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Problemas, só problemas

por Magda L Pais, em 13.09.19

45 minutos a olhar para uma folha de papel com o titulo “problemas, só problemas” e a única coisa que me vem à cabeça é: porque raio me meti nisto?

É verdade que gosto de sarna para me coçar. Ou, dito doutra forma, de coisas que me obrigam a exercitar a mente. De manter o cérebro (ou pelo menos aquele bocadinho) ocupado.

Problemas, só problemas…

O maior problema, ainda por cima, é que, no outro dia, enquanto conduzia para Lisboa, lembrei-me de meia dúzia de coisas que podia falar neste primeiro dia do desafio. Mas… enfim, a conduzir não dava muito jeito escrever – até porque tenho esta mania idiota de não querer ter ou provocar acidentes de automóveis e, portanto, hoje que me faz falta, não me recordo nem de um.  Talvez não fosse má ideia arranjar uma APP, para um Samsung, que accione pela voz para tomar nota do que me lembro enquanto conduzo.

Nunca vos aconteceu? Estarem num sítio onde, por qualquer razão, não podem (ou não devem) tomar notas e depois, quando se sentam em frente ao computador …

(são interrompidos como eu acabei de ser? E depois perdem o fio à meada?)

Regressando ao tema, problemas têm agora os súbditos de sua majestade. Coitados, aquilo vai por ali uma grande confusão, fazendo-me lembrar a música da Garagem da vizinha do Quim Barreiros. Só que, em vez dum carro, é um país que entra e sai da União Europeia, com deputados que entram e saem dos partidos e membros dum governo que mais parecem desgovernados. E logo agora que despachei a minha gaiata para lá e me preparo para enviar o gaiato no próximo ano.

Problemas, só problemas…

E assim, quase sem dar conta, 287 palavras estão despachadas, num texto com muito pouco nexo e a pensar já na desgraça do próximo tema…

Mas quem me mandou a mim meter-me nisto?

Problemas, só problemas…

 

May we meet again

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Sei o que estava a fazer há 18 anos...

por Magda L Pais, em 11.09.19

Acordei, naquela manhã, a pensar que as férias estavam a acabar e que, regressar ao trabalho, ao fim de mais de seis meses em casa, não ia ser pêra doce. A gaiata - a razão pela qual eu estava em casa há tanto tempo - dormia descansada no berço enquanto eu lia qualquer coisa, à espera que ela acordasse para mamar, com a televisão desligada.

Toca o telefone. Era a Paula e este foi, mais ou menos, o nosso diálogo:

  • estás a ver televisão?
  • Não, estava a ler enquanto a Maggie não acorda
  • Então liga lá, estão aqui a falar que houve um acidente em Nova Iorque e um avião bateu nas torres gémeas mas acho isso estranho, deve ser mentira
  • Quase de certeza, mas espera ai que vou ligar
  • ...
  • Olha, não é mentira, estão a repetir as imagens. Ai espera, não é repetição. Ai, não, não pode ser. Espera... não pode. Não acredito
  • Do que é que estás a falar?
  • Paula... estão as duas torres a arder... uma já estava quando liguei e agora está a outra, o que vi foi um segundo avião a bater na torre. 
  • Mas como é que dois aviões batem nas torres por acidente?
  • Não sei... quando lá estive os aviões passavam bem longe. E as torres vêem-se ao longe, muito longe mesmo. 

E a conversa continuou. 

Nas horas seguintes, e já com a companhia da minha mãe, não conseguimos tirar os olhos do televisor. Vimos as pessoas nas janelas a pedir ajuda que nunca chegou (nem sequer tinham como lá chegar). Vi  a calma desesperante de quem se atirou do último andar (a confusão que me fez o ar sereno de quem optou por morrer desta forma). Vi a vergonha e o alivio nos olhos de quem conseguiu sair a tempo. Vi as noticias sobre os outros aviões desviados para outros atentados.

E vi a queda de ambas as torres, as mesmas onde tinha estado uns anos antes com os meus pais e irmãs. E foi precisamente neste momento que senti medo. Um medo entranhado e visceral, um medo assustador. Não por mim mas por aquela criança que, com pouco mais de 4 meses, estava deitada, inocentemente no berço e que eu tinha trazido a um mundo que tinha, naquela manhã, perdido o rumo.

