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StoneArt Portugal

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Eu e os meus livros. Sejam bem vindos a esta minha casa.

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Anatomia dum fim de semana

Não sendo este um blog de viagens, apetece-me divagar sobre o passeio que demos no passado fim de semana, em jeito de encerramento do verão. Como é a minha primeira experiência num relato de viagens, espero que não seja uma grande seca (que para seca já basta o tempo).

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Inicialmente estava previsto que a semana fosse passada no norte, em passeio pelos caminhos de Portugal, para vermos coisas lindas, num mundo sem igual (ler com entoação de música pimba). No fim acabamos por ir apenas três dias para Reguengos de Monsaraz. Tudo igual, portanto…

A nossa primeira ideia era levar as nossas cadelas para passarem estes dias connosco. E a Casa de Campo Quinta São Jorge disponibilizou-se a recebê-las tão bem como nos iria receber a nós. Só que acabamos por decidir deixa-las no Hotel Canino São Macário porque a maioria dos restaurantes na zona não tem esplanada e não aceitam animais no interior.

Portanto, sexta-feira lá fomos levar as patudas ao hotel delas e lá seguimos nós para o nosso passeio. Chegamos à casa de campo por volta das 16h e resolvemos logo ficar na piscina.

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Pudera, com uma vista destas, uma piscina destas e com calorzinho, nem pensar em sair dali.

Sexta à noite

O jantar foi num excelente restaurante com um nome sugestivo. Plano B. E foi mesmo a segunda escolha porque, pelos vistos, em Setembro são muitos os restaurantes que fazem férias. Mas foi uma segunda escolha a valer por uma primeira. Começou aqui uma desgraça gastronómica que durou todo o fim de semana. Uma entrada de azeite com alho e coentros para se molhar o pão que era guloso como convém. Porco preto com um sabor delicioso. Uma barrigada de comida da boa.

À noite demos um passeio até ao Observatório do Lago do Alqueva mas acabamos por não fazer a visita guiada porque a Lua nasceu cedo demais para se conseguir ver as estrelas como deve ser. Combinamos lá voltar no sábado à noite porque a Lua iria nascer quinze minutos mais tarde, o que facilitaria.

Regressamos aos quartos (espaçosos, muito limpos e asseados, com garrafas de água gratuitas no minibar) para dormir uma noite descansada. Apesar do meu quarto estar perto da estrada e da entrada, confesso que não ouvi absolutamente nada durante a noite.

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Sábado

Acordamos cedinho e tivemos uma pequena desilusão. Nuvens a ameaçar chuva e um vento desagradável…  lá se foi a nossa intenção de piscinar de manhã e ir à praia fluvial à tarde…

De qualquer maneira nada como começar o dia com um bom pequeno-almoço, e não saímos defraudados do pequeno-almoço incluído na estadia. Pão alentejano do melhor, uma marmelada de figo de comer e chorar por mais. Tudo à descrição e uma vista fabulosa.

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Aqui gostaria de vos contar uma história que confirma que o mundo é uma aldeia. Quando começamos a servir-nos, uma outra hóspede virou-se para o meu marido e perguntou-lhe: olhe desculpe, mas não é o Miguel, o marido da Magda? Claro que me virei logo para ela e disse que sim, e que a Magda era eu. Espanto dos espantos, era uma amiga minha que já não via há quase 17 anos. Deixamos de conviver por uma situação estranha a que ambas fomos alheias e perdemos completamente o contacto, e acabamos por nos rever ali.

Adiante.

Passamos na praia fluvial e depois, durante a manhã, visitamos algumas antas, cromeleques e menires. O Obélix não apareceu, o que foi uma pena, pelo que deixamos tudo no mesmo sítio.

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A manhã terminou na barragem do Alqueva, com uma paisagem a perder de vista (e água, muita água, apesar da seca).

