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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Triplo

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Triplo de Ken Follett

Editado em 2013 pela Editorial Presença

ISBN: 9789722350334 

Sinopse

No ano de 1968, Israel esteve por detrás do desaparecimento de 200 toneladas de urânio, material destinado a dotar o Egito da bomba atómica com a ajuda da União Soviética. Contudo nunca se conseguiu determinar como é que um carregamento daquele minério, suficiente para produzir 30 armas nucleares, desapareceu no mar alto sem deixar provas que comprometessem Israel. Follett pegou nesta enigmática ocorrência e criou a partir dela um thriller único, onde um suspense de alta voltagem se combina com factos históricos. 

A minha opinião

Primeiro livro lido no Clube da leitura organizado pela Dona Pavlova de onde tambem fez parte a Joana. Tratando-se de Ken Follet – um dos meus escritores favoritos – dificilmente me iria desiludir.

Mais uma vez, a história real mistura-se com a ficção. KF pegou num acontecimento histórico – o desaparecimento de 200 toneladas de urânio, provocado por Israel – e romanceou o resto, a forma como tal aconteceu.

Nathaniel é um judeu que sofreu horrores nos campos de concentração. Quando a segunda guerra mundial termina, Nathaniel vai estudar para Oxford, e conhece a mulher do professor Ashford por quem se apaixona. Cortone, um mafioso italiano que deve a sua vida a Nat visita-o na Universidade tendo a oportunidade de conhecer Eila, acabando, ambos, por descobrir que Eila é amante de Yasif Hassan.

Uns anos mais tarde, Nat pertence aos serviços secretos Israelitas e é incumbindo de roubar urânio para que Israel possa construir uma bomba atómica para que fique em pé de igualdade com o Egipto. Ao fazê-lo, acaba por reencontrar Hassan e Rostov, que conheceu em Oxford bem como Suza, a filha de Eila e Ashford.

O roubo do urânio terá de acontecer sem que a Eurotron – a entidade que controla a circulação de urânio na europa – se aperceber mas também sem por a vida de Nat em risco. Será que é possível?

Uma trama bem ao jeito de Follet – espiões de dupla face, espiões rígidos e o amor que tudo vence – ingredientes que, mais uma vez, fazem deste livro uma leitura bastante aprazível, sendo certo que o assalto (não interessa ao quê) é um dos momentos mais intensos e que me obrigou a quase me escaldar ao sol porque não consegui interromper a leitura enquanto o dito não acabou. Quando tal acontece… é porque o livro vale mesmo a pena, mesmo quando o final é previsível.

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A Chave Para Rebecca

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A Chave Para Rebecca de Ken Follett

Editado em 2010 pela Bertrand Editora

ISBN: 9789722520973
 
Sinopse
Norte de África, Verão de 1942. Rommel parece imbatível: as suas armas secretas são Alex Wolff, espião exímio, e um código fatal enterrado nas páginas do romance de Daphne de Maurier, Rebecca. Wolf cruza o Sara escaldante e entra no Cairo para roubar os planos militares britânicos. O major Vandam, no seu encalço, encarrega a encantadora Elene de o seduzir. À medida que as tropas de Rommel se aproximam da vitória, a perseguição desenrola-se no deserto até chegar a um confronto impressionante e explosivo.
 
A minha opinião
Baseado numa história verídica, A Chave para Rebecca foi a minha reconciliação com Ken Follet depois da desilusão do último livro que li dele. E que reconciliação... Um excelente livro que se lê duma penada, tentando não se perder uma palavra. Esta leitura teve ainda direito a um sabor especial já que estava combinado com a Nathy que leríamos as duas o livro ao mesmo tempo e que as duas opiniões seriam publicadas ao mesmo tempo.
Estamos no Cairo em plena segunda guerra mundial. A Esfinge (Alex Wolff) tenta, a todo o custo, descobrir quais os planos de guerra dos ingleses para que os possa passar aos alemães. Primeiro céptico mas depois convicto, Rommel segue as instruções recebidas, por rádio, da Esfinge e consegue conquistar terreno aos ingleses.
Vandam tenta, de todas as formas, chegar a Wolff mas a Esfinge foge-lhe sempre no último momento. Até que contrata Elene para o ajudar a descobrir onde encontrar Alex, nunca esperando que ela viesse a representar algo mais. Mas será que Elene conseguirá encontrar o fugidio Wolff? E a que custo? E que papel terá Billy, o filho de Vandam, a representar no futuro do Cairo e dos egípcios?
Rebecca é o livro que serve de código para que as mensagens encriptadas passem entre a Esfinge e os alemães. Este sistema de encriptação foi muito usado na segunda guerra mundial. Emissor e receptor tem o mesmo livro e a mesma chave. Por exemplo, uma transmissão feita no dia 28 de Maio de 1942 implicava a utilização da página 70 do livro (somava-se o dia 28 ao ano 42). Como Maio é o quinto mês do ano, era descontada cada quinta letra da página. Depois era só procurar, nessa página, a letra necessária para a mensagem que se queria transmitir.
Aventura, romance, perseguição, espionagem e um pouco de história. Neste livro encontramos tudo isto. Apesar de sabermos, históricamente, como acaba a segunda guerra e a invasão do Cairo pelos alemães, estamos sempre à espera de saber se Vandam e Elene serão, ou não, capazes de deter Wolff e, com isso, salvar o Cairo e os seus residentes.
E agora, se ainda não leram, vão ali ao blog da Nathy ler a opinião dela.
 

