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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Sardinhas

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Um dos meus peixes preferidos mas que nunca, mas mesmo nunca, como em casa, tal é a fumarada que acompanha uma boa sardinhada. Normalmente comemos quando vamos a algum restaurante ou quando estamos em Sesimbra que a varanda da casa é bastante aberta e o fumo tem mais por onde ir do que propriamente para dentro de casa.
Se pudesse – e ela fosse sempre gordinha – comeria sardinhas o ano todo. Mas não posso. Conscientemente percebo que, mesmo que a sardinha seja pequenina e gordinha, precisa de tempo para se reproduzir e para crescer. Assim como, em consciência, percebo que, por mais toneladas de sardinhas que haja na costa portuguesa, ainda assim é uma quantidade limitada.
Eu, que de pesca não pesco nada, percebo os cuidados a ter e percebo que haja controlo nas quantidades que se pesca. Assim como percebo que, se hoje se pescar em excesso, amanhã queremos e não temos.
Não se trata duma questão política, social ou económica. Trata-se duma questão ecológica. Se não houver quotas e todos pescarem ao desbarato, em poucos anos a sardinha será uma espécie extinta. E isso, caros pescadores e amigos, ninguém quer. O que queremos é a sardinha no pão, fresca e a pingar imensa gordura e saber que podemos continuar a comer sardinhas por muitos e longos anos. Mesmo que isso implique comer menos de cada vez.
Este caso – o das quotas das sardinhas – é um excelente exemplo de que menos é mais! Muito mais!