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Aceleramos o passo, que é como quem diz, que fizemos mais ou menos uma hora de viagem para irmos almoçar ao Restaurante A Maria no Alandroal. A primeira vez que lá fui, foi com os meus sogros e foi a primeira vez que comi cabeça de xara. Infelizmente desta vez não havia, mas, em compensação, havia um cabrito assado no forno que estava divinal e as melhores farófias que alguma vez comi num restaurante (que, obviamente, não se chegam aos calcanhares daquelas que a minha mãe faz).

Na viagem de regresso a Reguengos, demos com um trabalho do Vhils.

(cliquem na seta para verem todas as fotos) 

E encontramos as vacas que dão leite com chocolate… 

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Durante a tarde fomos passear em Monsaraz. Um espectáculo de vista, um espectáculo de aldeia. Muito bonita, muito limpa mas, honestamente, 75 cêntimos por um café ou € 1,40 por um rebuçado de ovo é, quanto a mim, abusar da sorte.

Lanchamos em Barrancos, no meio do pinhal, presunto e pão acabadinho de comprar.

O jantar de sábado acabou por ser no Restaurante Sem Fim. Entrecosto com mel e alecrim e melancia para terminar que já estava muitooooo cheia. Um espaço muito agradável e muita simpatia dos empregados.

Estava previsto irmos ao Observatório do Lago do Alqueva nesta noite mas o vento e o frio acabaram por nos fazer recolher ao hotel mais cedo para mais uma noite de descanso.

Domingo

Mais uma vez acordamos cedinho, até porque era o último dia e queríamos arrumar as coisas e sair de hotel para depois passearmos na zona já que o almoço estava marcado para o Sabores de Monsaraz.

A manhã acordou mais bem-disposta que na véspera, e o pequeno-almoço, mais uma vez, foi um must. Acho que vou ter saudades da marmelada de figo…

Depois de tudo arrumado, checkout feito, fomos beber um café à praia fluvial, passear até Espanha, Aldeia da Luz, e visitamos mais um menir. Tentei mudá-lo de sítio mas parece que o pequeno-almoço não foi suficiente (e o Obélix sem aparecer!).

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Ao almoço… salada de queijo fresco (a única comida saudável e dietética que comi durante todo o fim de semana) e migas gatas com bacalhau e coentros. A vista a perder de vista, um espaço agradabilíssimo e empregados atenciosos.

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Após o almoço o regresso a casa, com um pequeno desvio para que os meus filhos conhecessem Casa Branca e Cano, as aldeias onde nasceram os avós paternos.

Custos

Duas noites com pequeno-almoço incluído na Casa de Campo Quinta São Jorge custaram 202,00 para cinco pessoas, um quarto duplo e outro triplo, o que deu uma média de € 20 euros por pessoa, por noite. As refeições variaram entre os 75 euros (no Plano B) e os 102 euros (n’A Maria). As bebidas incluídas foram apenas água e sumos e nem todos comemos sobremesas.

Contras

Esta zona é muito fraca em telecomunicações. Passamos por diversos sítios em que não havia rede de nenhuma das operadoras (Meo, Vodafone ou Nos). Internet, em muitos sítios, era um mito urbano.

As fotos

Cliquem na setinha para verem algumas das fotos que tiramos.

 (quem é que conseguiria resistir a comida tão boa?)

(detalhes da casa de campo onde estivemos hospedados)


Se tiveram paciência de chegar até aqui... já participaram neste Passatempo?

e esta sou eu em versão fim de semana

 

 

 

As notícias da viagem #1

Ser mãe nestes dias não é fácil, já se sabe. Mas o projecto está a correr bem que é o mais importante.

Na sexta-feira passada a gaiata lá foi para a Turquia. Ainda teve de esperar que este senhor acabasse o trabalho para o avião partisse

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(mentirinha)

mas lá partiu com destino a Amesterdão onde chegou à noitinha. A previsão inicial era que o voo para Antalya fosse na manhã seguinte mas acabou por apenas se realizar à noite, o que permitiu que os quatro alunos e dois professores fossem passear - de barco e de autocarro - em Amesterdão.