Voo Final

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Voo Final de Ken Follett
Editado em 2009 pela Editorial Presença
ISBN: 9789722341141
 
Sinopse
Do autor de Os Pilares da Terra e Um Mundo sem Fim, um livro com um enredo complexo que leva o leitor pelos meandros do thriller onde suspende é uma constante.

Em Junho de 1941 a Dinamarca encontra-se sob a ocupação de Hitler, enquanto a Grã-Bretanha é a única potência europeia em condições de fazer frente ao avanço dos nazis. Mas os aviões que partem em missões de bombardeamento são sistematicamente abatidos pelos esquadrões germânicos, como se de algum modo estes conhecessem os planos de ataque da RAF. Uma agente do MI6 é destacada para investigar o que está a beneficiar os alemães, numa missão secreta à Dinamarca... Ao mesmo tempo, na pequena ilha de Sande, o jovem Harald, encontra numa base secreta dos alemães algo cuja descoberta pode ser vital para mudar o curso dos acontecimentos... Um thriller empolgante e complexo, baseado num caso verídico, pela mão do grande mestre da arte de contar que é o mundialmente famoso Ken Follett.

 

A minha opinião

É, com certeza, notório que KF é um dos meus escritores favoritos. Os seus livros tem, quase sempre, uma ponta de verdade e respeitam a verdade histórica, o que os torna, para mim, bastante apetecíveis. Ainda assim e apesar disso, não foi dos meus livros favoritos deste autor. Talvez culpa da intensidade que senti com a Trilogia o Século. Por esta razão é chegada a altura de fazer uma pausa na leitura de Ken Follett para depois voltar a conseguir apreciar devidamente os seus livros.

Estamos em Junho de 1941, na Inglaterra. Quando Bart regressa de mais uma missão, partilha com o seu irmão, Digby que, estranhamente, a aviação alemã está a sair vitoriosa da guerra no ar porque advinham onde estão os aviões ingleses e conseguem abatê-los antes de chegarem ao seu destino.

Digby leva essa impressão do irmão até ao primeiro ministro que o encarrega de descobrir o que será Freya, a máquina que, aparentemente, permitirá a informação antecipada da posição da RAF. Essa maquina estará na Dinamarca e só Hermia, que lá viveu durante muitos anos, conseguirá descobrir o que se passa.

Será Harald que vai descobrir, por acidente, a dita máquina. Mas resta um problema - como fazer chegar essa informação à Inglaterra se a policia dinamarquesa - principalmente o filho do inimigo declarado do pai - o persegue por desconfiar do que se passa.

A segunda guerra e a ocupação da Dinamarca, assim como quezílias entre famílias, levam-nos a conhecer melhor como nasceu a resistência Dinamarquesa, conhecida como Guardas Nocturnos. Acompanhamos, a par e passo, as vitorias e derrotas de cada um - alemães e ingleses - torcendo sempre, claro pelo bem. Acredito que teria apreciado mais se não o tivesse lido tão perto da Trilogia que já falei mas gostei do que li.

O meu livro favorito de 2014

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Falar do meu livro favorito de um ano qualquer é sempre uma tarefa inglória. Por norma gosto de todos os livros que leio e tenho muita dificuldade em dizer qual foi o melhor. Ou então acabo por dizer que o último livro que li é o melhor de todos os anteriores.

Está a terminar o ano de 2014 e este ano, de acordo com a minha página do Goodreads, li 41 livros. Não vou dizer que gostei de todos da mesma maneira, mas, de uma forma ou de outra, gostei de todos.

Mas, quando os nossos queridos sapinhos me convidaram a escolher o meu livro favorito de 2014 para o especial fim de ano do Sapo Blogs, não tive, ao contrário do que teria acontecido em anos anteriores, um único momento de hesitação e nem sequer considerei que seria inglório, ao contrário do que seria expectável.

