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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Terreiro do Paço

É uma das maiores praças da Europa, com cerca de 36 000 m² e local onde, diariamente, passam milhares de pessoas e mais uma, que sou eu.

Começou por ser o palácio real onde viviam os Reis de Portugal (totalmente destruído em 1755) e local de passeio. Teve ministérios, secretarias de estado e a Bolsa de Valores. Já assistiu a assassinatos e quedas de regime, feiras, concertos e missas. Viu policias lutarem contra policias e serviu para estacionar carros. Era por lá que Pessoa passava muito tempo naquele que continua a ser o café mais antigo de Lisboa.

Há quase trinta anos que vou quase todos os dias para Lisboa de barco (vá, quando não há greve, pelo menos) e é lá que o barco atraca. Partilho, por isso, algumas memórias com esta praça - o estacionamento, as filas nas paragens de autocarro, a manifestação secos contra molhados entre policias, feiras do livro, um concerto do Pedro Abrunhosa, árvores de Natal, e obras. Muitas obras.

Todas as obras são chatas e irritantes. E pior ainda quando temos de mudar o trajecto habitual por causa delas. Foi o que aconteceu aqui.

Mas compensou. E de que maneira. Hoje a praça pertence, de novo, a quem por lá quer passear. Sem carros a impedir a passagem, com várias esplanadas e com a vista sempre magnifica sobre o Tejo. 

Quem vai de barco e sai na Praça do Comércio/Terreiro do Paço, tem oportunidade de a ver em todo o seu esplendor. E, acreditem, é de tirar o fôlego. Pena que nem todos se apercebem disso...

Deixo-vos algumas fotos desta praça para verem como tenho razão:

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1755.jpg

antes.jpg

 

secos e molhados.jpg

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