Ficaram nessa noite no aeroporto onde foi cometido um atentado contra a minha filha. Caramba, a moça chama-se Maggie e não:

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Mas pronto, adiante que nós também pouco percebemos o que eles dizem:

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(sim, eggs, MacDonald's, o preço e pouco mais)

Ainda no aeroporto e antes que houvesse um motim contra o grupo, foi preciso explicar como se usam as escadas rolantes. O lado onde se anda e o lado onde se espera que a escada nos leve.

Durante o passeio de barco, a gaiata teve o seu rim direito a ameaçar suicidar-se e o rim esquerdo com cancro do fígado. E tudo porque um dos rapazes do grupo perguntou onde é que vivia a Anne Frank (estavam a passar ao lado) e ficou mesmo contente quando o professor lhe disse "ela vive ali em cima deste prédio".... Como o rapaz achou que era mesmo verdade, que Anne Frank estava lá, foi preciso explicar-lhe que não, ela não vive, ela viveu. E depois morreu!

No domingo de madrugada lá chegaram a Antalya onde foram recebidos pela família de acolhimento. Esta foto que se segue não foi tirada por ela mas dá para verem porque é que, neste momento, estou cheia de inveja. E porque é que eu, a Psicogata e a Mula vamos fechar o estaminé e organizar uma excursão até lá. É que era já mesmo, certo?

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(o melhor será não procurarem mais fotos da zona. Acreditem que ficam como eu, verde de inveja)

Mas Antalya é grandito, a pequena e o seu grupo de Erasmus + (que inclui estudantes romenos, lituanos, gregos e italianos, para além, claro, dos turcos e portugueses) estão instalados em Manavgat que é assim:

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(já vos disse que estou verde de inveja?)

No domingo o dia foi de partilha das prendas e, ao que parece, os Ss de canela que moça levou fizeram sucesso.

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Não se partiram dentes porque um deles se lembrou de os molhar no café. Desapareceram num instante, assim como as areias que ela levava.

Mas foi também dia de ir à praia:

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e nós cá com chuva... ninguém merece! (não sei se vos disse que estou verde de inveja...)

Ontem, segunda feira, já foram realizadas várias actividades escolares. Workshops, conferencias, aulas, visitas de estudo. A semana é plena dessas actividades para o grupo de 45 estudantes envolvidos. Entre a universidade, a escola secundária, etc e tal. Mas também há visitas a locais turísticos e/ou mais importantes da zona. 

À tarde há sempre tempo livre. E ontem foram a uma loja beber um café. Deixo aqui as palavras da Maggie que explicam o que se passou nessa loja:

O melhor é mesmo quando tentas pedir alguma coisa, e o empregado não te percebe por isso chama outro, e depois esse também não percebe e chama outro pelo walkie talkie, e esse quase que não te percebe.

Mas lá beberam o café.

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E, claro, houve quem tentasse ler o futuro nas borras de café da minha filha. E viram uma árvore de Natal no futuro dela. Confere! Todos os anos, no Natal, ela tem uma árvore de Natal em casa.

Dois dias na Turquia e a minha filha já concluiu quatro coisas:

  1. Não gosta da comida turca, a portuguesa é bem melhor (não temos dúvidas!)
  2. Os turcos são muito simpáticos
  3. Fuma-se em casa (ela está habituada a que, quem fuma, vai para a varanda)
  4. Os cintos de segurança nos carros são para por atrás dos bancos porque assim não fazem barulho

Hoje o dia começou cedo. E começou bem. A gaiata sai mesmo à mãezinha dela. Deu uma traulitada com a cabeça na parte de cima da ombreira da porta da casa de banho.

Quanto a ontem...

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Apesar do cansaço extremo que está instalado

(afinal saímos do Barreiro por volta das 8h30, chegamos a casa depois da meia noite e apanhamos várias zonas com um temporal péssimo)

a verdade é que o dia de ontem, no Porto, foi excepcional.

Para quem não esteve presente, ambas as apresentações correram bem. A Vera teve o bónus de não ter sido apenas eu a falar sobre o livro dela – afinal a Maria das Palavras também lá estava e partilha, com a personagem do livro, o nome. Fazia, por isso, todo o sentido que também desse a sua opinião.

