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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Um dia a casa vem abaixo * - O princípio

Ora então vamos lá contar o principio da saga um dia a casa vem abaixo.

Como vos disse, decidimos, no verão do ano passado, mudar de casa, ir viver para uma vivenda, numa zona mais calma que o Barreiro. Acabamos, depois de muitas peripécias, numa aldeia a 20 km do Barreiro que estamos a adorar.

A primeira decisão que eu e o meu marido tomamos foi a de que os nossos filhos teriam uma palavra a dizer, quer sobre a casa quer sobre o local. Tendo eles 16 e 14 anos não nos passava pela ideia que a decisão fosse unilateral, até porque esta não iria ser apenas uma mudança de casa mas também sair do Barreiro.

Depois de estarmos os quatro de acordo em relação à mudança, começamos a procurar moradias dentro do nosso orçamento e com a ajuda da nossa agência imobiliária. Visitamos os sites do costume - OLX, Custo Justo, Idealista, Imovirtual e Casa Sapo - e ficamos horrorizados! senhores agentes imobiliários, senhores vendedores de casa, caros particulares, não é preciso ser muito inteligente nem muito profissional para saber fotos com montanhas de roupa para passar a ferro, loiça suja em cima da mesa da cozinha, fruta podre na fruteira ou sacos do lixo abertos não ajudam em nada. E fotos como esta só podem provocar risos:

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(a menos que a compradora queira ficar também com a decoração...)

A sério. Vejam lá isso. As fotos que mostram são a primeira visita que os potenciais compradores fazem à vossa casa e, ou agrada e se marca a visita ou não agrada e pronto. E se a vocês agrada viver com fruta podre, loiça suja e lixo espalhado, aos compradores em principio não.

Escolhemos, dessas viagens virtuais, algumas moradias em várias zonas e marcamos um dia para fazer todas as visitas. E lá fomos os quatro mais a nossa agente imobiliária (que agora já é uma boa amiga) visitar as casas. Umas por isso, outras por aquilo, nenhuma nos agradou. 

Apesar de que uma das casas que visitamos nos marcou a todos. Pela negativa!

Assim que nos abriram o portão, o cheiro no jardim era tão mau, mas tão mau, que me apeteceu fugir. O dono da casa tem dois cães granditos e, pelos vistos, os cães fazem todas as necessidades em todo o lado. E não são limpas. Antes pelo contrário, vimos as patinhas deles espalhadas pela casa, por toda a casa, com restos da necessidade nº 2. Além de muito pelo, muito cotão, muito pó. E muito mau cheiro. Aquele cheiro de casa que não vê as janelas abertas durante meses a fio, apesar de viverem lá pessoas. E como se não fosse suficiente, as paredes dum quarto pintadas de vários tons de verde (do alface ao sporting) outro quarto de tons roxos e ainda uns tons vermelhos na sala (sendo que a parte das pinturas seria o menos grave, claro). Saímos da casa e fomos ver a garagem. Estive na garagem os cinco segundos mais longos da minha vida. Assim que entrei, saí. Ia vomitando, tal não era o cheiro e aspecto. Muito muito mau.

Para vendedores menos atentos, menos profissionais e menos preparados, aprendam as 5  dicas a considerar antes de vender a casa. Estes conselhos são de graça e podem ajudar.

Dado que no primeiro dia de visitas nenhuma nos agradou, agendamos um segundo dia para uma segunda volta. Mas como este post já está longo, segunda feira conto-vos mais. 

Entretanto...

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* ou The Money Pit. E, para quem ainda não viu o filme com este titulo, sugiro vivamente que vejam.

As incongruências de mudar de morada

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Já vos contei que mudei de casa. Ainda não vos contei todas as (des)venturas com essa mudança mas hei-de fazê-lo.

O que vos quero contar hoje está, na realidade, relacionado com a mudança de casa mas é mais na parte de mudar de morada nas centenas de instituições, sejam elas maiores, mais pequenas ou assim assim.

Pensava eu que mudar a morada seria coisa simples e que o procedimento seria mais ou menos lógico e feito de forma fidedigna, ou, pelo menos, com garantias. 

Puro engano.

Ora vejam como foi em algumas entidades (que vou identificar descaradamente!).

Unibanco - Acedi à área reservada do unibanco connect. Aquela que me dá todas as informações sobre o cartão de crédito, pensando que haveria uma opção para actualização dos dados pessoais (incluindo a morada) e que permitisse enviar o comprovativo (sendo o Unibanco uma entidade financeira está sujeita às mesmas regras que os bancos e é obrigatório entregar o comprovativo de morada). Nada disso. Tive de telefonar para a linha de apoio e de seguida enviar um email a pedir a alteração, enviando, o comprovativo de morada em anexo. Do mal o menos, uma vez que recebo a maioria da correspondência por email e como enviei o pedido de alteração por email, faz algum sentido.

Deco - Na área reservada não tem qualquer opção para fazer esta alteração. Liguei para o apoio e perguntei como deveria fazer. Pediram-me a nova morada e o numero de associado e pronto, já está. Não fizeram qualquer pergunta adicional, não sabem se a pessoa que está a ligar é mesmo o associado, não confirmam quaisquer dados. Um telefonema simples e já está.

Cetelem - Quase a mesma história do Unibanco mas com exigência duma factura de serviços. Ora se a água, electricidade, gás, etc, está em nome do meu marido porque ele é que lá foi tratar, como é que eu provo que moro lá?... Na maioria das instituições financeiras basta que a factura esteja no nome dum dos membros do casal (ou pelo menos nos casos em que conheço). Vamos ver se aceitam o documento de mudança de morada no cartão de cidadão.

Rádio Popular e Cartão Continente - acesso à área reservada, alteração dos dados pessoais, e pronto, já está.

Victoria Seguros - não tem área reservada. Contactei para a linha de apoio, fizeram duzentos e vinte e nove mil perguntas para confirmar a minha identidade e, por fim, a resposta: tem de enviar por carta ou email, mas não precisa de enviar comprovativo de morada. Então mas se não tem qualquer email meu e não sabem se o email de onde vou enviar é meu, como é que alteram? Não o poderiam fazer pelo telefone já que tinham confirmado a minha identidade com as questões todas que colocaram?

Desconfio que, nos próximos meses, ainda vou andar a mudar moradas. Apesar de receber quase tudo por email, ainda há muita coisa que nos chega em papel. Vou fazendo as alterações conforme as cartas surgirem e, quem sabe, umas serão mais fáceis que outras. Valha-nos que, com a mudança da morada no cartão de cidadão (tive de pedir um novo porque perdi o código pin e sem isso não podia fazer alterações), fica a morada mudada em quase todos os serviços governamentais! senão seriam mais uns dias perdidos.

 

Entretanto...

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