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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Internet

 

Todos sabemos que a Internet domina o mundo hoje em dia. Mas a Internet não se tornou tão “grande” de um dia para o outro: foi criada  durante a guerra fria nos anos 60, o que claramente foi há algum tempo, tempo suficiente para uma evolução enorme. Ao longo dos anos a Internet foi mudando de aspecto, e ao mudar de aspecto aumentaram também as suas capacidades, e com esses aumentos foram-se abrindo portas para novas inovações que mais tarde mudariam o mundo; mas a maior delas todas foi aquele botãozinho que todas as redes sociais têm e que é o botão “Add as a friend” ou “Add friend”, que em português significa “Adicionar amigo”. Agora devem estar a perguntar-se porque é que esta foi a maior inovação na Internet, e eu vou explicar. Antes da Internet, para te encontrares com amigos tinham que ter tudo combinado e quase nunca podia ser à ultima hora que se decidiam encontrar, mas quando esse botão “apareceu”, o chat também veio, o que deu a possibilidade a um grupo de amigos de se encontrarem e combinarem à ultima hora (já devem perceber onde é que eu quero chegar).

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Mas mesmo o sistema dos amigos teve uma expansão “recentemente”: no dia 15 de novembro de 2013 a PS4 foi posta à venda, e embora esta tenha sida uma “expansão/melhoramento” para os “gamers”, ou em português jogadores, a Sony decidiu implementar o sistema das comunidades em que qualquer pessoa se pode juntar à que quiser; nessas comunidades há milhares de jogadores dispostos a ajudar e a serem ajudados por outros jogadores. Por exemplo, eu nas férias de Natal fiz 290 amigos na Playstation só nessas comunidades, e jogo com praticamente todos. Onde eu quero chegar é que hoje em dia pode-se fazer mais amigos nessas comunidades em crescimento online; e sim, eu sei que algumas pessoas dizem que os “gamers” não têm amigos na vida real, mas fiquem sabendo que isso é a pior mentira que alguém pode dizer, e também sei que a imagem de marca de um “gamer” é um nerd sem amigos e sem vida que passa a sua vida toda a jogar. Só que, embora algumas pessoas façam isso, o mundo não pode generalizar uma comunidade com milhares e milhares de pessoas só porque alguns “gamers” são assim, eu por exemplo tenho amigos de todo o mundo que falam comigo inglês na Playstation.


Mas deixando esse tópico da Playstation, a Internet permite-nos também comunicar com pessoas de todo o mundo; por exemplo, o meu melhor amigo mudou de casa e agora está em França, mas no entanto ainda falo com ele todos os dias no Facebook, e tenho a certeza de que não sou o único.
Mas a Internet não serve só para comunicação, a Internet serve também para fazer pesquisas e trabalhos.
Tudo boas razões para considerar a Internet uma das maiores invenções em 56 anos, não concordam?

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Publicado em Inominável nº 2 pelo meu filho Martim 

Ano novo. Boatos velhos

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Começa um ano novo e poderíamos pensar que, bom, e tal estamos em 2016, já foram feitos vários alertas, as pessoas já usam a internet à imenso tempo, não são novatos e coisa e tal... só que não.

Logo no primeiro dia do ano, era vê-los, aos utilizadores do facebook, a partilharem um famoso aviso de privacidade e que diz mais ou menos assim:

Hoje, dia x de Janeiro de 2016, em resposta às novas directrizes do Facebook e, em particular na decisão de usar ou não o Facebook após 1 de Janeiro de 2016, nos termos dos artigos L.111, 112 e 113 do código de propriedade intelectual, quero aqui declarar que os meus direitos estão ligados a todos os meus dados pessoais (desenhos, pinturas, fotos, textos, música, lista não exaustiva) publicados no meu perfil. Eu proíbo o Facebook, e também funcionários, alunos, agentes e outro pessoal sob a direcção do Facebook de divulgar, copiar, distribuir, transmitir ou tomar quaisquer outras providências contra mim com base neste perfil e/ou seu conteúdo. Para uso comercial ou outro do exposto é necessário o meu consentimento por escrito em todos os momentos.
O conteúdo do meu perfil contém informações privadas. A violação da minha privacidade é punida pela lei (UCC 1-1-1-103 308 308 e o estatuto de Roma).
Facebook agora é uma entidade de capital aberta. Todos os membros são convidados a colocar um aviso deste tipo, ou se preferirem, podem copiar e colar esta versão. Se você não publicou esta declaração pelo menos uma vez, você permite tacitamente a utilização de elementos como as suas fotos, bem como as informações contidas na actualização de perfil.

