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Carta à Autoridade Tributária II

por Magda L Pais, em 06.03.19

Exmos Senhores

Obrigado pelo email abaixo:

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que é dirigido à minha avó.

Fico deveras sensibilizada pela vossa preocupação com a limpeza dos terrenos no além. Acredito piamente que, lá onde ela está - com o meu avô - ninguém se lembrou de limpar os terrenos e matas. 

Concordo plenamente que é da responsabilidade de toda a sociedade contribuir para a preservação da floresta mas quero acreditar que, no além, não haverá necessidade de combater os incêndios (bem, a menos que a AT acredite na existência do inferno o que me parece ainda menos lógico).

Sim, eu sei, mandaram este email para todos os contribuintes, não foi? vivos ou mortos. Que tenham mandado aos vivos, eu percebo. E até dou de barato que tenham enviado aos vivos sem verificação se o contribuinte tem ou não terrenos (apesar de me parecer muito fácil, informaticamente, fazer essa verificação). Agora a quem já morreu quase há 10 anos como é o caso da minha avó?...

Também sei que, quem morre, só desaparece quando nos esquecemos deles. Mas não se preocupem, caros amigos da AT, basta que seja a família a lembrar-se, não precisam de ser vocês. E acreditem que nos lembramos dela todos os dias sem precisar dos vossos emails.

Já agora... nunca recebi uma resposta à carta que vos enviei em 2014

Com os melhores cumprimentos também para vocês.

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Pai Natal e os Oito Pássaros #6/6

por Magda L Pais, em 31.12.18

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Nicolau nem se conseguiu pronunciar. Idalete tomou conta de toda a situação, sabia que ela seria a salvação dela, mas nunca pensou que ela é que fosse entregar os presentes, afinal o Pai Natal era ele! A Passarada foi-se levantando e dirigindo-se para as suas funções, ficando para trás apenas o Pai Natal e a Idalete...

- Idalete, amorzinho - dizia o Pai Natal, corado - isso é trabalho para... Huummm... Ahhhh...

- Para um homem? É isso que queres dizer?

Nicolau sentia a fúria da mulher e não era isso que ele queria insinuar...

 

 

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Pai Natal e os Oito Pássaros #5/6

por Magda L Pais, em 30.12.18

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Então e depois da A-Pérsia, como estão os Reis Magos?

Então... O Belchior, que levava ouro para o Menino, fez um desvio na China e preferiu em vez disso comprar-lhe com o ouro a última Playstation, todas as expansões do Fortnite e uma data de skins. Assim podia ser que canalizasse a excitação para outras coisas.

O Gaspar, que levava incenso e tinha medo de o Menino não gostar nada do seu presente, passou pelo Martim Moniz e trocou o incenso por um iPhone XS novinho em folha. Menino que é Menino, precisa de estar sempre na vanguarda da comunicação.

Quem ficou agarrado foi, como sempre, o Baltazar.

 

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Pai Natal e os Oito Pássaros #4/6

por Magda L Pais, em 29.12.18

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O Pai Natal estava em desespero e ainda ficou mais quando o Coelhinho na Páscoa pegou no telefone e disse:

- Deus? Temos aqui um probleminha com o teu filho... Sim, sim, com o Jesus. Não, o Lúcifer não fez nada desta vez, mas o teu santinho Nico ia-se metendo numa alhada...

Depois de desligar a chamada, Deus, lá do alto, decidiu rapidamente que isto de educar filhos é sempre um sarilho, e, ou temos mão neles ou a coisa descamba rapidamente. E, quer dizer, dois mil e tal anos de experiência não são de menosprezar.

Primeiro ligou ao Stephen:

 

 

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Pai Natal e os Oito Pássaros #3/6

por Magda L Pais, em 28.12.18

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E Belchior continuou:

- Ó moço eu só chego no dia 6 Janeiro, mas para compensar levo mais 2 amigos, que vão levar mais dois presentes. O Jesus continuo a fazer uma birra porque queria a prenda cara.