Morreram quase três mil pessoas durante os ataques. Quem alguma vez esteve nas Torres Gémeas pensará sempre que foram poucas, dados os milhares de pessoas que, diariamente, visitavam e trabalham naqueles edifícios. 

Primeiro dia do século XXI, dizem hoje - 18 anos depois - alguns jornais. A perda da inocência do mundo ocidental, diria eu. Até àquele momento achávamos que os atentados e as mortes de civis eram exclusivos de países em guerra, terceiro mundo. Naquele dia perdemos a inocência. Quiserem que começássemos a viver com medo. E eu, que naquele dia, há 18 anos, tive medo, hoje respondo-lhes que não sei viver com medo.

Aconteça o que acontecer, a minha vida não será vivida com medo.

E vocês? sabem o que estavam a fazer há 18 anos?

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Crepe com açúcar e canela - a receita

por Magda L Pais, em 02.09.19

A propósito desta minha reflexão sobre a incapacidade de sair da caixa de algumas (demasiadas) pessoas, foi-me pedida a receita de crepes que fiz em casa.

Não sou a melhor pessoa para partilhar receitas e muito menos para cozinhar dado que sou um autêntico desastre nessa divisão da casa. Já perdi a conta aos passe-vites e fritadeiras eléctricas que já queimei ...

Consegui, no último Natal, fazer duas ou três receitas, roubadas à Ana. Não correu mal. Houve ali alguns problemas - por exemplo, não tinha em casa nenhuma Maria para lhe banho - mas acabou bem. Ou pelo menos a malta comeu e não se queixou (muito).

Isto para explicar que os crepes que faço são mesmo muito básicos. Uso a Bimby porque me dá muito jeitinho (e porque sou preguiçosa para fazer doutra forma) mas esta receita dá para fazer com a batedeira normal.

Então os ingredientes são: 

  • dois ovos
  • meio litro de leite
  • 1 colher de chá de sal
  • 250 gr de farinha
  • 50 gr de açúcar
  • 1 colher sopa de azeite

Ora então, tudo ao molhe dentro dum copo (ou na Bimby) e bater bem até ficar sem grumos. Depois é só usar uma máquina para os crepes ou, em alternativa, uma frigideira anti aderente com um pouco de azeite.

Ficam óptimos com acuçar e canela, com doce ou com mel (eu prefiro sempre com acuçar e canela).

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Coisas várias e várias coisas

por Magda L Pais, em 30.08.19

Tenho um defeito terrível. Quer dizer, na realidade provavelmente tenho imensos defeitos mas, para efeitos deste texto, basta que vos fale num único: a minha incapacidade para ver os blogs como estáticos, fechados, sem interacção entre quem escreve. E não, não estou a falar entre quem comenta e quem escreve. Estou mesmo a falar entre quem escreve. Porque, para mim, a máxima blogs com gente dentro faz todo o sentido.

Já lá vão uns anos valentes - nem sei ao certo quantos - que nasceu aquela que é, para mim, a seita mais importante do mundo, quiçá de Portugal. Sei que é assim para mim, mas também sei que é para elas. Entre risos e coisas sérias, livros e outras manias, nos bons e nos maus momentos, assim se passam os meus dias com a M.J. e a Maria

Podem saber aqui a história que me uniu à CaracolMulaFatia, AlexandraDrama Queen, JustSmile, a Bruxinha e ao Coiso. Também nos bons e nos maus momentos, de dia e de noite, estamos ali uns para os outros. De vez em quando até construimos histórias novas e tudo

Mas esta interacção entre bloggers não é, para mim, suficiente. 