Ora vamos lá, mais uma vez, pensar um bocadinho. Sim, eu sei, é complicado pensar, obriga a usar umas células que andam por ai no cérebro e, vá, pronto, eu sei que a preguiça é a mãe de todos os vícios e que, por ser mãe, é preciso respeita-la mas eu sei que conseguem. Acham mesmo, mas mesmo a sério, que alguém do facebook vai ler o que vocês colocam no perfil? tem ideia, assim muito por baixo, dos milhares de actualizações que são colocadas por minuto no facebook e do que seria necessário para as ler? Eu explico doutra forma, talvez mais simples - eu tenho 1071 "amigos" no facebook e não consigo ver todas as actualizações que eles colocam. Agora multipliquem lá esse número pelos milhares que o utilizam a cada momento e vão perceber que é impossível alguém ler tudo o que colocam. E sim, isto também é válido para os recados que alguns utilizadores insistem em colocar nos seus perfis para quem gere o facebook.

Meus caros, a partir do momento em que colocam alguma coisa - desenhos, pinturas, fotos, textos, música, lista não exaustiva - no facebook deixa de ser apenas vossa e passa a estar disponível para quem quiser usar. E pensem nisto: os termos de utilização da rede social são iguais para todos, definidos pelo próprio Facebook e podem ser consultados aqui. Sim, eu sei, voltamos ao mesmo, todos aceitam as condições de utilização da rede mas ninguém as lê efectivamente. A única coisa que o utilizador pode (e deve fazer) é alterar as suas definições de privacidade. Mas mesmo isso não garante que estejam protegidos - imaginem que alguém copia para o seu computador uma foto que partilharam com um grupo restrito e que depois, essa pessoa, a coloca como sendo sua... percebem?

Por outro lado... vamos lá pensar mais um bocadinho (olhem que compensa pensar), já procuraram o código de propriedade intelectual, a UCC 1-1-1-103 308 308 ou o estatuto de Roma? façam-me esse favor, procurem lá. Existem? em que país? e referem-se a quê exactamente? Pois... chegaram lá.

Por fim, apenas mais uma coisinha. Quando caírem na asneira de partilhar esta mensagem melhoral (porque não faz bem nem faz mal) não levem a mal porque vos avisam para não o fazer. Escusam de ofender quem, com boas intenções, vos alertou que estão a ajudar a partilhar uma mentira.

 

 

A desinformação na época da informação

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Vivemos na era da informação. À distância dum clique sabemos o que se passa do outro lado do mundo. Visitamos museus, conhecemos ruas de cidades desconhecidas, vemos atentados terroristas quase em directo, subimos ao Everest ou descemos às fossas das Marianas e tudo sem sair do sofá. Sabemos, em segundos - literalmente - que um hotel está sequestrado e, ainda a água não regressou ao mar e já sabemos que houve um tsunami. Ainda os prédios estão a vacilar e já todos sabemos que houve um sismo no outro lado do mundo. Nadamos com tubarões e caçamos com os leões na segurança da nossa sala. Vamos a Plutão ou ao Sol sem sair da Terra.

Gosto, sinceramente, de viver nesta era. Em que ouço um estrondo às dez da noite e abro o facebook e fico a saber que explodiu um paiol em Sesimbra. Em que ouço as sirenes dos bombeiros e um site de noticias me diz que há um incêndio na Arrábida.

Gosto que haja blogs que me dão a conhecer a realidade doutros países, que me ajudam a conhecer melhor o mundo em que vivo (ainda que haja coisas, neste mundo, que eu preferia não conhecer).

E gosto de poder pesquisar sobre tudo e sobre nada sem sair do conforto do lar. De estar aqui, sentadinha, e poder descobrir o que me apetecer, procurando, visitando, questionando. É a era da informação no seu melhor.

Mas, e tinha de haver um mas, esta é também a era da desinformação, dos boatos, do dizquedisse, das noticias sem nexo. De meias verdades que se tornam mentiras completas. E tudo porque muitos seres humanos são preguiçosos e acreditam em tudo o que lêem.

Já uma vez falei aqui sobre algumas notícias que são partilhadas até à exaustão sem qualquer cuidado em averiguar a sua veracidade. Uns meses mais tarde... tudo na mesma ou ainda pior.

No dia dos atentados em Paris, passava em nota de rodapé duma das televisões portuguesas que um campo de refugiados estava a arder. Era a única estação que falava nisso e eu fui pesquisar no google se era verdade. Era. Em Outubro deste ano um campo de refugiados ardeu, resultante da explosão duma bilha de gás. Não em Calais como diziam nessa nota de rodapé mas no norte da Tailândia.

