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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Chapéus (de chuva) há muitos

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Sua palerma...

Quem te manda a ti, Magda Maria (sem Maria) sair de casa, em dia de chuva, sem chapéu? ainda para mais, sua idiota, espreitaste pela janela da cozinha e percebeste logo que, apesar de, no Barreiro, estar apenas a chuviscar, as nuvens por cima de Lisboa anunciavam chuva e daquela que molha parvos e menos parvos.

Ora se viste isso tudo, explica-me lá porque raio saíste de casa ligeirinha, sem chapéu de chuva?

Não tens resposta, não é? Pois... e depois queixaste que te molhas, que ficas encharcada, que te constipas... e que gastas imenso dinheiro em chapéus de chuva que ficam espalhados pelos quatro cantos porque te acabas por esquecer onde os deixas!!!!

Toma juízo, 'pariga, toma juízo que o Inverno está a chegar, a chuva também e vê se te habituas a andar de chapéu. É que, se não te habituares, quem vende chapéus agradece mas a tua carteira não!!!

 

O que vale mais? a vida dum filho ou a religião?

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Para este pai parece que valeu mais a religião ou as suas convicções pessoais (ou o raio que o parta a ele) do que a vida da filha de 20 anos.

Segundo a notícia, enquanto a filha se afogava no mar, o pai lutava com todas as suas forças para que os nadadores-salvadores não entrassem na água para a salvar porque "não permitiria que estranhos tocassem na filha. Disse que preferia que ela morresse".

A filha, infelizmente, morreu mesmo e o homem (a quem devia ser oferecido o mesmo fim - digo eu) está a braços com a justiça.

Estes fundamentalismos estúpidos sempre me fizeram confusão, principalmente quando a vida de outra pessoa que não a besta do fundamentalista está em causa.

Irra!

Larga o gato...

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E onde está esta pergunta? Pois, de acordo com o Jornal Público, esta pergunta simpática e amiga (NOT) dos animais, faz parte de um livro de exercícios elaborado para a editora Areal pelos quatro autores que lhe costumam fazer os manuais de Físico-Química do 3.º ciclo. O livro, chamado Zoom, foi distribuído a professores da disciplina para que o avaliassem. 

E portanto fica a minha pergunta - estes autores drogam-se com a seringa das farturas ou eles é mais bolos?

Na continuação da leitura da noticia ficamos a saber que três pessoas reviram o livro e nenhuma detectou esta pergunta. E óculos, meus senhores? e oferecerem óculos aos revisores, não?

Parece que os professores estavam atentos, chamaram a atenção da editora e o livro vai sair sem esta pergunta. Olhem, parece-me bem. Ainda assim não fosse algum miúdo mais iluminado quer ter a certeza que a resposta estava certa e fazer alguns testes...

Arre que há gente mesmo idiota neste mundo!

Parvoeiras #3… no Multibanco

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Ora vamos lá hoje rir com algumas situações caricatas a que assisti e que envolvem multibancos. Lenços a postos, se faz favor, que são muito engraçadas.

A primeira aconteceu aqui há uns 20 anos. Numa noite fria e chuvosa de Dezembro, precisei de ir levantar dinheiro para ir à Farmácia que era mesmo ao lado. Se hoje é rara a loja (seja do que for) que não tem multibanco, na altura passava-se exactamente o contrário – quase nenhuma das lojas tinha multibanco. Multibanco na rua, claro e sem o telhadinho que agora os bancos, simpaticamente, colocam. Estão a ver o cenário, certo? Uma jovem pega no cartão, mete o cartão, faz a operação, sai um papel, sai o cartão e ela espera um bocadinho. Volta a meter o cartão, faz a operação, sai um papel, sai o cartão e ela espera um bocadinho. Eu estava em terceiro na fila atrás dela e a fila a continuar a aumentar. E a senhora volta a meter o cartão, faz a operação, sai um papel, sai o cartão e ela espera um bocadinho. À quinta ou sexta vez depois de fazer esta sequência, a senhora vira-se para a fila e pergunta: alguns dos senhores me pode ajudar a fazer uma requisição de cheques? E eu, que já tinha feito uma vez, ofereci-me para a ajudar. Fui para o pé dela e disse-lhe para meter o cartão na máquina. Depois mostrei-lhe quais as opções a escolher. No fim, saiu o talão e o cartão. E diz-me a senhora: mas é isso que eu tenho estado a fazer mas os cheques não saem…

