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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Na madrugada

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Confesso, aqui em público, que admiro (NOT) certas pessoas e, nessas pessoas, incluem-se aqueles que, ainda de madrugada – sete, oito da manhã – ou ainda mais cedo, conseguem discutir e barafustar.

Ainda hoje assisti a um caso desses, ainda por cima com requintes. Então – alegadamente – um condutor fez uma manobra perigosa: esqueceu-se de ligar o pisca e, com isso, baralhou o jovem que vinha atrás. Um pouco mais à frente, o que se tinha esquecido do pisca, estacionou e o que se baralhou parou também. Até aqui tudo normal, podia ser apenas uma coincidência.

Só que não era.

O jovem de trás deu-se ao trabalho de estacionar (desconfio que terá posto uma moeda e tudo, já que estamos em zona vermelha dos parquímetros) e começou a discutir com o da frente. Mas a discutir aos berros, entrou atrás do homem no café, gritou dentro do café e saiu do café a gritar com o homem. Foram uns vinte minutos de gritaria, que me acordou a mim que estava a tomar o meu pequeno almoço descansada e acordou a pessoa que mora no sétimo andar do prédio, com toda a certeza.

Caramba, a energia que o homem tinha, senhores! E às oito da manhã – hora a que só me apetece é dormir!

Vá dormir, senhor. Vá dormir que isso passa!

(e, já agora, posso ir também?)

Faz-se já aqui ao lado

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No inverno passado fui a uma loja comprar umas meias de Lycra. Como sou menina para usar um par por dia porque as rasgo com facilidade, comprei 10 pares.

Por cortesia, perguntei à rapariga que me atendeu quanto era, enquanto ia tirando da carteira o dinheiro.

Responde-me a moça com ar atrapalhada, ai só um bocadinho, deixe-me fazer aqui a conta na calculadora.

10 pares, cada um custava € 2,50… achava eu, na minha inocência, que seria conta fácil de fazer. Só que não. A piquena teve mesmo de recorrer à máquina enquanto eu ficava ali, especada, a olhar para ela com trinta euros na mão para lhe pagar.

Quando ela concluiu aquilo que eu já sabia, que teria de lhe pagar vinte cinco euros, entreguei-lhe o dinheiro.

Qual não é o meu espanto quando ela pega de novo na calculadora e faz nova conta, desta vez para calcular o troco a dar-me.

Estive quase para lhe pedir que fizesse a prova dos nove... mas, em vez disso, fui-me embora com as meias e o troco (que estava certo)!