E porquê?

Porque este ano tive a oportunidade de ler a trilogia O Século de Ken Follett - A Queda dos GigantesO Inverno do Mundo e No Limiar da Eternidade - que são, seguramente, os melhores livros que li nos últimos anos.

Ken Follett é o meu escritor favorito. Cada livro dele conquista-me da primeira à última página - entre o enredo, a construção das personagens, a maneira de escrever, os diálogos - tudo, nos livros deste escritor, é de excelência. Mas, como já disse anteriormente, nos posts que fiz sobre estes livros, nesta trilogia, supera-se a si próprio.

Esta trilogia pretende - e consegue - recriar a história do século XX que foi tão pródiga em acontecimentos marcantes (alguns pela negativa) para a humanidade - desde a primeira guerra mundial (no primeiro livro), à eleição de Obama (epílogo do último livro), passando pela crise dos mísseis de Cuba, o movimento Hippie, a queda do comunismo, entre outros tantos acontecimentos.

Nestes livros acompanhamos a vida de três gerações de cinco famílias de cinco nacionalidades diferentes - as personagens criadas por Ken Follett - que interagem com várias personagens reais, tanto em situações reais como em situações imaginárias, sempre com respeito pelo rigor histórico. O autor explica, na nota final do primeiro livro, como traça a linha divisória entre a história e a ficção:

A regra que aplico é a seguinte: Ou a cena aconteceu, ou poderia ter acontecido; ou as afirmações foram feitas, ou poderiam ter sido feitas. E se encontrar alguma razão que impeça que a cena tivesse ocorrido na vida real, ou que uma dada afirmação tivesse sido feita - se, por exemplo, uma personagem se encontrava no estrangeiro nesse momento - elimino-a.

E é esta regra simples, conjugada com a qualidade da escrita que já me habituei com Ken Follett e com o intenso trabalho de pesquisa e investigação que foi necessário para escrever estes livros, que tornam estas 2784 páginas nos meus livros favoritos de 2014, se não dos últimos anos.

Quando fechei o último livro foi necessário fazer o luto desta trilogia. A qualidade do que li não podia, não devia, ser manchada por outros livros. Tive de a digerir bem e de abrir a mente para os livros seguintes.

Mais tarde, daqui a uns dois ou três anos, quero voltar a ler estes livros. E isso, a releitura, está guardada para os melhores entre os melhores – que é onde esta trilogia se encontra.

 

(mais uma vez obrigado aos Sapinhos por terem escolhido o meu blog para o especial fim de ano)

No Limiar da Eternidade

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Trilogia O Século - Livro 3 de Ken Follett;

Editor: Editorial Presença

ISBN: 9789722353717

Sinopse

Enquanto as decisões tomadas nos corredores do poder ameaçam extremar os antagonismos e originar uma guerra nuclear, as cinco famílias de diferentes nacionalidades que têm estado no centro desta trilogia O Século voltam a entrecruzar-se numa inesquecível narrativa de paixões e conflitos durante a Guerra Fria.

Quando Rebecca Hoffmann, uma professora que vive na Alemanha de Leste, descobre que anda a ser seguida pela polícia secreta, conclui que toda a sua vida é uma mentira. O seu irmão mais novo, Walli, entretanto, anseia por conseguir transpor o Muro de Berlim e ir para Londres, uma cidade onde uma nova vaga de bandas musicais está a contagiar as novas gerações. Nos Estados Unidos, Georges Jakes, um jovem advogado da administração Kennedy, é um activo defensor do movimento dos Direitos Civis, tal como a jovem por quem está apaixonado, Verena, que colabora com Martin Luther King. Juntos partem de Washington num autocarro em direcção ao Sul, numa arriscada viagem de protesto contra a discriminação racial. Na Rússia, a activista Tania Dvornik escapa milagrosamente à prisão por distribuir um jornal ilegal. Enquanto estas arriscadas acções decorrem, o irmão, Dimka Dvornik, torna-se uma figura em ascensão no seio do Partido Comunista, no Kremlin.

Nesta saga empolgante que agora se conclui, Ken Follett conduz-nos, em No Limiar da Eternidade, através de um mundo que pensávamos conhecer, mas que agora nunca mais nos parecerá o mesmo.

 

A minha opinião

Numa nota da Editorial Presença sobre este livro pode-se ler

Começa em 1961, com a construção do Muro de Berlim, já em plena Guerra Fria. As personagens estão de alguma forma envolvidas na Crise dos Mísseis de Cuba, na luta pelos direitos civis, nos assassinatos do presidente Kennedy e do seu irmão Robert e de Martin Luther King. A partir dos anos 60 assistem ao nascimento da música pop e à difusão do rock. Um volume final que termina com a queda do Muro de Berlim.