- Mas eu não quero ouro, quero um Iphone XS 512 Gb ou overbrod. A Idalete sem paciência para tanta falta educação, porque tinha de ir arrumar aquela confusão toda porque estava tudo fora do sitio.

- Jesus, queres juntares o Natal com o teu aniversário, assim só ganhas uma prenda, meu filho.

- Mas o Natal é no meu aniversário!

- O teu tio vem cá dia 6 Janeiro,

 

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Pai Natal e os Oito Pássaros #2/6

por Magda L Pais, em 27.12.18

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No topo da árvore, envolto em panos, com uma faca nos dentes e um ar chorão de quem está prestes a fazer um milagre que vai acabar mal, estava Ele. 

- Outra vez o puto! - diz o Pai Natal entre dentes.

- Ei! Eu ouvi isso. Eu oiço tudo.

- Sai daí menino Jesus! - grita-lhe Idalete - Vou dizer à tua mãe o que tu andas a aprontar. Olha que ainda esta semana tomei chá com ela!

- Podes dizer o que quiseres - desafia-a o menino - mas este ano não vão ficar com os louros todos.

E nisto, para espanto de todos, menino Jesus lança-se do topo da árvore em direcção ao Pai Natal que, estarrecido, vê a sua vida passar num flash à sua frente...

Agarrado às barbas do Pai Natal, o Menino Jesus puxava por onde conseguia para tentar arrancar aquelas barbas ásperas e irritantes.

- Pára com isso, Jesus. - Gritava Idalete agarrando uma perna do pequeno. Cidalino, em auxílio do Pai Natal, que apesar de lhe comer as morcelas e o queijo gostava bastante dele, agarrou no que restava de uma chouriça e acertou em cheio na testa do pequeno diabrete.

No meio da confusão Rudolfo desapareceu misteriosamente,

 

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Pai Natal e os Oito Passaros #1/6

por Magda L Pais, em 26.12.18

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Num dia de frio, num daqueles típicos dias de Inverno em que a vontade em ficar na cama é superior à de levantar e a força gravítica parece exercer uma força acrescida, o Pai Natal deu por si a pensar que a época mais stressante do ano estava prestes a chegar. Só de pensar o homem de barbas brancas já dava por si a sentir a azia no estômago, que nada tinha a haver com a salsicha picante da noite anterior."

Até podia não ser da salsicha... mas se calhar tinha abusado um bocado nas

 

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Começa a ser tradição de Natal que os pássaros (eu, MulaCaracol, Fatia, AlexandraSilent Man, Drama Queen, JustSmile) se juntem num desafio de Natal e, obviamente, este ano repetimos a brincadeira: a ideia inicial era cada um de nós escrever uma frase e o seguinte completar, deixando em aberto para o próximo. 

...

Só que não foi isso que aconteceu. O resultado final foi uma história enormeeeeeeee que resolvemos publicar - completa - nos nossos blogs. Mas precisamente porque é exteeeeessaaaaaaaaaa, optamos por a dividir em seis partes. Portanto, daqui a pouco (às 16h) podem ler a primeira parte, e nos próximos cinco dias, à mesma hora, as partes restantes. 

Não vamos dizer quem escreveu o quê. Só vos podemos dizer que nos divertimos imenso com isto e que a história ficou bastante engraçada.

Portanto, às 16h, podem encontrar aqui (e nos outros) a história do Pai Natal e os Oito Pássaros, escrita a 8 mãos.

Até já!

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2018 em revista

por Magda L Pais, em 21.12.18

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Faltam exactamente 10 dias para 2018 acabar. No que me diz respeito foi um ano bipolar.