Tem sido várias as ocasiões em que convido outros bloggers a acompanhar-me em alguns desafios. Lembro-me de alguns: 

Estávamos no final de 2017 e a blogosfera incendiou-se. Os Blogs do Ano tinham sido ganhos pelos mesmos do costume, os famosos, deixando excelentes blogs de fora. Com tanta agitação, lembrei-me duma brincadeira caseira. E se os anónimos dessem a conhecer aqueles que, para si, eram os melhores? Escrevi o post em dez minutos e a resposta da blogosfera foi simplesmente avassaladora. Tinham nascido Os Sapos do Ano. Em 2018 voltaram à blogosfera, agora com um blog e um email próprio, um aumento de 100% na equipa, com a entrada do David mas mantendo sempre a mesma independência e principio de funcionamento: famosos não entram. No dia 1 de Setembro começa a primeira fase dos Sapos do Ano 2019, com as regras mais explícitas.

De vez em quando lá se vêm os concursos de escrita criativa, os cursos, as formações, workshops etc e tal. E, nós, os Pássaros, a vê-los passar. Um dia comentei no grupo, no meio de outras duzentas mil mensagens. Ora ai está uma coisa que devia ser gira e que me ia obrigar a escrever mais. Porque é que não definimos um tema por semana, combinamos o dia e publicamos um post sobre isso? A coisa foi passando, e esta semana voltamos ao tema, com ideias a borbulhar. E se desafiássemos outros bloggers? E se tivéssemos mesmo um blog e um email para o desafio? Problemas, só problemas, dizia uma. Então e os temas? E as inscrições? Problemas, só problemas. E avaliamos? Ou só há participações? E as regras, as regras? Problemas, só problemas.

E então nasceu O desafio de Escrita dos Pássaros. Nasceu o blog e o email. Nasceram as regras e a página de facebook. Problemas, só problemas? Ou então não. Porque a ideia é que todos se divirtam e que ninguém participe por obrigação. Portanto, toca a inscrever-te em mais esta ideia idiota.

Porque isto sim são blogs com gente dentro.

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Crepe com açúcar e canela

por Magda L Pais, em 26.08.19

Fomos dar um passeio no fim de semana. Pelo meio fomos a um café que tinha crepes. Sou fã de crepes, aqueles simples, apenas com açúcar e canela. E foi exactamente isso que pedi. Um crepe com açúcar e canela.

O rapaz que estava a atender olhou para mim com um ar muito espantado, como se eu tivesse acabado de pedir uma fatia da Lua ou um anel de Saturno, olhou para a registadora, pegou na ementa e disse-me:

Crepes só com chantilly e gelado ou então com nutella. 

Olhei em volta... vi ali ao lado o açúcar e a canela prontinhos para temperar um pastel de nata e pensei... Nã, não me vou dar ao trabalho. Amanhã faço em casa e pronto.

Faz-me confusão esta falta de ginástica mental. Esta incapacidade de olhar à volta, de só se ver o que se tem em frente. Faz-me espécie que se siga um guião, que não se pense. 

Sim, era só um crepe. Mas como não estava na ementa nem na registadora, o rapaz não percebeu que tinha ali todos os ingredientes para atender a cliente. Era só um crepe mas podia ser uma pergunta diferente, uma situação anómala para a qual não há uma regra escrita.

Era só um crepe... mas - a menos que sejamos uma máquina - vamos ter, ao longo de toda a nossa vida situações anómalas, sem regras, onde precisamos de juntar os pontos, descobrir uma solução para depois seguir em frente, sem esperar que outros nos digam o que fazer. Afinal, a vida é nossa e as decisões também devem ser nossas.

Só assim se vive e não se sobrevive.

 

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Inquérito

por Magda L Pais, em 15.05.19

O post de hoje é diferente.

Como já vos contei, a minha piolha está a estudar na Universidade em Inglaterra e necessita, para um trabalho, que o máximo de pessoas possível responda ao inquérito (em inglês) que está neste link:

https://www.surveymonkey.com/r/Q6ZG98K

A resposta demora menos de dois minutos.

Portanto... podem responder, por favor? Obrigado!!!!

 

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Maioridade

por Magda L Pais, em 02.05.19

Maggiechão.jpg

(há 3 anos)

Daqui a umas horas a minha gaiata, esta miúda gira da foto , fará 18 anos e, pela primeira vez, irá passar o dia de aniversário sem a presença dos pais

(lá nos conseguimos ver livres dela)

Não vos vou dizer que foram 18 anos maravilhosos, fantásticos e extraordinários. Ou se calhar, olhando em retrospectiva, foram mesmo...