Refugiados que odeiam viver em Portugal. Circula, por ai, uma noticia que diz que os refugiados que cá vivem estão desiludidos e se querem ir embora. Uma leitura mais atenta mostra que isto aparece num site conhecido por divulgar falsas noticias. Infelizmente continua a ser partilhado e a dar visibilidade ao site...

Torre Eiffel destruída por mísseis jihadistas... esta até dá vontade de rir, não fosse verdade que está a ser partilhada vezes sem conta. Com direito a fotos e tudo. Não acham que, se fosse verdade, os serviços noticiosos de todas as estações de televisão ou os sites credíveis dariam essa noticia?

Por ultimo, o inicio da terceira guerra mundial confirmado pela ONU. Mais uma vez... Não acham que, a ser verdade, o mundo noticioso parava para falar nisso?

Meus caros. Estamos na época da informação. Nunca tanta informação esteve disponível. Somos uns privilegiados. Aproveitem esse privilegio para estarem informados, não para partilharem desinformação.

E se um desconhecido...

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quiser marcar um encontro consigo? O que fazer?

O principal conselho é... Não aparecer. Vamos lá a ver, situações como esta nem sempre acabam tão bem. Neste caso o desconhecido era apenas um amigo que quis mostrar os riscos de se marcar encontros com desconhecidos. Mas podia não ser.

Mesmo com centenas de avisos, mesmo sabendo de casos semelhantes, mesmo com alertas... mulheres, homens e jovens continuam a cair no mesmo disparate e a marcar encontros com desconhecidos.

Creiam-me, muitas vezes os desconhecidos não vos querem oferecer flores. Mesmo que usem Impulse (ainda existe?).

Não quero, com isto, dizer que não se podem conhecer pessoas simpáticas e interessantes pelo Tinder, Facebook, na internet, em suma. Aliás, como o poderia fazer se eu conheci o meu marido pela internet, já lá vão 17 anos?

O que digo é que se tem de ter cuidado. Muito cuidado. 

E esse cuidado começa por não se dar dados pessoais: nome, morada, local de trabalho, etc e tal.

Mas não só.

Antes do encontro tentem falar com a pessoa por vídeo. Ficam com ideia da cara e do aspecto da pessoa. Lembrem-se que qualquer um pode usar a foto que quiser, fotos não são fiáveis na internet. 

Depois, a haver encontro, que seja num local bastante movimentado onde não haja risco de ficarem sozinhos. Não acedam a sair do local onde marcaram o encontro, mesmo que a pessoa com quem se vão encontrar vos convide a ir ao café ao lado.

Contem sobre o encontro a quem confiarem. E dêem os dados que tiverem da pessoa com quem se vão encontrar. Pode parecer idiota mas, se vos acontecer alguma coisa, será importante saber com quem se vão encontrar.

Também é importante que vá alguém convosco. Alguém de confiança. Não precisa de se sentar na mesma mesa nem precisam de dizer que estão acompanhados. Mas precisam de alguém que vos ajude em caso de necessidade, alguém que vos esteja a ver e que possa intervir se for caso disso.

Não aceitem bebidas não enlatadas ou engarrafadas. Se for preciso ir buscar as bebidas, deixem-se de frescuras e vão vocês buscar as vossas próprias bebidas. Bebidas a copo permitem que sejam colocadas drogas. E o mesmo se passa com a comida. Nunca bebam ou comam o que já estiver na mesa quando chegam e não deixem a comida/bebida sozinha com a pessoa com quem se foram encontrar.

Admito que todos estes conselhos possam ser exagerados, aceito que sim, mas sempre ouvi dizer que o seguro morreu de velho. E é à velhice que querem chegar, certo?  

Refeições & Telemóveis

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Aqui há uns dias fomos, em família, jantar fora. Os quatro. Levamos os telemóveis claro mas, enquanto estivemos sentados à mesa, não lhes mexemos. Aproveitamos para conversar (não que tenhamos deficit de conversa cá em casa, ainda para mais estando de férias) e para ver – umas cinquenta vezes e em vários canais – o Mick Fanning a bater no tubarão.

Estava, na mesa ao lado, a jantar, um casal novo. Leia-se, por novo, dos seus 20 e poucos anos, aparentemente casados à pouco tempo. Aparentavam estar enamorados, confesso. Aparentavam… das poucas vezes que falavam um com o outro. Porque, a maior parte da refeição, ele esteve a ver emails e ela a ver fotos no facebook. E quando falavam um com o outro, ela dizia – olha, a foto que meti à bocado já tem 10 likes – e ele respondia – olha, o Manuel das Iscas ainda não me respondeu.

Fiquei boquiaberta.

Que raio de relacionamento é este em que um jantar a dois se torna numa consulta permanente ao que se passa nas redes sociais ou nos emails? Se deixarem de ter internet/wifi, saberão quem está do outro lado da mesa?