Mudei de casa e estou, finalmente, na casa dos meus sonhos. Muito espaço para livros, muito espaço para todos nós, espaço exterior para vegetar e para os patudos estarem à vontade. No meio do campo, numa aldeia muito sossegada, mas, ao mesmo tempo, pertíssimo de tudo. Demoro exactamente o mesmo tempo que demorava antes a chegar ao trabalho, com a diferença que não tenho de mudar de transportes. Vivo no meio do silêncio, com os pássaros, as árvores, os sapos e vizinhos super simpáticos. Foi um processo - o da compra da moradia e da venda do nosso apartamento - complicado mas acabou em bem.

Finalmente o cancro venceu. A minha tia morreu em Junho, deixando uma sensação de vazio que aumenta agora no Natal. Vai-nos faltar a presença dela à mesa, as filhoses que ela fazia e aquele arroz doce que era a perdição. 

A saúde do meu pai tem altos e baixos (ou mais baixos que altos mas pronto), havendo, cada vez mais, uma inversão dos papeis. De filhos passamos a pais dos nossos pais.

E de pais presentes... passamos a filhos ausentes. A minha gaiata sempre quis ir viver e estudar em Inglaterra e dia 27 cumpre-se parte desse sonho. Próxima paragem - DMU em Leicester, onde as aulas começam dia 7 de Janeiro. Ano novo, vida nova, país novo. Não, não estamos tristes ou chateados. Estamos felizes por ela e a tentar ajudar em tudo o que podermos. Claro que nos vai fazer falta lá em casa mas os filhos tem de viver a vida deles, não a nossa. Go Maggie, go!

Quanto a livros, este ano bati todos os recordes. Mas disso falarei no Stoneartbooks nos próximos dias.

A melhor série televisiva foi, sem dúvida, Os 100, que nos mostra como a humanidade como ela é. Com os seus defeitos e virtudes, a sua necessidade de guerrear (Jus drein jus daun! ou seja, sangue paga-se com sangue!) e a sua incapacidade de conviver com quem é diferente. Quando a sobrevivência está em jogo, somos realmente capazes de tudo.

Não vi nenhum filme de nota nem fiz nenhuma viagem. As férias foram passadas a tratar da casa nova e da venda da velha.

Na música, claramente que, a nível internacional uma das melhores é Tom Walker com Leave a Light On,  em português Carolina Deslandes e Rui Veloso com Avião de Papel ft.

2018 trouxe-nos dois acontecimentos muito negativos em Portugal. A queda dum helicóptero do INEM e a desorganização que veio a lume e o desabamento de uma estrada nas pedreiras de Borba. Não é preciso dizer mais nada, não é? Isto para não falar na eterna questão dos incêndios...

Foram presença constante em 2018. Já tinham sido em 2017 e serão para o futuro também. Provam que os blogs tem mesmo gente dentro e as amizades podem nascer das formas mais improváveis. Falo, é claro, da Seita do Arroz (a M.J. e a Maria)  e dos Pássaros (MulaCaracol, Fatia, AlexandraSilent Man, Drama Queen, JustSmileBruxinha). Obrigado por estarem ai e por me acompanharem nos bons e nos maus momentos. Mas não são os únicos. É quase impossível mencionar todos aqueles que gosto de ler e que gosto de saber que estão aí. Mas vocês sabem quem são, não sabem?

Foi no final de 2017 mas o usufruto só veio em 2018. Falo, é claro, deste maravilhoso aspecto do blog, do qual não me canso. E dum agradecimento do fundo do coração à sua autora. Pena que eu não consiga ser mais regular nas publicações.

Dizem as estatísticas que estes foram os posts mais visitados em 2018 neste blog:

  1. Inversão de papéis
  2. Dezassete anos depois...
  3. Os 15 excertos mais belos da história da literatura
  4. Um dia a casa vem abaixo *
  5. A lenda de Júpiter
  6. Sapos do Ano 2017 - resultado final
  7. Compra de livros
  8. Bons costumes
  9. Sapos do Ano 2017 - A lista de todos os nomeados
  10. As aventuras de João sem Medo e uma professora

No Stoneartbooks, estes foram os mais visitados em 2018

  1. Os 10 livros mais traduzidos da história
  2. Dois ao mesmo tempo ou um de cada vez?
  3. O Vendedor de Passados
  4. A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert
  5. O Desaparecimento de Stephanie Mailer
  6. As Velas Ardem Até ao Fim
  7. Livro secreto - um balanço
  8. A Bailarina de Auschwitz
  9. Antes de Sermos Vossos
  10. Leitura Alheia: Jogos de Raiva

Continuamos por aqui em 2019? 