Confesso-vos que tive de fazer um grande esforço para não rir. E lá lhe expliquei que, tal como dizia no talão que tinha saído da máquina, os cheques tinham de ser levantados no balcão da conta cinco dias úteis após aquela data. Acho que a senhora requisitou uns 10 livros de cheques…

A segunda passou-se mais ou menos na mesma altura – há coisa de 20 anos e foi num hipermercado. Estava à minha frente uma velhota a registar as compras. Quando acabou disse à funcionária da caixa que ia pagar com multibanco. A funcionária passou o cartão e disse à senhora, apontando para a máquina do multibanco: agora tem de dizer o código e depois verde. E a senhora diz, aproximando a boca da máquina: 1234 verde! Eu chorei a rir. A funcionária do hipermercado conseguiu – não sei como – ter a presença de espírito para pegar na máquina, digitar o código e fazer o pagamento, sem sorrir sequer. Depois da velhota se ir embora foi risada geral…

A última passou-se à coisa dum ano, no restaurante onde vou almoçar quando estou a trabalhar. Eram os primeiros dias em que eles tinham máquina multibanco e a jovem que atende às mesas não sabia se aceitavam cartão refeição ou não. E pediu-me o cartão para ver se passava na máquina. Bom, contrariamente ao habitual lá a deixei levar o cartão. E diz ela, depois de passar o cartão, alto e bom som, para mim, que estava no extremo oposto da sala – não me deu o código!! E eu, da mesma forma, alto e bom som – chama-se código pessoal por alguma razão, não acha?


E convosco, alguma situação caricata com o uso dos multibancos?

Atravessar a autoestrada a pé

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Ora então vamos lá imaginar aqui uma situação.

Sábado à tarde, bom tempo, muito trânsito na saída e na entrada de Lisboa, pela Ponte 25 Abril/Salazar ou por cima do Tejo. Saída da ponte, sentido Norte Sul, alguns dos carros seguem para Almada, outros para a Costa da Caparica e os restantes começam a descida - também conhecida por zona de aceleração. Passa-se de 70 km/hora para 120 km/hora.

Acho que já o disse mas volto a dizer - havia muito trânsito o que se traduz por muitos carros e motos em ambos os sentidos.

E o que é que não esperamos ver no meio? Pessoas! Sim, 4 jovens adolescentes a atravessar a auto-estrada. Mais uma vez, numa zona de aceleração, com muito trânsito. Na auto-estrada.

Sabem aqueles nanossegundos em que achamos que estamos a ver mal, que estamos a sonhar ou mesmo a ter um pesadelo? Pois que foi isso que me aconteceu ontem. Achei que não podia ser. Não podiam estar quatro estúpidos anormais engrumemos adolescentes a atravessar uma auto-estrada. Num sábado à tarde. Com imenso trânsito. Na zona de aceleração. Mas estavam. O pior é que estavam.

Não fui a única a vê-los e a ficar sem reacção. Ou por outra, tive, felizmente, o bom senso (sabe-se lá porque) de continuar a conduzir e de não travar - assim como tiveram todos os que estavam nos carros e nas motas a passar naquele sítio, naquele momento. Se um de nós tivesse travado, qualquer um de nós - por causa do susto, da surpresa, ou da inexperiência teria havido um grande acidente e não se teria ficado por danos materiais.