E eu não tive um bónus. Tive vários!

Além da M.J. e da Maria das Palavras, também a Cindy achou que a apresentação dos nossos livros era um bom plano para este fim de semana. A Just, aproveitou para ter os livros das bloggers e passar uma tarde de domingo diferente e que lhe permitiu ligar, pela primeira vez, a vida blogosférica à vida real. Adorei que o tivesse feito!

Já a Gaffe atrasou-se mesmo para a apresentação mas sei que lá esteve em pensamento.

Mas houve quem não estivesse fisicamente e estivesse nas palavras. A Cris (ainda não desisti de irmos comer uma tosta a metro, mesmo sabendo que não comes pão), a Ana Vale, a Joana S, a Rapariga do autocarro, a Fatia Mor, a Neurótika Web (e o raio do café que não acontece), a Helena Silva, a Ana CB, a Marta e a Maria Alfacinha, obrigado pelo tempo que perderam a escrever sobre mim e sobre o meu livro. Fiquei tão feliz que as palavras são parcas para descrever esse sentimento.

Obrigado a todos por terem tornado um domingo chuvoso num dia tão alegre!

"Viagens" e "Chama-lhe Amor" no Porto

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É já no próximo dia 11 de Outubro, que vamos estar no Porto, a Vera Lúcia Silva e eu para as apresentações dos livros Chama-lhe Amor e Viagens. Será às 16h30 na Maria Bôla - coffee & bakery na Rua de Cedofeita nº 516 - Porto. 

Eu irei apresentar o livro da Vera e ela apresentará o meu livro.

Viagens tem o prefácio de M.J. - que fala das viagens - e as palavras finais de Maria das Palavras - que pos a patorra num livro - M*Sofia MargaridaNiceNathy e BataeBatom - num Art's friday

Sobre Chama-lhe Amor, a Gaffe, a Maria das Palavras, a Petrolina, a Mia, a Joana, a Dona Pavlova, a Cris já leram e escreveram sobre ele.

Contamos convosco por lá?

 

e já agora, caso pretendam ganhar dois dos meus livros, há Passatempo Duplo no Planeta da Márcia

15 viagens a fazer

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Uma lista de 15 viagens para todos os gostos: de avião, barco, comboio, carro ou a pé.

 

Transiberiano – Europa/Ásia

É daqueles destinos que quase todos os viajantes têm na sua lista de sonhos a cumprir. A maior linha ferroviária do mundo, cerca de nove mil quilómetros que unem Moscovo a Vladivostok, com passagem pela Sibéria e paraísos como o lago Baikal, o lago de água doce mais profundo do planeta. A linha desmultiplica-se em várias linhas, na verdade, entre elas o Transmongoliano, que passa pela Mongólia e tem Pequim como destino final. Dá para fazer de forma livre ou com uma agência especializada. Em qualquer dos casos, convém levar O Grande Bazar Ferroviário, livro de Paul Theroux. Pela qualidade da escrita e para perceber o que mudou em quase quarenta anos.

 

El Caminito del Rey – Málaga, Espanha

A história é simples: em 1921, o rei Afonso III foi obrigado a cruzar este caminho, para a inauguração de uma barragem (Conde del Guadalhorce) e desde então ficou conhecido como El Caminito del Rey. Tudo porque não era um caminho qualquer, chegando mesmo a ser considerado como o mais perigoso do mundo. Uma passagem de três quilómetros cravada nas paredes de um imponente desfiladeiro andaluz. Depois de vários anos votado ao abandono, reabriu em março e pode ser percorrido com as devidas condições de segurança.

 

Allure of the Seas - Caraíbas e Mediterrâneo

A cada ano que passa há um navio de cruzeiro gigante, o novo maior navio de cruzeiros do mundo. Tudo indica que o título esteja agora na posse do Allure of the Seas, da Royal Caribbean. Uma verdadeira cidade aquática com 360 metros de comprimento e capacidade para acomodar 6300 passageiros. Teatro ao ar livre, um carrossel, ginásio, spa, quatro piscinas, simulador de surf e um grande espaço aberto com vegetação tropical são alguns do elementos que mostram a sua grandeza. Costuma andar pelas Caraíbas, mas de vez em quando também vem até ao Mediterrâneo.