Na realidade, o epilogo deste livro é o dia da tomada de posse do primeiro mandato do presidente Barack Obama, o primeiro negro a ser eleito para presidente dos Estados Unidos da América.

1024 páginas separam a construção do muro de Berlim, a que assistimos pela voz de Rebbeca, a terceira geração da família Von Ulrich na Alemanha e a luta pelos direitos civis no estados Unidos, na década de 60 e a eleição de Obama, em 2008.

São 1024 páginas que nos ajudam a compreender (mas não a aceitar) a crise dos mísseis em Cuba, a guerra fria, a construção do muro de Berlim, o nascimento da União Soviética, a luta dos negros pelos seus direitos, o nascimento do movimento Hippie, a ascensão e queda de Nixon e o efeito dominó que teve o fim do comunismo na Rússia.

Pelas mãos da terceira geração das famílias que conhecemos no primeiro volume, estamos nos locais onde as décadas de 60, 70 e 80 aconteceram. Conhecemos Kennedy pela voz de uma das muitas amantes que teve, Martim Luther King por uma das suas assistentes, Gorbachov pelo seu secretário. O nascimento do Solidariedade, a Polónia e a ascensão dum electricista sem formação – Lech Walesa – a primeiro-ministro é outro dos temas tratados neste livro.

As últimas páginas antes do epílogo passam-se no dia 9 de Novembro de 1989. Depois da dissolução do Bloco de Leste, e com a realização de eleições livres em vários dos países que constituíam esse bloco, Berlim de Leste é o último reduto comunista fora da URSS. Depois de semanas de contestação e de manifestações contra a Stasi e o regime, o governo anuncia, nesse dia, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Rebecca e Walli estão em Berlim Ocidental e os pais, Carla e Wenner, em Berlim de Leste.

Após esse anúncio, milhares de alemães orientais dirigiram-se ao muro. Dum lado, os berlinenses fartos da Stasi e da opressão comunista gritam “deixem-nos passar” e do outro, os berlinenses ocidentais gritam “venham”. Sem a oposição da polícia, já enfraquecida, os alemães orientais começam a subir o muro enquanto são aplaudidos e incentivados pelos alemães ocidentais. Finalmente termina esta aberração que foi o muro de Berlim, juntam-se famílias, amigos e desconhecidos numa atmosfera de celebração que contagia quem está, deste lado, a ler – da mesma forma como fui contagiada com as imagens, nessa noite, há quase 25 anos. Confesso (não digam a ninguém) que me vieram as lágrimas aos olhos ao relembrar as imagens da televisão.

Ken Follet é, sem sombra de dúvida, o meu escritor favorito. Mas nessa trilogia supera-se a si próprio. Ao interligar situações/personagens reais com situações/personagens fictícias, consegue que o leitor, apesar de saber como terminam as situações reais, sofra com as personagens fictícias. Foi, sem dúvida, um projecto ambicioso do autor, o de retratar o século XX, século em que aconteceram tantas, mas tantas coisas, que alteraram o curso da humanidade para sempre. Duas guerras mundiais, a guerra fria, os direitos civis… coube tanta coisa nas 2784 páginas que compõem esta trilogia que só um autor com a excelência de Ken Follet nos poderia trazer um romance histórico com esta qualidade. São 2784 páginas divididas em três volumes que nos deixam um vazio grande quando acabam. Que nos ensinam mais história da actualidade que muitos manuais escolares – mais uma vez, e como disse aqui na crítica ao primeiro volume, o autor teve a preocupação de não deturpar os acontecimentos reais e de, nas situações fictícias, não colocar as personagens reais sem ter a certeza que podia ter sido assim.

Quando fechei este último livro, fechei também a leitura por dois ou três dias. É o tempo que prevejo que vou precisar para fazer o luto desta trilogia. A qualidade do que li não pode, não deve, ser manchada por outros livros. Tenho de digerir bem e que abrir a mente para o próximo.

Mais tarde, daqui a uns dois ou três anos, quero voltar a ler estes livros. E isso, a releitura, está guardada para os melhores entre os melhores – que é onde esta trilogia se encontra.