Fez-me confusão. A mim, utilizadora da internet desde 1998, quase um dinossauro internáutico, que conheci o meu marido pela internet e que devo ter estado presente no único Cybercasamento alguma vez realizado, faz-me muita confusão que as redes sociais se sobreponham à vida real.

Lembro-me duma piada que acompanhava os jantares que fazíamos, o nosso grupo do ICQ. Se ficássemos sem conversa, o melhor seria ligarmos os computadores e conversar pelo ICQ. Nunca foi necessário. Tínhamos sempre tema de conversa quando nos juntamos para jantar, para ir ao cinema ou para estar simplesmente a conviver numa esplanada. Quando chegávamos a casa, ai sim, íamos para o computador e continuávamos no mesmo ponto onde estávamos. Hoje, com a internet e o Wifi por todo o lado e com os smartphones, é cada vez mais difícil desligarmo-nos da vida na internet e vivermos a vida real.

E esquecemo-nos que é a vida real que realmente interessa!

10 fotos dos seus filhos que não deve publicar na Internet

Este texto não é meu mas merece ser lido e partilhado milhares de vezes.

 

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A Internet é um sítio sem fundo, sem regras bem definidas, sem polícias que protejam quem está de bem e punam quem infringe as regras, contudo, a Internet é o meio de comunicação e socialização que tornou o mundo numa aldeia global… um sítio demasiado pequeno.

As redes sociais são o recreio de muita gente, como tal, usam esta poderosa ferramenta para pavonear, para publicitar e para mostrar o que devem, mas essencialmente o que não devem. Como a Internet é um sítio mal frequentado… proteja as crianças e tenham em atenção que imagens publica delas!

Assim, deixamos 10 regras para que os pais e encarregados de educação saibam o que nunca devem expor nas redes sociais (e na Internet em geral). 

Cuidado com a utilização de imagens das crianças, essas imagens, caindo na Internet, nunca mais são suas, passam a ser do mundo. O controlo sobre elas deixa de estar nas suas mãos e passa para as mãos de quem tiver acesso a elas e nada poderá ser feito.

Embora na Internet não haja incógnitos ou anónimos, esta é tão vasta que nunca irá descobrir quem usou de forma mal intencionada e até com graves danos para a criança em determinada imagem.

Deixamos assim uma lista do que consideramos errado. Estas considerações são facilmente identificadas de casos que um pouco por todo o mundo foram tidos como exemplos a ter em conta.

 

1# Fotos de momento íntimos da criança

Sim é fofo, é ternurento e as pessoas babam-se com as crianças a tomar banho, a vestir… a brincar despidos em casa ou na praia. Está errado! O pedófilo procura esse tipo de informações pela net e a obsessão doentia leva a que a coleccione. São vários os casos que ouvimos falar na comunicação social sobre as colecções de imagens que essas pessoas doentes arrecadam para satisfazer a sua doença. 

Parta também do pressuposto que o seu mural é público, que um amigo do seu amigo pode ter acesso a uma foto e republicar, logo… isso deixa de estar debaixo do seu controlo!

Mas há ainda outro problema: daqui a 15 anos a sua filha, já quase a chegar à idade adulta, na adolescência, pode ser confrontada com imagens dela, em crianças, nua!!! É uma exposição irresponsável por parte dos encarregados de educação e que no futuro pode trazer muitos dissabores.

2# Fotos que localizam

As fotografias tiradas com os modernos dispositivos, como os smartphone, tablet e algumas máquinas fotográficas, mostram muito mais que a imagens capturada. Cada imagem poderá trazer de forma implícita dados (EXIF) sobre o tipo de máquina, a qualidade da captação e, além de outras informações, a localização geográfica, com as coordenadas GPS do sítio preciso onde foi tirada. 

Portanto, usando uma ferramentas específica, como mostramos neste link, facilmente alguém mal intencionado, que quer chegar até si ou à criança que está nessa foto, conseguem decifrar o sítio onde foi tirada.

Partimos logo do princípio que não deve publicar nenhuma foto das crianças, mas se publicar pelo menos tenha em atenção e remova essas informações. Nos smartphones e tablet há forma de desligar esses dados, veja aqui como fazer.

3# Fotos que identificam sítios e hábitos

É verdade, o Pedrinho foi pela primeira vez ao palco da escolinha e você fez 50 fotos do Pedrinho a actuar com os seus amiguinhos e publicou no Facebook, no Google Plus e no Instagram.

Pronto, agora todos já sabem que o Pedrinho anda na escolinha XPTO, que tem estes e aqueles amigos, anda na turma ZYK e que até tem o horário tal e tal!