Vou tentar que não seja um post longo mas acho que a minha Maggie merece uma homenagem por ter atingido a maioridade e por isso tenham lá paciência comigo.

A gaiata nasceu num dia de chuva depois duma gravidez onde me tornei amiga inseparável da sanita. No fim de semana a seguir a saber que estava grávida tive de ir a Sintra ao funeral do pai duma amiga. No caminho comecei com vómitos. Pensei - ah tão inocente que eu fui nesse dia - que era porque a viagem foi feita a seguir ao almoço. Na realidade os vómitos duraram até ao dia em que a miúda nasceu. E foi de tal modo que só engordei umas 200 gramas com a gravidez.

Não vos vou dizer que amei (como amo hoje) logo aquele ser pequenino e minúsculo (pouco mais de 3 kg e 48 cm). Acho que amor que sentimos pelos filhos é em crescendo, de dia para dia, cada vez maior. 

Da estadia na maternidade o que mais me recordo é que, no dia a seguir ao nascimento, logo que a minha mãe chegou, a primeira coisa que me disse foi:

então diz-me lá, quando é que voltas ao trabalho para eu ficar a tomar conta da minha neta?

(simpática, não foi?... eu acabadinha de ter a gaiata, ainda mal nem me tinha levantado da cama e já me estavam a empurrar para fora de casa)

A neta da minha mãe, a minha filha, foi um bebé extremamente calmo. Não gostava de dormir (ainda hoje não gosta!) e preferia ficar a olhar para o tecto, fosse de dia ou de noite. Ouvia o canal História para adormecer (na altura em que o canal História dava coisas de jeito). Não teve cólicas, não chorava em demasia e comia muito mas mesmo muito bem (ainda me lembro, quando começou a comer sopa que quase que tínhamos de lhe dar com duas colheres para ela não resmungar). 

Teve uma infância que eu acho que foi feliz (mas só ela poderá confirmar). Ou, pelo menos, tentamos ao máximo que assim fosse - quer para ela quer para o irmão. Apanhou uma ou outra palmada no rabo (antes que venham dai com a comissão de protecção de menores, o rabo estava protegido por uma fralda!) e cresceu de tal modo que deixou de ter percentil aos seis meses.

Desde sempre que foi uma miúda responsável (às vezes em excesso). Quando andava na quarta classe, pedia-me sempre que a acordasse antes de sair de casa para se poder despachar e preparar o pequeno almoço dela e do irmão antes do pai acordar e os ir levar à escola.

Até aos doze anos tudo correu sobre rodas. Nenhum drama em especial, nenhuma doença, e sempre alegre e bem disposta. E depois, explodiu uma bomba. Com a morte do nosso primeiro animal de estimação (o nosso coelho Friday), a Maggie entrou em depressão. Felizmente detectada a tempo - pais, por favor, estejam sempre atentos aos vossos filhos que a depressão chega sem avisar e, muitas vezes, sem que haja razões para isso - começou logo a ser acompanhada por um pedopsiquiatra. Senti, algumas vezes, que tinha falhado como mãe até que percebi que a minha filha precisava que eu respirasse fundo e a apoiasse. 

Não é fácil. Nada fácil, quer para nós, pais, quer para eles, os filhos. Os adolescentes que se encontram a braços com uma depressão (ou que têm tendências depressivas). A depressão é uma sombra que nos assombra para o resto da vida e, se há momentos melhores, há outros piores. Muitas vezes os vemos sem interesse no que se passa à volta, sem reagirem e, nós, pais, nem sempre sabemos como lidar com isso (e aqui faço o mea culpa - desculpa Maggie, tendo ser a melhor mãe possível mas sei que ainda falho e que há situações em que não consigo lidar contigo. Mas estou sempre a tentar melhorar e conto com a tua ajuda para isso).