 

Leiam aqui as críticas sobre os outros dois volumes desta trilogia:

A Queda dos Gigantes

O Inverno do Mundo

O Inverno do Mundo

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Trilogia O Século - Livro 2 de Ken Follett

Editor: Editorial Presença

ISBN: 9789722348768

 

Sinopse

Depois do extraordinário êxito de repercussão internacional alcançado pelo primeiro livro desta trilogia, A Queda dos Gigantes, retomamos a história no ponto onde a deixámos. A segunda geração das cinco famílias cujas vidas acompanhámos no primeiro volume assume pouco a pouco o protagonismo, a par de figuras históricas e no contexto das situações reais, desde a ascensão do Terceiro Reich, através da Guerra Civil de Espanha, durante a luta feroz entre os Aliados e as potências do Eixo, o Holocausto, o começo da era atómica inaugurada em Hiroxima e Nagasáqui, até ao início da Guerra Fria. Como no volume anterior, a totalidade do quadro é-nos oferecido como um vasto fresco que evolui a um ritmo de complexidade sempre crescente.

A minha opinião

Ken Follett, mais uma vez, não me desiludiu (já nem o espero deste autor).

Neste volume (e que volume, são 832 páginas), continuamos a acompanhar as mesmas 5 famílias, os Williams da Escócia, os ingleses Fitzherberts, os Von Ulrich da Alemanha e Áustria, os russos Peshkov e os americanos Dewar, mas os personagens do primeiro livro começam, aos poucos, a dar lugar aos seus filhos.

É difícil falar neste livro sem levantar mais um pouco do véu do primeiro, mas prometo que vou tentar.

Estamos em 1933 e a Alemanha, por ter perdido a primeira guerra, está a passar por muitas dificuldades económicas. Hitler apresenta os seus planos para tornar a Alemanha o centro do mundo e começa a ganhar apoiantes.

No parlamento, Hitler consegue convencer (a mal) os deputados a assinar a Lei da Concessão de Plenos Poderes, que acaba por abrir a porta a todas as atrocidades cometidas pelos Nazis antes e durante a segunda guerra mundial. Carla Von Ulrich e muitos outros alemães conseguem ter uma visão clara do que será a Alemanha com Hitler no poder, mas outros, como Erick Von Ulrich tornam-se, aos poucos, fervorosos apoiantes dos nazis e nem a morte de familiares e amigos, após uma sessão de tortura da Gestapo, os fazem mudar.

É pelas mãos de Carla, em Berlim e de Erick nos palcos de guerra, que acompanhamos a ascensão e queda de Hitler e as brutalidades cometidas pelo regime Nazi fora dos campos de concentração. Na verdade, em momento algum deste livro, “entramos” num campo de concentração - o que, quando a mim, não é importante, essa triste parte da segunda guerra mundial já foi tão explorada que, quando, neste livro em concreto, se fala no regime nazi, inconscientemente, associamos logo aos campos de concentração.

Na Rússia, e através de  Volódia Peshkov, acompanhamos o crescimento do regime comunista, a ditadura de Estaline, e o inicio do fim da liberdade de expressão. Confesso que, em alguns momentos, tive vontade de bater quer a Volódia, quer a outros russos, próximos de Estaline que, apesar de terem os dados todos à sua frente, todas as informações correctas e confirmadas várias vezes e, ainda assim, não acreditaram que era possível a Alemanha invadir a Rússia, levando a que milhares de soldados morressem nessa guerra.

Na América, encontramos mais dois irmãos que nos vão levar numa viagem pelo tempo. Chuck Dewar prefere entrar para a Marinha a seguir a carreira diplomática que a família esperava. É com Chuck que estamos quando acontece o ataque japonês a Pearl Harbour que vai ditar a entrada da América na segunda guerra mundial. Woody Dewar segue as pisadas do pai, Gus, tentando, ao máximo, que a Liga das Nações (actual ONU) saia do papel.

Na Inglaterra o fascismo começa a querer a aparecer, havendo, inclusivamente, uma tentativa de marcha de apoio que, rapidamente, é impedida pelos ingleses de classes mais baixas - em maior número e, seguramente, mais organizados. Em Espanha a guerra já estalou e muitos ingleses oferecem-se como voluntários. Infelizmente - e mais uma vez - a desorganização e a falta de formação dos superiores - leva centenas de soldados a caminhar para a morte.

Já vai longa a crítica, como foi longo o livro. Não querendo levantar mais o véu sobre o seu conteúdo, resta-me dizer que esta leitura é quase um mergulhar, de cabeça, nos anos de 1933 a 1949. Literalmente. Qualquer um dos personagens fictícios do livro está nos lugares chaves, onde aconteceu alguma coisa de relevante - no parlamento alemão aquando da eleição de Hitler, nos bombardeamentos de Londres, a criação da bomba atómica, a criação do Plano Marshal e a sua aplicação, a eleição e a derrota de Churchil, a criação da rede de espiões da Rússia, etc. Nunca fui uma aluna excelente a história, é verdade, mas gosto destes romances que misturam a realidade com a ficção e que nos permitem aprender mais um pouco sobre o passado, como forma de entendermos o presente.