Se mostrar os locais onde as crianças estão guardadas, onde elas estudam, onde brincam… está apenas a facilitar e a entusiasmar quem as espia. Voltamos a repetir que a Internet é um sítio muito mal frequentado, que é um local onde você não controla absolutamente nada.

4# Fotos institucionais

O seu filho ou filha vai para a escola e é-lhe solicitada a autorização para colocar imagens, onde ele esteja presente, no anuário, no site e no jornal da escola. Ok… há coisas que não poderá fugir, mas pode limitar.

Não permita imagens de alta resolução e imagens onde seja fácil identificar com exactidão que ele está ali. Há muitas formas de tirar fotografias e dar ideia do que lá está sem ter uma resolução que mostre até os arranhões das brincadeiras. Não permita, obrigue mesmo a escola a ter essa atenção.

Repare, alguém “mal intencionado” onde vai logo vasculhar à procura de conteúdos? Pois claro, é nas escolas onde muitas vezes aparecem indiscriminadamente fotografias dos meninos todos perfilados. Combata isso, eduque também os responsáveis das escolas a ter mão no que publicam nos seus sítios de informação.

5# Fotos com os amiguinhos

A sua incúria pode trazer-lhe problemas. Sabe à partida que não deve publicar imagens de terceiros na Internet, há leis que determinam os direitos à imagem e à reserva sobre a intimidade da vida privada (artigo 79º do código civil). Agora imagine que fotografa o seu filho com os amigos e publica essa imagem? cuidado, pode ser alvo de processos judiciais por ter exposto alguém sem a sua autorização.

Não publique fotografias dos seus educandos e muito menos o faça com os amiguinhos, os primos ou os colegas de escola, contudo e voltamos a esta questão, se publicar assegure-se que os pais dos implicados estão de acordo.

6# Fotos que revelam mais que o necessário

Temos visto também muitas pessoas a expôr os filhos quando estes frequentam os locais onde os pais trabalham, onde os pais fazem desporto, quando os pais vão ao parque, quando estão de férias e facilmente isso dá a conhecer a vida dos pais. 

Há pessoas que simplesmente só colocam os seus filhos nas redes sociais, mas com isso revelam quando tempo estão de férias, se vão para longe ou perto e são um alvo para o larápio que precisa de saber se está alguém em casa.

Mas não só isso, porque se os pais são fotografados a acompanhar a criança quando esta vai ao ballet ou quando tem aulas de natação, algumas até com a descrição do dia e hora que a criança tem aulas, então é fácil perceber que em determinados dias não está ninguém em casa em determinadas horas. Fácil, verdade?

7# Imagens embaraçosas

Cuidado quando publicar uma foto do seu filho ou da sua filha a ter actos que os envergonhem. Há pessoas que não têm qualquer pudor em publicar os filhos amarrados para não estes não se afastarem.

Há pessoas que colocam de castigo os seus educandos e publicam essas imagens nas redes sociais! Tenham consciência que isso poderá trazer consequências graves para o desenvolvimento da criança. A Internet não “esquece” as imagens, elas um dia vão incomodar a criança de hoje e o adulto de amanhã.

Publicar imagens das crianças a fazer asneiras, vídeos dos pais a castigarem as crianças, não é de todo um método pedagógico, é um acto que um dia se virará contra si, pelo que de mau poderá fazer ao ego e à imagem dessa criança.

Lembre-se, o Facebook e todas as outras redes sociais nunca apagam seja o que for, mesmo que vá à imagem clicar no botão Eliminar, poderá já alguém a ter copiado e o mais certo é que a use em situações de chacota contra si e contra os seus. Não é necessário falar-lhe o que é o bullying, pois não?

8# Fotografias exibicionistas de ostentação

Certamente que já viu a criança dentro do carrão novo do pai, há alguns iluminados que espalham maços de notas em volta do filho e há mesmo os que permitem imagens das crianças junto dos seus bens, dando sinais claros de ostentação.

Está a colocar a criança no meio de um assunto complicado. Ao mostrar esse exibicionismo pode estar a hipotecar a liberdade de circulação dos seus educandos, até porque passa a ser alvo da inveja de terceiros e, quem sabe, passar a estar na mira de quem quer o que ostentou de valor.

Nunca faça isso, valorize a privacidade, a sua e dos seus. Seja discreto para que as crianças também sejam discretas e não estejam na mira de algumas pessoas mal intencionadas.

9# Imagens de uma vida

Há pessoas que criam autênticos diários fotográficos da crianças deste que ela nasceu até à vida adulta. Existem sites que, de há uns anos para cá, se mudaram para as redes sociais e estão a servir para que outros sites de conteúdos pornográfico usem imagens reais para legitimar alguns negócios que a Internet potencia.