 

Franklin River - Austrália

É um rio menos conhecido mas nem por isso menos espetacular. Selvagem, radical, é o local perfeito para todos aqueles que gostam de aventura. De rafting. Fica situado bem lá longe, nos antípodas, na mítica Tasmânia, património da natureza repleto de água, ar puro, gorges (gargantas) e desfiladeiros de cortar a respiração.

 

Route 66 – EUA

É daqueles lugares comuns aos quais é impossível fugir. Se é que é mesmo preciso fugir de todos eles. Mais de 3500 quilómetros (não é fácil saber qual a distância exata) que ligam Chicago a Santa Mónica, na Califórnia. Um lugar que todos parecemos conhecer mesmo sem nunca ter lá estado, tal os filmes icónicos que ali foram rodados. Mas nada como ir para o terreno. De carro ou, porque não?, numa Harley Davidson. Os norte-americanos pensaram em tudo e há várias empresas onde poderá fazer o aluguer.

 

Cruzeiro do Nilo – Egito

Tempos houve em que se sabia tudo sobre os rios, tal era a importância que tinham no desenvolvimento de uma cidade ou de um país. Esses tempos já lá vão, mas há uma pergunta de quiz que dificilmente alguém falhará: qual o rio mais extenso do planeta? O Nilo, claro está, mais de sete mil quilómetros com passagem por dez países africanos. Desagua no mar Mediterrâneo, no Egito. Cerca de noventa por cento da população egípcia vive mesmo junto às suas margens, entre eles os quase dez milhões de habitantes do Cairo. O porto perfeito para embarcar.

 

Fiordes da Noruega – Bergen, Noruega

Há fiordes na Nova Zelândia e no Chile; há fiordes na Islândia e até no Brasil (um fiorde tropical, saco do Mamangua, em Paraty); e depois há os fiordes noruegueses. Talvez seja mais correto afirmar que há os fiordes noruegueses e depois todos os outros. Bergen, cidade rodeada de montanhas, é o ponto de partida por excelência para esta viagem mágica. Uma viagem onde todos os caminhos vão dar ao fiorde de Sognefjorden, o maior e mais profundo da Noruega, com 204 quilómetros de extensão, apenas superado pelo Scoresby Sund, na Gronelândia. Mas a Gronelândia é outro mundo!

 

Ring Road - Islândia

A Islândia é cerca de dez por cento maior do que Portugal, mas tem apenas uma estrada principal, a Ring Road – 1300 quilómetros que dão volta à ilha. A explicação é simples, afinal este país (a tradução literal é terra gelada) está repleto de locais protegidos onde o alcatrão não é bem-vindo. O resto são estradas secundárias, muitas vezes em terra, que tanto podem ir dar a um geyser, uma cascata, como a um glaciar. Há um antes e um depois de uma visita à Islândia.

 

Estrada Pan-Americana – América do Norte ao Sul

Outra das grande viagens, sobretudo para os amantes das road trips. Há quem tire um ano sabático para fazer os cerca de 25 mil quilómetros que ligam o Norte do Alasca até o extremo sul da Argentina, na cidade de Ushuaia; há quem o consiga fazer em alguns meses; outros há que vão fazendo aos poucos, por partes, ao longo da vida. Existe um troço de cerca de cem quilómetros, entre a Colômbia e o Panamá, que tem de ser feito por via marítima, devido à densidade da vegetação tropical. A prova, se preciso fosse, da riqueza desta viagem.

