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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

#naohadesculpa

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Nas férias, no Natal, no Inverno. Porque fazem xixi, porque ladram, porque deitam pelo. Porque nasce um bebé, porque mudam de casa ou de cidade. Porque estão velhos, porque são novos, porque estão doentes ou porque precisam de vacinas. Porque roem os livros. Porque há alergias, porque o veterinário é caro, porque...

Mil e uma razões, nenhuma delas realmente válidas. Não há, realmente, razões válidas para abandonar os animais. Quando se adopta um cão, um gato, um coelho ou uma tartaruga, assumimos um compromisso. Com eles, com os animais que passam a fazer parte da nossa família. Um compromisso até que a morte nos separe.

A nossa família, neste momento, tem 4 seres de duas patas e 4 seres de quatro patas. A Bunny e a Saphira adoptaram-nos como família há quatro anos. Podem, se tiverem curiosidade, saber a história da adopção da Bunny aqui  e da adopção da Saphira aqui.

Desde o primeiro dia (e apesar de ter sido uma adopção de impulso) que assumimos o compromisso de dar o nosso melhor pelas nossas meninas. Em tudo. E isso inclui virem de férias connosco para Sesimbra. E leva-las à praia quando anoitece e poucos seres de duas patas lá andam. Elas deliram, a Bunny dentro de água e a Saphira na areia. Correm, brincam, nadam, escavam, sempre sobre o nosso olhar atento. E mesmo que isso signifique que jantamos à meia noite não faz mal porque só olhar para a felicidade delas é mais que suficiente.

A Samedi e a Riscas são as nossas coelhas. Essas ficam em casa. Nos primeiros anos - quando tínhamos seis coelhos - vinham também connosco mas entretanto percebemos que era muito stressante para os coelhos saírem do seu ambiente e por isso a nossa amiga Nanda vai lá a casa uma ou duas vezes por dia para tratar da Samedi e da Riscas.

A União Zoófila está a juntar, num só álbum, as fotos que lhes são enviadas de animais em férias. Ora espreitem lá como os animais ficam tão felizes com os seus donos.

Pela minha parte... ora vejam as nossas meninas:

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 (férias na praia, para a Bunny, implica nadar atrás das gaivotas)

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 A Saphira é muito ciosa das minhas leituras...

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 As quatro meninas, pouco antes de virmos de férias. A Samedi é a coelha preta, mãe das Riscas

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 Já a Saphira só entra na água se for obrigada ou se for a correr atrás da Bunny. Prefere escavar ou rebolar na areia

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 Impossível resistir a este ar de felicidade

Biscoitos para cães

A nossa Saphira fez anos esta semana. Quatro anos de idade. E a minha gaiata quis comemorar este marco duma forma especial e hoje foi para a cozinha fazer uma receita de biscoitos próprios para cães, que foi a delicia das patudas. 

Primeiro as fotos:

14407904_10154640192989636_558700715_o.jpgUns com cobertura, outros sem.

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O interior dos biscoitos.

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O ar deliciado da Bunny.

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A Saphira a comer o terceiro...

E a receita? Podem encontrá-la aqui. Para o molho de maça usamos esta receita sem o açúcar e o sal.

Agora vou ali num instante guardar os que sobraram senão as meninas comem todos os biscoitos que foram feitos.

Guincho

Ontem fomos ao Guincho. E as gaiatas de quatro patas não se divertiram nada como se pode ver:

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 Claro que nós também nos divertimos. E, para acabar em beleza, nada como um gelado no Santini.

Ahhh as férias... as férias!

Na saúde e na doença

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(Depois dum final de tarde na praia, o dia a seguir é passado assim)

Contava-me aqui há dias uma amiga que, quando lhe perguntaram onde ia de férias e ela respondeu que não iam sair de casa porque a cadela mais velha está doente e não pode viajar, ficaram a olhar para ela como se fosse uma ave rara e ainda disseram, escandalizados: mas não vais por causa da cadela?

Ora vamos lá a ver. Se um de vocês, em casa, estiver doente e não poder ir viajar ou, eventualmente, esteja em risco de vida, os outros vão, alegremente, de férias e borrifam-se para o doente? Se é isso que fazem, bom, então sim, admito que fiquem escandalizados por uma família não abandonar um dos seus membros por essa mesma razão. Se não o fazem, então porque razão se admiram que alguém o faça?

Quando adoptamos – ou melhor, quando fomos adoptados – a Bunny e a Saphira as nossas meninas, elas passaram a fazer parte integrante da família. São animais, é verdade, tem quatro patas em vez de duas, mas as diferenças terminam por ai. Assumimos, com elas, um compromisso que só cessará no dia em que elas morram. Tal como num casamento, é um compromisso a cumprir no bem e no mal, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

E é, também, um compromisso a cumprir no Verão e no Inverno, no Outono e na Primavera. Todos os dias do ano.

Até que a morte nos separe.

E porque assumi esse compromisso – aliás, assumimos todos lá em casa – tal como a minha amiga, seria incapaz de ir de férias se uma delas estivesse doente e não pudesse viajar.

Tal como faria com qualquer outro membro de família.

Pena que algumas pessoas não o façam e abandonem membros da família por desculpas esfarrapadas.

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