Este livro termina com Berlim, ainda sem o muro, mas dividida em duas - uma parte controlada pelos Russos, que mantêm a brutalidade e a forma de agir dos nazis, que eles próprios combateram; e a outra parte, controlada pelos restantes aliados, onde a prosperidade começa a notar-se. 

Mais uma vez, e tal como no primeiro volume, Ken Follett teve o cuidado de conciliar as personagens reais com as fictícias em situações que, efectivamente, aconteceram ou tiveram uma grande probabilidade de acontecer. Há quem alegue que seria quase impossível que estas famílias se cruzassem, eu entendo que não, afinal vivemos numa Aldeia Global.

Se bem que, no fim de cada um destes volumes da trilogia (o primeiro e o segundo), não há pontas soltas, ou seja, todas as histórias tem um fim, podendo, por isso, cada um deles ser lido individualmente, eu confesso que estava ansiosa por iniciar o terceiro e último volume desta trilogia - no limiar da eternidade. Já o comecei, em breve falarei dele.

A Queda dos Gigantes

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Trilogia O Século - Livro 1 

de Ken Follett

Editor: Editorial Presença

ISBN: 9789722344289

Sinopse

Em A Queda dos Gigantes, o primeiro volume da trilogia "O Século", as vidas de 5 famílias – americana, alemã, russa, inglesa e escocesa – cruzam-se durante o período tumultuoso da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do Movimento Sufragista. 

Neste primeiro volume, que começa em 1911 e termina em 1925, travamos conhecimento com as cinco famílias que nas suas sucessivas gerações virão a ser as grandes protagonistas desta trilogia. Os membros destas famílias não esgotam porém a vasta galeria de personagens, incluindo mesmo figuras reais como Winston Churchill, Lenine e Trotsky, o general Joffreou ou Artur Zimmermann, e irão entretecer uma complexidade de relações entre paixões contrariadas, rivalidades e intrigas, jogos de poder, traições, no agitado quadro da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do movimento sufragista feminino.

Um extraordinário fresco, excepcional no rigor da investigação e brilhante na reconstrução dos tempos e das mentalidades da época.

 

A minha opinião

Estava ansiosa por começar a ler esta trilogia. Optei por comprar os três em conjunto, quando saisse o último, porque os queria ler de seguida. Da experiência que tenho com este autor, esta é a melhor opção porque, quando acabamos um volume, queremos logo continuar. E, mais uma vez, as minhas expectativas não saíram goradas

Pela mão de cinco famílias de cinco nacionalidades diferentes, acompanhamos o período de conturbado da primeira guerra mundial – antes, durante e depois.

A família Williams é uma família de mineiros no País de Gales. O pai é sindicalista, a mãe dona de casa. O filho, Billy é mineiro e a filha Ethel, é a governanta na casa dos nobres da região, a família Fitzherberts.

O Conde Fritz Fitzherberts é irmão de Maud e casado com Bea, uma princesa russa.

Walter Von Ulrich é alemão e vive em Londres como adido na embaixada alemã. É primo de Robert Von Ulrich, austríaco, que também vive em Londres como adido da embaixada austríaca.

Na Rússia conhecemos os Peshkov, Grigori e Lev. Bem como Katherina.

Ficamos também a conhecer Gus Dewar de Buffalo, assistente do Presidente norte‑americano.

Estas famílias estão, de uma forma ou de outra interligadas ao longo do livro.

O livro começa em 1911, com a entrada de Billy na mina. Os filhos dos mineiros tinham, à partida e a menos que fossem inválidos, lugar garantido nas minas de carvão, até à sua morte – por acidente ou doença. Poucos são os mineiros que morrem de velhice. Ethel, a irmã, é uma jovem que, pela sua inteligência e presença, sobe na hierarquia dos criados de uma forma vertiginosa tornando-se a governanta da mansão na altura em que Fitz reúne, nessa mesma mansão, vários jovens diplomatas e aristocráticos, com o Rei George que quer conhecer a opinião dos jovens que vivem em Londres sobre politica. É neste jantar que se começa a ouvir falar nos conflitos de opinião entre diversos países e que, mais tarde, dará origem à I Guerra Mundial.