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Pai Natal e os Oito Pássaros (17/24)

por Magda L Pais, em 17.12.18

Bem... com o andamento da nossa história, podemos concluir que nos próximos anos, nenhum de nós terá prenda...

adiante, continuemos a história da Fatia (era para ser a Just mas pronto)

...

Depois de desligar a chamada, Deus, lá do alto, decidiu rapidamente que isto de educar filhos é sempre um sarilho, e, ou temos mão neles ou a coisa descamba rapidamente. E, quer dizer, dois mil e tal anos de experiência não são de menosprezar.

Primeiro ligou ao Stephen:

- agora que já estás convencido que eu realmente existo, podes dar-me aqui uma mão? Importaste de pedir ai ajuda ao Albert e vão os dois entreter o meu mais novo? está naquela fase de chamar a atenção, só quer as prendas, e tarda nada estraga o Natal a esta gente toda. Estamos combinados? ok, obrigado, desculpa mas tenho aqui mais duas ou três chamadas que não posso adiar.

Depois de desligar, ligou para a Aretha

- Minha querida amiga, posso contar contigo distraíres a sociedade secreta dos oito pássaros enquanto o Stephen e o Albert distraem o meu mais novo? óptimo, leva contigo quem precisares. Até breve

Por fim, o telefonema que não lhe apetecia mesmo nada fazer:

Mas quem ouviu o telefonema foi a Just que vos conta tudo amanhã

 

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Pai Natal e os Oito Pássaros (11/25)

por Magda L Pais, em 11.12.18
 
 
Malta com demasiado tempo livre tem ideias brilhantes e, motivados por esta onda natalícia, os pássaros estão a criar (mais) uma história em conjunto. Assim, todos os dias, até dia 25, iremos publicar à vez uma breve continuação da história iniciada pela Just Smile, que será depois continuada pelo pássaro seguinte. No dia 25, traremos a história completa.
 
Hoje é a continuação do Mário
 
Idalete lá passou o telemóvel ao puto e Belchior, com a sua calma inglesa, enquanto bebia uma chávena de chá de maça e canela e comia um brioche
que além de duro, ainda tinha custado os olhos cara, que isto das áreas de serviço só servem mesmo para nos enganar
pensava com os seus botões - mas que mania esta agora de não se dar palmadas aos putos... não hão-de eles fazer tudo o que querem, credo. Educação, senhores, educação!).
Mas pronto, quando Jesus atendeu lá tentou chamá-lo à razão:
- ouve lá, rapaz, mas não tomaste a Ritalina hoje? não sabes que tens mesmo de controlar essa hiperactividade? anda lá, já tens dois mil anos de idade, podias ter um bocadinho menos de ciumes? Então andamos aqui todos a tratar-te nas palminhas, e vai-se a ver e fazes estas cenas? que exemplo estás tu a dar?
Jesus começou a amuar e a fazer beicinho, não gostava nada quando se chateavam com ele. Até porque, agora que pensava nisso, se calhar não tinha tomado a medicação. Além de... pronto, prendas são prendas e ele queria mesmo a prenda que Belchior lhe tinha prometido.
e Belchior continuou:
 
(Agora quem continua é a Sofia Drama)
 

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Pai Natal e os Oito Pássaros (2/25)

por Magda L Pais, em 02.12.18

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Malta com demasiado tempo livre dá nisto. Um desafio diferente. Todos os dias, até dia 25, vamos publicar, à vez, uma frase que terá de ser continuada pelo seguinte. E depois, dia 25, traremos a história completa.

