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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Vai-se a ver e a culpa é do S Pedro

que, claramente, não sabe ler ou então não abriu o email onde era informado que a época oficial dos incêndios terminou há quinze dias....

É que, quem está atento, sabe que a fase Charlie (altura do ano em que os meios de combate de incêndios estão na máxima forças) começou - oficialmente - uma semana depois do incêndio de Pedrogão, e acabou duas semanas antes do dia 14 de Outubro.

Portanto a culpa não é dos ministros, não é dos incendiários, das falhas do SIRESP ou do que quer que seja. Não interessam os discursos idiotas, as frases sem sentido, a falta de limpeza das matas ou as mortes.

O que interessa é que temos que explicar ao S Pedro que, em Portugal, temos uma legislação que determina qual a época de incêndios e a época balnear. E, ou ele respeita a lei ou há uma chatice.

(sou só eu que acha idiota que, com o clima que temos, que haja um decreto lei que determina a época de incêndios ou a época balnear? será desta que os pouco iluminados vão perceber que há coisas que não se podem legislar?)

 

um desafio a propósito dos incêndios

Tenho de me confessar preocupada. E, como eu, creio e desconfio, que todos os portugueses minimamente conscienciosos estarão preocupados. Com a falta de chuva, com o excesso de incêndios, com as mortes resultantes dos incêndios, com a falta de água e com os problemas que podem advir da chuva misturada com a cinza.

Percebo que, em momentos de aflição - como o que estamos a atravessar - a primeira ideia seja partilhar as imagens da desgraça: dos fogos, das labaredas, do fumo. São belas imagens, dramáticas e que mostram - na perfeição - o drama. Mas (e apesar de não perceber nada de psicologia ou psiquiatria), quer-me parecer que estas imagens podem ter o efeito contrário, incentivando os incendiários a querem fazer mais e melhor que os outros. A querem ser eles os autores do maior fogo, da maior nuvem de fumo, da melhor foto da desgraça alheia. 

Sempre achei que a partilha (até à exaustão) de fotos ou noticias sobre incêndios, suicídios, baleias azuis, etcetal, são contraproducentes e que devia haver muita contenção, não só dos jornalistas mas também do comum dos mortais.

Por isso... e sabendo que pode estar condenado ao fracasso, lanço-vos daqui um desafio. Partilhem a foto do que queremos que aconteça, não do que está a acontecer. 

Esta é a foto que escolho para responder a este desafio:

chuva (1).jpg

 E vocês? qual é a vossa escolha?

 

Uma Árvore pela Floresta

Infelizmente todos os anos é a mesma coisa. Incêndios aqui e ali, uns maiores, outros mais pequenos. Uns por causas naturais, outros (a maior parte, infelizmente, por mão criminosa).

Todos os anos, por causa dos incêndios (e não só) a área florestal portuguesa vai reduzindo. 

arvores_15_neos.jpg

Pensando nesse problema, os CTT e Quercus juntaram-se pelo terceiro ano consecutivo e querem plantar árvores em Portugal.

Em 2014 e 2015 foram plantadas 6144 árvores, fruto da generosidade dos portugueses, da disponibilização da rede dos CTT a custo zero e da ação das três dezenas de voluntários associados aos CTT e à Quercus. Na edição de 2016, o kit “Uma Árvore pela Floresta” poderá ser adquirido em 320 lojas dos CTT e o objetivo é atingirmos o número de 10.000 árvores plantadas. A lista completa de locais de venda pode ser consultada em http://umaarvorepelafloresta.quercus.pt/onde-comprar/

A compra poderá ser feita entre 9 de Agosto a 30 de Novembro e o kit tem um custo de 3 euros e é composto por uma árvore em cartão reciclado e um código que permite registar a planta, identificar a espécie e o local de plantação, e consultar a evolução do respectivo bosque durante cinco anos.

Vamos todos ajudar?

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