Maud e Fitz não podiam ser mais diferentes. Enquanto Fitz, pela sua educação e formação, é um verdadeiro aristocrata, defensor da divisão de classes e de sexos – as mulheres, nesta altura, eram consideradas como “propriedade dos homens”, só com deveres e sem direitos, Maud luta pela igualdade das mulheres, pelo direito ao voto e pelo direito à assistência em qualquer circunstância e pelos mesmos direitos para todas as classes. Aliás, é precisamente por isso que Ethel e Maud se tornam amigas e até confidentes.

Walter, Robert e Gus são alguns dos convidados para o encontro com o Rei em casa de Fritz. Mais tarde, Gus, Fritz e Bea vão visitar uma fábrica na Rússia onde Grigori e Lev trabalham.

Estamos na Rússia dos Czares, onde a desigualdade entre as classes é ainda mais notória. Grigori e Lev juntam todo o dinheiro que podem para que possam comprar um bilhete para viajarem, na clandestinidade, para a América, terra dos sonhos para muitos russos. Grigori é uma pessoa responsável, que teve de criar o irmão, Lev, quando a mãe foi barbaramente assassinada pela polícia numa das muitas tentativas de revolução que tiveram lugar na Rússia. O pai tinha sido enforcado pelo avó de Bea por ter levado os animais esfomeados a pastar num terreno que pertencia à família de Bea. Lev é o oposto do irmão. Irresponsável, vigarista e, ao mesmo tempo, encantador e charmoso.

Katherina é uma jovem órfã que, na noite em que chega à Rússia, Grigori e Gus salvam de ser violada e morta pela polícia local, tornando-se, com isso, um alvo a abater pelo chefe da polícia. Mas enquanto Gus regressa ao seu país de origem, os Estados Unidos, Grigori, para salvar Lev de mais uma asneira, entrega o bilhete do barco a Lev e fica a viver com Katherina em Moscovo.

O assassinato do arquiduque Francisco Fernando da Áustria é a gota de água que alguns países precisavam para iniciar uma guerra que começa em Agosto de 1914 e só vai terminar em 11 de Novembro de 1918, depois de milhares de mortos de todos os países envolvidos. Com o início da guerra, separam-se famílias e amigos. Todas as personagens masculinas acima mencionadas são obrigadas a ir para as trincheiras para defender os seus países, apesar de, muitas vezes, porem a sua amizade em primeiro lugar – e aqui recordo o encontro, em lados opostos das trincheiras, de Fritz e Walter, numa noite de Natal.

Ao mesmo tempo que os homens travam a guerra nas trincheiras, Ethel e Maud travam uma guerra contra os preconceitos masculinos, tentando, por todos os meios, que as mulheres tivessem os mesmos direitos que os homens - em termos de salário, voto, saúde, etc.

Grigori, na Rússia, também trava uma outra luta – contra os czares e contra um sistema cruel que mata discriminadamente e que deixa o povo com fome e frio, e sem alento para lutar numa guerra para os quais não tem qualquer preparação. Quando os generais os mandam matar os seus vizinhos e amigos, apenas por querem comer, os soldados revoltam-se dando início à revolução russa.

Já no final da guerra, acompanhamos os primeiros passos da Liga das Nações que, mais tarde, daria origem à ONU.

Já vai longa esta opinião, o que é normal, considerando que o livro tem “apenas!” 928 páginas. Na verdade, são 928 páginas que se leem com muita facilidade, atento o modo como Ken Follet nos apresenta cada uma das situações e a forma como entrelaça as vivências das cinco famílias que acompanhamos ao longo de todo o volume.

Fechado este longo capítulo é altura de iniciar, sem demoras, o segundo – o Inverno do Mundo. Felizmente para mim, que estava no barco quando acabei o primeiro livro, o primeiro capítulo do segundo livro está disponível no final da Queda dos Gigantes, o que me permitiu não esperar mais.

É importante ainda fazer referência às personagens reais que, neste livro, convivem com as personagens imaginadas por Ken Follet. Do Rei George a Lenine, de Troski a Artur Zimmermann, do Kaiser Guilherme a Woodrow Wilson, passando por Winston Churchill e o general Joffreou. E aqui o autor dá cartas, seguramente. Ken Follet teve o cuidado, como o próprio explica numa nota final, de colocar as personagens reais em situações que poderiam efectivamente ter acontecido. Tem o cuidado de as colocar em cenários imaginários em alturas em que poderiam ter estado num local em tudo semelhante - Winston Churchill, por exemplo, viajava muitas vezes para o campo. Pois que a sua visita à mansão de Fritz, no campo, acontece precisamente numa altura, em que está registada uma visita ao campo. Este cuidado acaba por tornar todo o livro bastante realista, deixando-nos com a pergunta – será que estamos a ler uma obra de ficção ou será uma história real?