A Just começou, eu dou o seguimento:

Até podia não ser da salsicha... mas se calhar tinha abusado um bocado nas migas com entrecosto que a mãe Natal tinha feito. Não havia ele de estar assim cheiinho, a mãe Natal era uma cozinheira de mão cheia (e, na realidade, também era uma excelente dona de casa. Talvez com um pouco de hiperactividade não diagnosticada. Quem é que se lembra de arrumar a casa toda às 6h da manhã, quando os duendes e ele próprio estavam a querer dormir????).

Ai senhores, pensou ele, talvez tenha de tomar as gotas antes de ir ter com o Rudolfo. Mas caramba, será que o Rudolfo não se podia acalmar um bocadinho? ainda faltavam 22 dias para o grande dia e já andava a programar a viagem, a tentar programar a rota no Waze para ter a certeza que não havia atrasos. demasiado cedo, não?

Mário, é a tua vez! Boa sorte nisso que, pela minha parte, já está.

 

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Quatro Patas

por Magda L Pais, em 07.11.18

É raro, raríssimo (nem sei se alguma vez aconteceu), haver um dia em que não apareça uma publicação nova no facebook dando conta de mais um cão abandonado ou violentado. 

É o cão que foi entregue no canil com 10 anos de idade porque compraram um novo (sim, era um cão de compra, de raça pincher) ou o cão que foi preso por uma corda à vedação. Ou o outro que foi atirado por cima do muro e que acabou morto, ou o que foi atado a um carro em andamento (e que também morreu). Ou a cadela grávida que foi cortada viva para lhe tirar os cachorros. Podia continuar com os exemplos mas acho que já perceberam a ideia.

E podem substituir os cães pelos gatos que o problema é o mesmo.

Isto faz-me tanta confusão que nem imaginam. Não é doar os animais a alguém que tenha mais ou melhores condições (até porque a minha Saphira veio para nossa casa porque  a colocaram para doação no OLX) - isto eu até entendo e não critico. Muitas vezes quem o faz não tem mesmo outra solução e não está exactamente a entregar o animal para abate ou a abandona-lo à sua sorte.

É exactamente isto - abandonar o animal - que me faz confusão. 

Conhecem os meus patudos não conhecem? A Bunny, a Saphira e o Fluffy? Não, são estes:

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E já vos contei que nos vamos ver livres da nossa filha em Janeiro já que ela vai estudar para a De Monfort University em Leicester.

Que é que uma coisa tem a ver com a outra?

Bem... é que nós vamos com ela, depois do Natal, até Leicester - Inglaterra - e por isso os patudos vão ter de ir passar uns dias no canil. Vão ficar num que já conhecemos, onde já ficaram noutras férias e no qual temos absoluta confiança.

Ainda assim...

Numa noite passada tive insónias. E só me lembrava que os patudos vão estar num canil em pleno inverno, com frio e chuva. É óbvio que não vão estar à chuva e ao frio, o canil tem uma boa parte interior mas não vão ficar em casa no quentinho. Não calculam o quanto me está a custar esta situação, apesar de saber que vão ser bem tratados, que nós temos mesmo de ir com a gaiata (nem outra hipótese se coloca) e que são apenas uns dias.

Posto isto... Como é que alguém consegue ter um animal em casa, tratar dele, ser amado por ele, vê-lo crescer e depois deixa-lo abandonado à sua sorte ou violenta-lo até à morte?

Que raio de gente é essa? (ou perguntando de outra forma: serão mesmo gente?)

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O tempo perguntou ao tempo

por Magda L Pais, em 05.11.18

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O tempo perguntou ao tempo

quanto tempo o tempo tem!

o tempo respondeu ao tempo

que o tempo tem tanto tempo

quanto tempo o tempo tem.

 

O tempo tem graça. Tão depressa passa por nós sem darmos conta, assim num instantinho, como demora um tempo desgraçado a passar.

