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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Carnaval de Verão em Sesimbra

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Todos sabemos – ou pelo menos eu acho que sim – que o facto do Carnaval ser em Fevereiro ou Março – e em Portugal - não é exactamente o mais convidativo para usar bikinis e pouca roupa. Infelizmente a maior parte dos Carnavais em Portugal copiaram as tendências brasileiras, esquecendo-se que estamos em hemisférios diferentes e, por isso, lá, no Brasil, está calor enquanto aqui, em Portugal, está frio.

E todos sabemos – e eu continuo a achar que sim, que todos sabemos – que são gastos uns largos euros em acessórios para uma festa que, na melhor das hipóteses, acontece em dois dias – domingo e terça de Carnaval. Assim que acaba, os acessórios são postos de parte e começa-se a pensar na festa do ano seguinte.

Excepto em Sesimbra.

Todos os anos, em Sesimbra – normalmente no último fim-de-semana de Julho – há o Carnaval de Verão, em que as escolas de samba da terra desfilam na avenida junto à praia, para gaudio de quem vem assistir. E, por norma, nesse mesmo fim-de-semana, há o mega Samba que termina com o Mega Bateria, um encontro europeu de baterias das escolas de Samba.

Honestamente acho a ideia fantástica e uma forma de promover Sesimbra. E Sesimbra bem que precisa de ser promovida – apesar de alguns comerciantes continuarem a fechar para descanso do pessoal. Agora o que já não acho fantástico é que façam o dito encontro de baterias das escolas de samba na avenida ao lado da praia, tirando-nos o direito de gozar uma tarde de praia em descanso.

Gosto da praia em silêncio. Ou pelo menos do silêncio que é possível com as pessoas à volta, as brincadeiras das crianças, os risos de quem brinca na água ou na areia. Gosto de ouvir os meus pensamentos e de conseguir ler. E quero poder conversar com quem está na praia comigo, enquanto viro as páginas dum livro. Gosto de descansar na toalha enquanto seco. E tudo isto é impossível na tarde do encontro. Porque o som do samba e das baterias se sobrepõe a tudo e a todos e torna uma simples tarde de praia num inferno.

Ontem foi assim a minha tarde. Um inferno. Acabei o dia – eu e quem estava na praia (ouvi várias pessoas a dizer o mesmo, quando finalmente acabou) – com uma grande dor de cabeça (certo, é sinal que tenho cabeça) e houve quem se fosse embora mais cedo porque já não suportava tanta bateria.

Pergunto eu, será que quem pensa nestas coisas, só pensa neles e esquece-se de quem frequenta a praia?

Coisas de praia

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Estar de férias em Sesimbra é também ir à praia. Aliás, estar em Sesimbra é ir à praia e pronto. Tirando a Feira do Livro – que este ano tem uma programação fantástica e onde estarei esta quinta-feira a apresentar o meu Viagens – pouco mais há a fazer além de praia (preferencialmente acompanhada de um bom livro, obviamente).

E ir à praia é, seguramente, ver uma série de coisas mal feitas, por pessoas que, por mais vezes que sejam avisadas, continuam a fazer os mesmos disparates. Sabe-se lá com que consequências futuras para os seus rebentos.

Vou-me cingir aos disparates (para ser simpática) cometidos por parte dos paizinhos e que afectam terceiros. Porque, sinceramente, me estou nas tintas para as parvoíces que fazem e que só os colocam a eles em risco.

Comecemos por aqueles que alguns fazem, achando que estão a ser bons pais e que, afinal, deviam era levar com uma marreta na cabeça. E aqui, nada como iniciar com as horas a que alguns levam os seus pequenos herdeiros para a praia. Qual é a parte que ainda não perceberam? Quantas vezes precisam de ouvir ou ler que, entre as 11h e as 16h (pelo menos) o Sol faz mal? Faz mal aos adultos e faz muito mal às crianças e aos bebés. Chegar à praia às 11h30 com bebés de colo é inclassificável. Passar o dia com eles na praia é muito estúpido. É assim tão difícil de perceber? Precisam dum desenho? É que nem com toneladas de protector solar (quando o metem…) conseguem proteger os rebentos dos efeitos nocivos do sol.

E continuando nos herdeiros.

Quem é que disse aos paizinhos que é boa ideia deixar as crianças e os bebés andarem nus na praia? Para além da areia se enfiar em todos os buracos e dobras (e é mesmo em todos, sem excepção), a areia está suja. Cães e outros animais podem lá fazer as suas necessidades, há pulgas da areia, há outros bichos e bactérias e não há nada, absolutamente nada, entre as partes intimas das crianças e a areia. É difícil de perceber? Mas mesmo que acreditássemos que a areia estava imaculada (que não está!) já pensaram no quanto os pedófilos adoram ver as vossas crianças todas nuas? Assim nem precisam de se preocupar muito. Vão para a praia e gozam à vontade. Já não basta as fotos das crianças nuas no facebook que continuam a aparecer? (fui clara ou precisam de mais informação?)

Cães na praia. Sim, eles adoram praia. Adoram correr na praia, mergulhar, fazer buracos. Eu sei, tenho duas. E levo-as à praia. Fora das horas de calor, normalmente ao fim da tarde, princípio da noite. Não me passa pela cabeça leva-las a passar o dia inteiro na praia, mesmo que leve água para elas beberem. Caramba, elas tem pelo! E o pelo é quente! Se nós temos calor, imaginem os pobres dos cães. Os cães precisam de ser resguardados do calor e há cuidados especiais a ter com eles na altura do calor. Levá-los à praia não está incluído.

São coisas tão fáceis de perceber. Não é preciso um curso superior nem nenhum mestrado. Acreditava, eu que sou crédula, que simples senso comum bastaria. Parece que não. Espero, sinceramente, que um dia, não se arrependam das asneiras que foram fazendo

Love Boat

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No outro dia, quando cheguei à praia (já vos disse que estou de férias?) vi este barco na rampa. Feito com todo o cuidado, uma miniatura de tantos barcos de andam no mar, à pesca, e que saem aqui de Sesimbra, das docas. Tiramos a foto e depois perguntamos, aos jovens que estavam por perto, se sabiam quem o tinha feito. Um deles, com cerca de 15/16 anos respondeu que tinha sido ele próprio. Claro que lhe demos os parabéns, o barco está perfeito.

Só não sabíamos ainda o quanto..

É que o Danilo - assim se chama o autor deste projecto - levou o barco até ao mar e meteu-o dentro de água. E não é que navegava na perfeição? até tinha uma ancora de modo a ficar preso a um deles para não navegar por esse mar fora.

Um espectáculo, digo-vos eu! um espectáculo. Nesse dia, a minha ida à praia valeu ainda mais por ter visto esta beleza e a ter visto a navegar.

Parabéns, mais uma vez, Danilo!

 

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