Um mundo sem fim

 
 
 
 

Editado em 2008 pela Editorial Presença

ISBN: 9789722340038

Sinopse

À semelhança de Os Pilares da Terra Ken Follett volta ao registo do romance histórico, numa obra dividida em duas partes graças às quase mil páginas que a compõem. A Presença publica agora o primeiro volume de Um Mundo Sem Fim, que se prevê repetir o sucesso de Os Pilares da Terra. O autor sentiu-se bastante motivado a escrever este novo livro já que desde Os Pilares da Terra, publicado em 1989, os leitores de todo o mundo clamavam insistentemente por uma sequela. Finalmente Follett inspirado e com coragem e determinação, sem esquecer uma enorme dedicação, lançou-se na escrita de Um Mundo Sem Fim, a continuação de Os Pilares da Terra, onde recorre a elementos comuns do primeiro livro e dá vida a descendentes de algumas personagens. Recuperando a mesma cidade Kingsbridge, o cenário é ambientado dois séculos mais tarde onde nos transporta até 1327. Aí iremos ao encontro de quatro crianças que presenciam a morte de dois homens por um cavaleiro. Três delas fogem com medo, ao passo que uma se mantém no local e ajuda o cavaleiro ferido a recompor-se e a esconder uma carta que contém informação secreta que não pode ser revelada enquanto ele for vivo. Estas crianças quando chegam à idade adulta viverão sempre na sombra daquelas mortes inexplicáveis que presenciaram naquele dia fatídico. Uma obra de fôlego com a marca assinalável e absolutamente incontornável de Ken Follett.

A minha opinião

Ken Follett é um dos meus autores favoritos desde que li Os Pilares da Terra. Um Mundo Sem Fim é, supostamente, a sequela d’Os Pilares da Terra mas, na verdade, o que une estes livros é o local da acção, Kingsbridge e uma das famílias que é descendente muito afastado de Tom Pedreiro, mais exactamente de Martha, a filha mais nova de Tom.

O primeiro volume inicia-se em 1 de Novembro de 1327, altura da Feira do Velo no priorado. Gwenda, Caris, Ralph e Merthin são quatro crianças, com idades muito próximas e que não se conhecem. Nesse dia as suas vidas vão-se cruzar com Thomas, um cavaleiro que esconde um segredo, o que terá efeitos que se irão sentir para o resto das suas vidas.

Kingsbridge continua a estar ligada ao priorado cujo prior falece em sequência dum acidente. Nessa altura começam os jogos de poder dentro do priorado o que acaba por afectar toda a cidade. Aliás, o forte deste livro são mesmo as lutas por poder, dentro do priorado, entre o priorado e o convento de freiras que nasceu ao lado da catedral construída por Tom e Jack nos Pilares da Terra, assim como entre a Guilda Paroquial e o priorado.

Acompanhamos o crescimento destas crianças num ambiente medieval, com todas as nuances próprias dessa época, com a caça às bruxas, o rebaixamento das mulheres que eram consideradas abaixo dos homens.

Este primeiro volume termina em Maio de 1339

Escrito com a qualidade a que o autor nos habituou, é, sem dúvida, um livro a ler e a reler. Comecei o segundo volume de imediato porque a ânsia de saber o que o futuro reserva a todos os personagens, sejam eles bons ou maus, é imensa.

No segundo volume d’Um Mundo sem Fim continuamos a acompanhar a vida de Gwenda, Caris, Ralph e Merthin, as quatro crianças que conhecemos no primeiro volume. O volume inicia-se com o princípio da peste negra que tanta gente ceifou na idade média. Percebemos, conforme vamos avançando na leitura, como é que a peste matou tanta gente, porque é que se espalhou com tanta facilidade e, acima de tudo, sentimos a impotência que foi lutar contra uma doença bastante mortal que muitos acreditavam ser um castigo de Deus.

Assistimos ainda à mudança de mentalidades, quer da Igreja quer dos populares, quer aceitando melhor a intervenção das mulheres – que, até essa altura, eram descriminadas e quase que ignoradas pela sociedade em geral – quer em termos de higiene.

A peste vai matar algumas das personagens que nos acompanharam no primeiro livro e algumas das novas que são introduzidas neste volume. Leva alguns dos “bons” mas também dos “maus” provando, mais uma vez, que a morte, seja ela induzida da forma que for, é democrática e não escolhe quem quer levar.

Quando lemos a última página e fechamos o livro, fica uma sensação de vazio. Aliás como na maior parte dos livros deste autor, cada livro sabe-nos a pouco, apesar das histórias ficarem terminadas e não haver pontas soltas.

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