 

Four Seasons Volta ao Mundo

Existem várias formas dar uma volta ao mundo – o grupo Star Alliance tem bilhetes específicos para quem quiser explorar os quatro cantos do planeta – mas fazê-lo a bordo de um avião do grupo Four Seasons é outro luxo. E tem outro preço. A companhia comprou um Boeing 757 com capacidade para 52 pessoas e criou vários pacotes de viagem. Para 2016 estão programadas quatro saídas. A primeira, que terá lugar entre os dias 26 de Janeiro e 18 de Fevereiro, passará por locais como Bora Bora, Sydney, Bali, Chiang Mai, Taj Mahal e Mumbai, Praga ou Londres. Custa a módica quantia de 120 mil euros por pessoa.

 

Deserto de Gobi - Mongólia/China

Gobi significa deserto, em mongol. Mas este não é um deserto com caraterísticas comuns. Situa-do entre o Norte da China e o Sul da Mongólia, é considerado um verdadeiro museu no que se refere à paleontologia. Ainda hoje há muito quem por lá ande à procura de pegadas de dinossauros e fósseis petrificados. Também há quem tente dar de caras com o leopardo das neves, espécie em vias de extinção que, por incrível que possa parecer, vive por estas paragens. Até porque se no verão a temperatura chega aos cinquenta graus, no inverno podem atingir valores bem negativos. A pedra é outro dos elementos dominantes da paisagem. Em 2003 foram descobertas duzentas esculturas que terão sido usadas por nómadas primitivos para adoração ao Sol.

 

Carretera Austral – Chile

Antes dos carros, das motos e dos camiões do Paris-Dakar se terem transferido de África para as paisagens do continente americano, já muitos ciclistas faziam da Carretera Austral um dos grandes desafios das suas vidas. Uma aventura de 1200 quilómetros na Patagónia chilena, com passagem por montanhas, florestas, glaciares e inúmeros lagos. Estrada apenas construída em 1988.

 

South Island – Nova Zelândia

Se não tiver possibilidade de conhecer as duas ilhas que compõe o arquipélago da Nova Zelândia, escolha a South Island (Ilha do Sul). É lá que se situam as mais belas paisagens, as melhores praias e as estradas mais cénicas. Entre elas o troço que liga a cidade Anau ao Milford Sound, o fiorde mais visitado do país.

 

The Blue Train - África do Sul

Cabinas com banheira, comida de luxo, talheres de prata, um mordomo por carruagem… Mais do que um comboio, o Blue Train é um hotel cinco de estrelas sobre carris. Uma ligação de 1600 quilómetros (inaugurada em 1923), que une Pretória, lá bem no Norte do país, à Cidade do Cabo. O sonho inicial era chegar ao Cairo, de forma a encurtar distâncias entre os países africanos e mostrar a diversidade de paisagens existentes no continente. Mostra a diversidade existente na África do Sul, país que é também uma espécie de continente. Um percurso para fazer ao som de Blue Train, o segundo álbum de originais de John Coltrane.

 

Mont Blanc – França

Há quem defenda que uma montanha só se conhece verdadeiramente quando a percorremos a pé. Mesmo, ou sobretudo, se essa montanha for o Mont Blanc (Monte Branco), a mais alta montanha do Velho Continente, com mais de 4800 metros de altitude. Uma aventura a fazer no inverno? Não, no verão ou mesmo no outono, antes que a neve torne a paisagem homogénea e esconda as suas muitas cores. Há várias rotas predefinidas, para diferentes níveis de dificuldade e sem necessidade por isso de recorrer a operadores. Ainda assim, e por questões de segurança, convém ir sempre ir em grupo.

 

Fonte: Revista Volta ao Mundo

Ela pensa assado, eu penso cozido

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É às quintas feiras, aqui na tasca ao lado, que a M.J. contesta as minhas opiniões publicadas no meu livro Viagens. Amigas como sempre, digo e mantenho. Até porque a amizade é mesmo assim - não temos de concordar com tudo o que o outro diz.

Por exemplo, eu não dou dinheiro, mas a M.J. dá.

Eu contribuo para o Banco Alimentar mas a M.J. não.

E vai ser sempre assim, às quintas, lá no burgo da M.J.

E vocês, que opinam sobre o assunto?

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