Hoje, 18 anos depois, a minha filha está a viver o seu sonho. Vive, estuda e trabalha em Inglaterra. Ainda não é Londres - cidade onde ela pretende instalar-se daqui a uns anos, quando acabar a faculdade - mas é lá perto, em Leicester. Em menos duma semana arranjou emprego, na cozinha dum restaurante. Sai de lá estafada - cinco horas em pé não é pêra doce - mas está a ganhar o seu ordenado para poder pagar as despesas que faz. Está sempre preocupada em não nos pedir dinheiro porque (palavras dela) "já lhe demos muito". Não é miúda de sair à noite (prefere ficar em casa a jogar) e nem de dormir muito. Sempre que falta às aulas - e apesar da distancia a que estamos - avisa-me, assim como me avisa quando encomenda comida por estar doente ou simplesmente não lhe apetecer cozinhar (e pede-me para tirar da conta dela o dinheiro que gasta  como se nós o fossemos fazer).

Posso não ser a melhor mãe do mundo mas sou, certamente, a mais orgulhosa!

Parabéns filhota!

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(esta foto tem um mês, mais ou menos)

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Carta à Autoridade Tributária II

por Magda L Pais, em 06.03.19

Exmos Senhores

Obrigado pelo email abaixo:

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que é dirigido à minha avó.

Fico deveras sensibilizada pela vossa preocupação com a limpeza dos terrenos no além. Acredito piamente que, lá onde ela está - com o meu avô - ninguém se lembrou de limpar os terrenos e matas. 

Concordo plenamente que é da responsabilidade de toda a sociedade contribuir para a preservação da floresta mas quero acreditar que, no além, não haverá necessidade de combater os incêndios (bem, a menos que a AT acredite na existência do inferno o que me parece ainda menos lógico).

Sim, eu sei, mandaram este email para todos os contribuintes, não foi? vivos ou mortos. Que tenham mandado aos vivos, eu percebo. E até dou de barato que tenham enviado aos vivos sem verificação se o contribuinte tem ou não terrenos (apesar de me parecer muito fácil, informaticamente, fazer essa verificação). Agora a quem já morreu quase há 10 anos como é o caso da minha avó?...

Também sei que, quem morre, só desaparece quando nos esquecemos deles. Mas não se preocupem, caros amigos da AT, basta que seja a família a lembrar-se, não precisam de ser vocês. E acreditem que nos lembramos dela todos os dias sem precisar dos vossos emails.

Já agora... nunca recebi uma resposta à carta que vos enviei em 2014

Com os melhores cumprimentos também para vocês.

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Pai Natal e os Oito Pássaros #6/6

por Magda L Pais, em 31.12.18

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Nicolau nem se conseguiu pronunciar. Idalete tomou conta de toda a situação, sabia que ela seria a salvação dela, mas nunca pensou que ela é que fosse entregar os presentes, afinal o Pai Natal era ele! A Passarada foi-se levantando e dirigindo-se para as suas funções, ficando para trás apenas o Pai Natal e a Idalete...

- Idalete, amorzinho - dizia o Pai Natal, corado - isso é trabalho para... Huummm... Ahhhh...

- Para um homem? É isso que queres dizer?

Nicolau sentia a fúria da mulher e não era isso que ele queria insinuar...

 

 

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Pai Natal e os Oito Pássaros #5/6

por Magda L Pais, em 30.12.18

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Então e depois da A-Pérsia, como estão os Reis Magos?

Então... O Belchior, que levava ouro para o Menino, fez um desvio na China e preferiu em vez disso comprar-lhe com o ouro a última Playstation, todas as expansões do Fortnite e uma data de skins. Assim podia ser que canalizasse a excitação para outras coisas.

O Gaspar, que levava incenso e tinha medo de o Menino não gostar nada do seu presente, passou pelo Martim Moniz e trocou o incenso por um iPhone XS novinho em folha. Menino que é Menino, precisa de estar sempre na vanguarda da comunicação.

Quem ficou agarrado foi, como sempre, o Baltazar.

 

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Pai Natal e os Oito Pássaros #4/6

por Magda L Pais, em 29.12.18

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O Pai Natal estava em desespero e ainda ficou mais quando o Coelhinho na Páscoa pegou no telefone e disse:

- Deus? Temos aqui um probleminha com o teu filho... Sim, sim, com o Jesus. Não, o Lúcifer não fez nada desta vez, mas o teu santinho Nico ia-se metendo numa alhada...