Uma imagem que seja um chamariz poderá facilmente ser usada para fins que já não estão nas suas mãos e garantidamente nunca mais desaparecem da Internet.

10# Fotos publicitárias

Não é nova a “moda” de alguns pais, com negócios, usarem a imagem dos seus filhos para publicitar o seu negócio, criando “publicidades” onde as crianças estejam presentes.

Vamos imaginar o cenário de uma pai que tem uma empresa de fotografia e vídeo. É mais fácil e barato – usar a criança sentada numa pose ilustrativa e fazer alusão à empresa do pai – que contratar um serviço que use outros métodos e “modelos”. 

Quem diz este tipo de negócio diz muitos outros onde os pais não levantam qualquer problema em usar as crianças como figurantes nos vídeos de publicidade e cartazes que distribuem pela Internet e pelos mais dispersos locais onde fazem propaganda.

Isso não ajuda em nada a reservar a imagem dos seus filhos num mundo tão “sem regras” como é o mundo da Internet, isto porque facilmente alguém, mesmo sem más intenções, agarra na imagem do seu filho e usa essa imagem para seu proveito próprio.

Não há forma de descobrir até porque a imagem dos seus filhos podem estar a servir de cartaz promocional “a roupinhas” de um pronto a vestir na China ou no Cazaquistão…

 

Estas são algumas das imagens que não deve publicar. São, em muitas delas, problemas que arranja para a sua vida. Pense que a privacidade das crianças vale muito mais que toda a vaidade angariada com essas publicações na Internet em geral e nas redes sociais mais especificamente.

Fonte: Pplware Kids

Criado por em 7 de Fevereiro de 2015

Copiado daqui

Redes Sociais

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De vez em quando lá vem os arautos da desgraça dizer que “ah e tal as redes sociais acabam com os relacionamentos pessoais” ou que “por causa das redes sociais as pessoas falam cada vez menos e as amizades desaparecem”… isto para juntar em duas frases apenas o que tanta gente diz por ai.

Apresento-me perante vós, defensora acérrima desta modernice chamada rede social. E porque é que sou tão defensora?

São tantas as razões que vou começar pelas mais velhas e que andam lá em casa todos os dias. Os meus filhos. Estranho não é? Ou então não, se pensarmos que conheci o meu marido através das redes sociais (na altura chamava-se ICQ). Estamos juntos há 15 anos. Tanto que se fala hoje nos casamentos pela internet e nós, há 15 anos, fomos quase que os pioneiros. Nós e não só, claro.

Conheci gente fabulosa através desse ICQ, amizades que ainda hoje se mantém, com maior ou menor contacto mas, a verdade, é que continuamos amigos.

Através do Luso-poemas e do meu blog conheci mais umas quantas pessoas de quem me tornei amiga inseparável.

E, no topo do bolo, aquela cereja sumarenta que todos queremos, é, de facto, o facebook e a ajuda que dá em reencontrar aqueles amigos e amigas que julgávamos perdidos de vez. Já me aconteceu isso e, acreditem, é uma sensação indescritível. Em muitos casos, só o sabermos que estão ali e que podemos falar com eles se nos apetecer, já é bom.

Já vos falei no Regresso ao passado... No ISCAL noutras vantagens do facebook. Foi através do facebook e da internet que voltamos a ter contacto depois de alguns quiproquós nos terem separado - na altura em que saímos da faculdade ainda eram poucos os que tinham telemóvel ou email. Através do facebook fomos reatando o contacto e hoje temos um grupo fechado, no facebook, onde vamos conversando e combinando os nossos encontros.

Há ainda aqueles casos em que retomamos a amizade no preciso sítio onde a tínhamos deixado. Há ainda a família - aquela que só encontrávamos em casamentos e funerais ou que vive noutro país - e com quem, agora, por causa do facebook, falamos quase todos os dias.

Se há coisas más? Há, mas também há quando vou ao café, ao cinema, jantar fora…

O facebook, aliás, todas as redes sociais - são, única e exclusivamente, o retrato da nossa sociedade, com todas as coisas boas e coisas más que a vivencia em sociedade tem. Resta, aos utilizadores, saber aproveitar o lado positivo e relegar para último plano as coisas negativas. E só afasta quem se quer afastar e só junta quem se quer juntar. Tal e qual como num café ou numa pastelaria, quem quer estar junto, está, quem não quer não está.