Se por acaso um deles tivesse sido atropelado (parece que não, pelo menos não se ouviu nada nas notícias) a culpa seria, exclusivamente do peão por estar a passar, a pé, num sítio proibido. Mas o condutor como ficaria? E o acidente que poderia ter provocado?

Felizmente não aconteceu nada - aparentemente. E, muito provavelmente, os palermas chegaram ao outro lado da estrada o que os terá feito pensar que podem repetir esta brincadeira.

Mas um dia pode correr mal. E depois? Como ficam as famílias dos jovens e os envolvidos no possível acidente?

Coisas parvas #2

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Fui, à hora de almoço, a uma ordem profissional buscar um certificado de um novo membro.

Cheguei à portaria e o jovem sentado na secretária perguntou-me ao que ia e eu lá lhe expliquei. Pediu-me o número do certificado que eu, prontamente, forneci. Tentei entregar-lhe a carta que me autorizava a levantar o dito ao que o jovem me respondeu:

- Quem lhe vai entregar o certificado é a minha colega que está na sala, ao fundo.

E lá fui eu para a sala ao fundo. Expliquei, mais uma vez ao que ia e a senhora pediu-me o número do certificado que eu, prontamente, forneci. Tentei entregar-lhe a carta que me autorizava a levantar o dito ao que a senhora me respondeu:

- Quem lhe vai entregar o certificado é um colega meu que vou agora chamar pelo telefone.

Certo...Porque o senhor que estava na entrada não podia telefonar directamente para a pessoa que efectivamente entregava o certificado...

(ando eu e mais uns quantos a pagar quotas para isto... pelos vistos esta ordem está tão preocupada com o desemprego que tem estas burocracias todas para justificar mais postos de trabalho. 

Ou então não...)

Doença de Crohn e médicos

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Ir ao médico quando se tem a Doença de Crohn (como é o meu caso) é, muitas vezes, fonte inesgotável de desespero.

Para quem não sabe, a Doença de Crohn é uma inflamação crónica da parede do intestino e da qual eu padeço numa forma ligeiríssima, felizmente. Aliás, nos últimos anos nem sequer preciso de tomar medicação, só tenho de ter alguns cuidados básicos com o que ingiro.

E no que ingiro, inclui-se a medicação. Eu sei que há medicamentos que não posso tomar, como a Aspirina e o Nimed. E sei que, sempre que vou a algum médico, tenho de informar que tenho esta doença - ainda que ligeirinha - porque há medicamentos que me podem fazer mal. E é isso que eu faço. 

O ridículo é chegar a um consultório médico, seja com aquilo que for, ser observada e quando o médico vai passar a receita, eu informar que tenho esta doença e a resposta ser, quase sempre

ahhh e então, que medicamento quer que lhe passe?

 

como se eu fosse a médica e ele o doente. Faz sentido, certo? sou só eu que estou a ser muito miudinha, não é?

Coisas parvas #1

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Em Lisboa, quando chego á conservatória do registo predial para pedir a certidão predial não certificada por email, sou atendida por uma pessoa, dou os dados do prédio/fracção e o email. A pessoa manda-me o mail com o documento pedido e o recibo e eu pago no momento – 50 cêntimos por folha. Isto, quanto a mim, é funcionar bem e sem complicar.

Noutra localidade – que não vou identificar – o mesmo pedido tem de ser feito da seguinte maneira:

  • Enviar um email à conservatória a informar o que se pretende e a identificar o prédio/fracção.
  • Esperar que a conservatória nos envie um email com o valor a pagar e o NIB/IBAN para onde se deve transferir a verba (recordo que são 50 cêntimos por folha e que, nalguns bancos, se paga uma comissão pela transferência)
  • Fazer a transferência (que pode ser só de 50 cêntimos) para o NIB/IBAN indicado
  • Enviar um email à conservatória com o comprovativo da transferência
  • Aguardar que a conservatória confirme o crédito e que nos envie o documento que pretendemos.

Sou só eu que acho isto parvo, complicado e funcionar mal?