Depois de desligar a chamada, Deus, lá do alto, decidiu rapidamente que isto de educar filhos é sempre um sarilho, e, ou temos mão neles ou a coisa descamba rapidamente. E, quer dizer, dois mil e tal anos de experiência não são de menosprezar.

Primeiro ligou ao Stephen:

 

 

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Pai Natal e os Oito Pássaros #3/6

por Magda L Pais, em 28.12.18

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E Belchior continuou:

- Ó moço eu só chego no dia 6 Janeiro, mas para compensar levo mais 2 amigos, que vão levar mais dois presentes. O Jesus continuo a fazer uma birra porque queria a prenda cara.

- Mas eu não quero ouro, quero um Iphone XS 512 Gb ou overbrod. A Idalete sem paciência para tanta falta educação, porque tinha de ir arrumar aquela confusão toda porque estava tudo fora do sitio.

- Jesus, queres juntares o Natal com o teu aniversário, assim só ganhas uma prenda, meu filho.

- Mas o Natal é no meu aniversário!

- O teu tio vem cá dia 6 Janeiro,

 

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Pai Natal e os Oito Pássaros #2/6

por Magda L Pais, em 27.12.18

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No topo da árvore, envolto em panos, com uma faca nos dentes e um ar chorão de quem está prestes a fazer um milagre que vai acabar mal, estava Ele. 

- Outra vez o puto! - diz o Pai Natal entre dentes.

- Ei! Eu ouvi isso. Eu oiço tudo.

- Sai daí menino Jesus! - grita-lhe Idalete - Vou dizer à tua mãe o que tu andas a aprontar. Olha que ainda esta semana tomei chá com ela!

- Podes dizer o que quiseres - desafia-a o menino - mas este ano não vão ficar com os louros todos.

E nisto, para espanto de todos, menino Jesus lança-se do topo da árvore em direcção ao Pai Natal que, estarrecido, vê a sua vida passar num flash à sua frente...

Agarrado às barbas do Pai Natal, o Menino Jesus puxava por onde conseguia para tentar arrancar aquelas barbas ásperas e irritantes.

- Pára com isso, Jesus. - Gritava Idalete agarrando uma perna do pequeno. Cidalino, em auxílio do Pai Natal, que apesar de lhe comer as morcelas e o queijo gostava bastante dele, agarrou no que restava de uma chouriça e acertou em cheio na testa do pequeno diabrete.

No meio da confusão Rudolfo desapareceu misteriosamente,

 

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Pai Natal e os Oito Passaros #1/6

por Magda L Pais, em 26.12.18

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Num dia de frio, num daqueles típicos dias de Inverno em que a vontade em ficar na cama é superior à de levantar e a força gravítica parece exercer uma força acrescida, o Pai Natal deu por si a pensar que a época mais stressante do ano estava prestes a chegar. Só de pensar o homem de barbas brancas já dava por si a sentir a azia no estômago, que nada tinha a haver com a salsicha picante da noite anterior."

Até podia não ser da salsicha... mas se calhar tinha abusado um bocado nas

 

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Começa a ser tradição de Natal que os pássaros (eu, MulaCaracol, Fatia, AlexandraSilent Man, Drama Queen, JustSmile) se juntem num desafio de Natal e, obviamente, este ano repetimos a brincadeira: a ideia inicial era cada um de nós escrever uma frase e o seguinte completar, deixando em aberto para o próximo. 

...

Só que não foi isso que aconteceu. O resultado final foi uma história enormeeeeeeee que resolvemos publicar - completa - nos nossos blogs. Mas precisamente porque é exteeeeessaaaaaaaaaa, optamos por a dividir em seis partes. Portanto, daqui a pouco (às 16h) podem ler a primeira parte, e nos próximos cinco dias, à mesma hora, as partes restantes. 

Não vamos dizer quem escreveu o quê. Só vos podemos dizer que nos divertimos imenso com isto e que a história ficou bastante engraçada.

Portanto, às 16h, podem encontrar aqui (e nos outros) a história do Pai Natal e os Oito Pássaros, escrita a 8 mãos.

Até já!

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