Denúncia ao facebook – Update

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Passaram-se cerca de oito meses desde que fiz uma Denúncia ao facebook. Aliás, começou por ser uma mas acabei por descobrir, em conjunto com o Projecto Miúdos Seguros na Net, cerca de 200 páginas com conteúdos iguais. Para quem tenha preguiça de ir ver o post original, explico, muito sucintamente, que se tratavam de páginas que incentivam à automutilação de jovens e que foram denunciadas ao facebook mas que não foram consideradas impróprias (?) – apesar de mostrarem braços e pernas com vários golpes; de mostrarem, por exemplo, um caixão e com o seguinte dizer: finalmente gostam de mim (entre outras coisas do género); a ensinarem como ocultar os cortes da família e dos amigos e (uma das que mais me chocou), uma lâmina com a frase: melhor amiga.

Detectei a primeira dessas páginas por causa duma adolescente que lhe fez like e que constava na minha lista de amigos do face. Depois de ter feito a denúncia inócua aos gestores do facebook, verifiquei que a dita miúda continuava a fazer like em páginas semelhantes, que eram denunciadas e que continuavam a ser consideradas “normais”.

Como mãe de adolescentes pensei para comigo – epá, se eu tivesse no lugar daquela mãe, gostaria de ser alertada para o facto dos meus filhos estarem a ver aquele tipo de conteúdo. Tentei, por isso, falar com a mãe dela. Vasculhei nos contactos da miúda e encontrei-a. Mandei-lhe uma mensagem privada a explicar o que se passava e fiquei, no mínimo, estupidificada, com a resposta. É que a mãe da miúda resolveu colocar no mural dela – para toda a gente ver – que eu devia era meter-me na minha vida e que eu, ao enviar-lhe aquela mensagem, lhe tinha arranjado imensos problemas em casa. Nem respondi, apaguei mãe e filha da lista de contactos e desconheço, por completo, o que se passou de seguida. Deixou de ser problema meu.

Ainda em relação ao facebook, foram feitas centenas de queixas – por mim, pelo projecto miúdos seguros na net, por muitos voluntários e pelo Centro Internet Segura. Conseguimos, com isso, que algumas páginas fossem retiradas. Fomos sendo informados, por email que tinham sido revistas as nossas queixas e que as páginas tinham sido fechadas.

Das cerca de 200 páginas detectadas inicialmente, foram fechadas cerca de 20. Agora experimentem colocar uma imagem duma mãe a amamentar e vejam lá o resultado…

Eu & os blogs

A propósito dum desabafo da Mafalda, lembrei-me de vos contar a história dos blogs. Não é que não esteja disponível, se quisermos consultar, mas pronto, apeteceu-me. Se detectarem alguma incorrecção avisem que eu corrijo.

Então o primeiro blog nasceu no final de 1997. Jorn Barger, que tinha um diário pessoal on line, utilizou o termo weblog para descrever o diário pessoal que mantinha on-line. Aliás, o próprio termo, weblog, que corresponde à junção de Web e Log, pode ser traduzido como “diário na internet”.

Em 1999 Peter Merholz dividiu a expressão weblog e usou, pela primeira vez, no seu blogue peterme.com, a expressão We blog (nós blogamos), semelhante, foneticamente, à expressão original. Em pouco tempo Evan Willians começou a usar a palavra Blog, tendo a Pyra Labs (à qual Willians pertencia) aproveitado o termo para criar o seu serviço Blogger.

O termo Blogosfera, usado normalmente para definir o universo de blogues, surgiu, pela primeira vez, em Setembro de 1999 por Brad Graham, mas só em 2002, com William Quick é que foi adoptado e divulgado pela comunidade. Apesar de ser o termo mais usado, há ainda quem recorra a Blogtopia, Bloguespaço, Bloguniverso, Blogsilvânia ou Bloguistão para definir a comunidade de blogues.

O termo blogosfera tem parecenças com dois termos relacionados. Logosfera, que, entre outras coisas, significa “o mundo das palavras” e noosfera – “o mundo do pensamento”. Afinal, é de pensamentos e de palavras que a maioria dos blogues vive.

Em qualquer uma das plataformas ao dispor de quem pretende iniciar um blogue, o processo de criação é fácil e rápido. A escolha da plataforma e do nome depende, apenas e só, do bloguista.

Quanto à plataforma, bom, eu recomendo o Sapo. Já experimentei a Blogspot mas é aqui, no Sapo, que me sinto em casa – pelo apoio personalizado, pela possibilidade de conversar com os outros utilizadores através dos comentários, pela extraordinária área de leituras ao dispor de cada utilizador, pelos destaques que nos permitem conhecer outros blogs, etc.

É ao autor do blogue que cabe determinar os conteúdos que irá publicar. Desde que não sejam ilegais, os gestores das plataformas não o irão apagar. E, mesmo nos casos em que os posts sejam, ou possam ser, considerados ilegais, apenas a intervenção dos tribunais determinará que o blogue seja eliminado, total ou parcialmente.