Ainda ontem, ia jurar que tinha sido ontem ou, vá lá, no máximo anteontem, estava na maternidade, prontinha para o parto da minha filha mais velha. Prontinha prontinha não, que uma coisa era querer que a gaiata nascesse e outra era não quer que usassem agulhas para me meterem o soro e/ou a anestesia…

Mas dizia eu (a ver se não me distraio de novo) que a minha Maggie nasceu ontem. Ou anteontem, no máximo dos máximos. Passou um instantinho e… bem, e já está no décimo segundo ano, e estamos a iniciar os trâmites necessários para que ela cumpra o seu desejo: ir estudar em Inglaterra. Nasceu ontem e amanhã está na Universidade. Porque não se iludam. Pode parecer que falta um ano mas vai ser outro instantinho.

Pensando melhor…

Se calhar foi mesmo anteontem que a Maggie nasceu já que o Martim, o meu filho mais novo, nasceu ontem. Sim, é exactamente assim. Primeiro a Maggie, anteontem, depois o Martim, ontem. Mas é que ele já está no décimo ano… como é possível que tenham passado tantos anos em apenas algumas horas? Não sei como, mas a realidade é que passaram.

Diz que a Inominável faz 3 anos. Como 3 anos? Já se passaram 13140 dias desde que recebi um email da Alface a dizer que tinha tido uma ideia idiota? Como pode ter passado tanto tempo e eu nem sequer me apercebi. É verdade que acabei por ter de sair do projecto, com muita pena minha (mas os meus dias ainda não começaram a ter mais horas, que isso sim era de valor) mas três anos?... não pode mesmo ser.

Ainda agora eu só lia. Muito, lia muito, lia e guardava as opiniões para mim. E, de repente, assim, sem dar por isso… já se passaram quase 11 anos desde que alguém me criou o meu primeiro blog (na Blogspot, depois eu é que o mudei para o Sapo) e, vejam só, já fez três anos que nasceu o meu blog destinado exclusivamente ao meu passatempo preferido, a leitura.

O tempo… esse malandro que passa num instante, sem darmos por ele. Mas que, noutras alturas em que queríamos que ele passasse mais depressa, demora mais tempo do que desejamos, já que só queríamos que doesse menos.

 

Mas por mais que a vida

Não cure as feridas

O tempo irá curar por si

 

(retirado da música O Tempo de Marco Rodrigues)

Passaram-se três anos desde que o meu pai teve o AVC que viria a mudar a sua vida. Para pior. Cada dia que passa – e estes dias passam tão devagar – noto o meu pai mais debilitado, a precisar de mais ajuda. As idas quase constantes aos médicos, às urgências dos hospitais, à terapia, ajudam mas o tempo, esse que deveria ajudar a curar, não está pelos ajustes e, em vez disso, traz mais e mais problemas.

Os meus avós maternos, os meus segundos pais, aqueles cuja história de amor me abriu o caminho da escrita (e eu que achava que só gostava de ler) já morreram. Ele há quase 16 anos, ela há coisa de dez anos. Confesso, não sei há quanto tempo morreram. É um tempo que não passa. Já não dói tanto como doía inicialmente mas posso dizer-vos que, no dia a seguir, já eles tinham morrido há tempo a mais do que aquele que eu gostaria. E o mesmo com a minha tia, aquela que me viu nascer e com quem estive, no hospital, até ao último momento da vida dela. Ainda não tinha sido o funeral e eu já pensava que a minha tia tinha morrido há demasiado tempo.

O tempo. O tempo que passa, que cura as feridas, que nos faz velhos enquanto vemos os filhos a crescer. E assim, sem dar tempo ao tempo, já passou demasiado tempo desde que comecei a escrever esta crónica, sendo mais que tempo de a acabar para esta edição que comemora aquele que espero seja o terceiro aniversário de muitos que ainda estão para vir.

(texto escrito para a última edição da Revista Inominável)

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Uma experiência lá fora

por Magda L Pais, em 30.10.18

A propósito da ida da minha filha para Inglaterra para estudar (podem ler toda a história aqui) convidei a Sweetener a falar da sua experiência, já que ela também foi para Inglaterra estudar. Ou, pelo menos, tentou.

