa linha férrea, e não tropecei. Diz quem viu que eu parecia ter asas nos pés…

E vocês, que quedas já deram? Ou tem a sorte de nunca terem caído?

Que espécie de gente…

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... está à frente de sindicatos que se plantam à porta dos hospitais à espera que cirurgias e consultas sejam adiadas por causa duma greve? E se fossem eles a precisar? E se fossem os seus familiares?

É nestas alturas que o meu mau feitio vem ao de cima e me faz desejar que esses mesmos sindicalistas precisem, muito – mas mesmo muito – dum médico num dia de greve.

Eu dava-lhes, dava-lhes…

Num banco de jardim

Já o disse aqui, um dos sítios onde gosto de ler no jardim, sentada no banco. Nem sequer me importo com as crianças que brincam no jardim, só me incomodam as moscas e as pessoas que não sabem o que é um caixote do lixo e espalham o lixo todo no chão.

Uma das razões pelas quais gosto de estar no jardim é que posso, de vez em quando, levantar a cara do livro e ver quem passa. Não que isso aconteça muitas vezes quando estou a ler, mas lá acontece de vez em quanto. Ou então se me telefonam quando lá estou sentada, posso falar ao telefone enquanto vejo o que me rodeia.

No banco que está nas fotos mais abaixo isso não é possível. Porque o banco de jardim está virado para o muro em vez de estar virado para a estrada. É estranho não é? e pode parecer mentira. Mas olhem bem as duas fotos:

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E onde é isto? pois, em Lisboa, quando se sai da ponte 25 de Abril pela saída das Amoreiras. Se forem com atenção vão lá ver este banco, fantasticamente colocado.

Mas será que é só esse problema do banco? não, não é. Se repararem nas fotos, há uns canos que vem das casas de cima e que deitam... água? Bom, se fosse só água não era mau. Mas são esgotos. Assim, a céu aberto. Entre os canos e a água (?) que escorre das paredes do morro, não sei, ao certo, qual deita mais esgoto.

O que sei é que este banco, estranhamente, nunca está ocupado. E eu não percebo, sinceramente, se é culpa da vista ou do cheiro...

 

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