É usual que os textos sejam acompanhados de fotos. Há aplicações que permitem adicionar diversas informações como relógios, calendários, contador de visitas… há de quase tudo, permitindo que, cada blogue seja único, feito e desenhado à medida do seu proprietário – apesar de ser um grão de areia na imensidão que é a blogosfera.

Além dos textos e/ou imagens, é normal que existam também links para outros blogues ou outros sites que podem estar relacionados, ou não, com a mesma temática. Aliás, é esta interacção entre blogues que os torna conhecidos dos visitantes. Por norma é através dos links de determinado blogue que se chegam a outros.

É também através das visitas a outros blogues, deixando comentários que o proprietário do blogue o consegue publicitar. Normalmente quem comenta é, quase de seguida, comentado, e vice-versa.

Em 1999 haveria cerca de 50 blogues. Em 2009 existiam cerca de 112 milhões de blogues e em 2011 eram cerca de 152 milhões. São criados, diariamente, cerca de 120 mil novos blogues, nas várias plataformas que existem ao dispor dos bloguistas.

A blogosfera é um mundo, com possibilidades infinitas. Resta-nos a nós, utilizadores, saber fazer um bom uso deste meio de comunicação.

Liebster Award #2

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A Nathy ❀, que é uma querida de quem eu gosto imenso (mas não lhe digam nada…), apresentou-me este desafio. E eu, como gosto de desafios (pareço o sr Sempre em Pé dos desenhos animados do Noddy – Um desafio, gosto disto!), cá estou a responder.

As regras já estão aqui, neste post, por isso não vale a pena repetir.

Aqui estão as minhas respostas às perguntas da Nathy:

  1. Se pudesses apenas ouvir uma música durante o próximo mês qual seria?

Chuva – Música e letra de Jorge Fernando, mas cantada pelo Berg

  1. Um sabor que adoras?

Canela

  1. Qual o pior filme que já viste?

Aqui está uma pergunta difícil. Talvez o Amor de Perdição de Manuel de Oliveira. Só vi a primeira parte, foi uma seca fenomenal. No intervalo fui-me embora.

  1. Tens animais de estimação? Se sim os respetivos nomes.

Tenho vários. Podem ver aqui a história deles. Neste momento, lá por casa os meus filhos de quatro patas são a Bunny, a Saphira, a Sam, a Riscas, a Snow e o Pata Branca (duas cadelas e quatro coelhos anões)

  1. Quem ama perdoa ou quem ama não magoa?

Acho que ambas, mas a primeira em quantidades mais moderadas.

  1. Qual a brincadeira de infância que tens mais saudades?

Jogar à semana

  1. Um livro especial…

São dois. Os meus. Vida na Internet e Episódios Geométricos.

  1. Coleccionas alguma coisa? Se sim, porquê?

Livros e bruxas. Livros porque adoro ler. Bruxas porque acho que são lindíssimas e porque me identifico com elas (eu tenho problemas, eu sei…)

  1. Qual a cor dos teus olhos?

Azul esverdeado com uma risca castanha num deles

  1. Muita gente confunde __________ com ________.

Amizade com amor. A escrita com a pessoa. Humor com gozo.

  1. Qual a citação que gostavas de partilhar?

Há dois tipos de pessoas que dizem a verdade: as crianças e os loucos. Os loucos são internados em hospícios. As crianças, educadas.” – Jean Paul Sartre

E agora os nomeados. Bom, quando fui desafiada a primeira vez, pela M*, nem desconfiava que a maior parte das pessoas que nomeei não iam ser notificadas. Agora o problema que havia nas notificações está resolvido, por isso aqui resolvi nomea-las de novo.

A Miúda

araparigadoautocarro

Bata e Batom

Cantinho da Carlota

Da vida de Pi

Desabafos Agridoces

Desabafos da Nathy ®. ❀

life Inc.

just_smiiile

Mar Português

Marrocos e o destino

Miguel Alexandre Pereira

Sofia Margarida

Um Mar de Pensamentos

Valem Palavras

wideawake_mmendes

 

Façam favor de não se sentirem obrigados a responder. E sem pressas, naturalmente.

E aqui ficam as minhas perguntas:

 

  1. Se tivesses de escolher um planeta para viver, qual escolherias?
  2. Pena de morte. Sim ou não. Se sim, em que casos?
  3. Um professor que te marcou pela positiva.
  4. Um professor que te marcou pela negativa.
  5. Se soubesses que só ias viver mais um dia, o que farias?
  6. Campo ou praia? Qual o destino que preferes?
  7. Qual a estação/altura do ano com que mais te identificas?
  8. Qual é o post do teu blog que tem mais comentários?
  9. O que te faz sorrir?
  10. Tens orgulho do teu país?