Olá, sou a Sweetener, autora do blog com mesmo nome. Fui convidada pela Magda para falar sobre a minha experiência com a empresa que me ajudou a ir estudar para o Reino Unido, há três anos atrás. Por ter sido há tanto tempo, peço que confirmem, nomeadamente valores, pois podem ter mudado no decorrer deste tempo.

Tudo começou com uma palestra na minha escola secundária. O fundador, André Rosendo, deu uma belíssima palestra, que encantaria qualquer um. Ter a possibilidade de estudar em Londres, com propinas financiadas era um sonho. Sabia que a minha mãe não tinha possibilidades de me colocar a estudar no país e a oferta pareceu-me boa para perder a oportunidade de tentar.

Pesquisei exaustivamente tudo o que encontrei sobre a empresa, o projecto e as condições. Pedi feedback e percebi que era fidedigna. Juntei toda a informação possível e abordei o assunto em casa. Inicialmente a ideia não foi muito bem recebida. A minha mãe ficou céptica, achou que era a galinha dos ovos de ouro. Mas com o tempo (e a minha persistência) lá acabou por aceitar e ser o meu maior apoio.

A "oferta" consistia em tirar uma licenciatura no Reino Unido, com propinas financiadas. As mesmas, só seriam pagas após a conclusão do curso e apenas se auferíssemos de mais de 2000€/mês (existe uma tabela).

Marquei reunião nos escritórios da Ok Estudante em Lisboa, onde recebi todas as informações quanto ao que fazer e os prazos da candidatura. Candidatei-me a fotografia, para uma universidade no centro de Londres. Como foi já no final do ano lectivo (Julho), e o curso que escolhi tinha como prova de ingresso um portefólio, não consegui entrar em Setembro desse ano. Parei então um ano, onde arranjei trabalho para ajudar a pagar as despesas do processo, tive tempo para investir num curso de inglês - coisa que aconselho vivamente a fazerem caso pretendam embarcar nesta aventura. E estava pronta.

Em Janeiro seguinte, enviei o meu portefólio e passados 15 dias recebi a Condicional Offer. Este documento, é uma pré-aceitação na universidade. É como que temos um lugar reservado pelo nosso portefólio (no meu caso) mas não entrámos oficialmente. O mais importante, e sem o qual, não há aceitação para ninguém é o IELTS - international english language testing system. Como o nome diz, é um exame de inglês avaliado de 0 a 9, em quatro parâmetros: leitura, audição, escrita e falado. O mínimo de entrada é ter uma média de 6, sendo que não podemos tirar menos de 5,5 em nenhum dos parâmetros. Em 2015, o exame custava 205€.

Os resultados demoraram cerca de um mês a chegar e com eles, chegou também a minha Incondicional Offer: era aluna no Reino Unido.

Existem várias ofertas de alojamento. Eu optei pelas residências, onde apesar de pagar mais, me senti mais segura. Conheci pessoas que foram para um hotel por semanas até encontrar uma boa casa ou quem já tivesse conhecimentos e tivesse onde ficar.

Todo o processo foi tratado pela Ok Estudante. Todos os documentos, envios Portugal-Reino Unido foram suportados por eles. Pelo pacote de serviços, pagámos 595€.

Setembro chegou no ápice e lá fui. Infelizmente, acabei por desistir pouco tempo depois, regressando a Portugal e não voltei a estudar. As saudades falaram mais alto...

A quem tem este sonho, seja pelo Reino Unido, seja pela licenciatura, seja pelo que for: aconselho vivamente a viverem a experiência. Volto a referir que isto se passou há três anos e que entretanto com o Brexit, não sei se o que digo se mantém correto.

E pronto, posso ter-me esquecido de algum ponto mas aqui está o meu testemunho.

(se quiserem saber os valores e condições actuais, aqui estão elas)

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